HIERARQUIA EM UM TERREIRO DE UMBANDA

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A hierarquia de um Terreiro de Umbanda é subdividida em dois comandos distintos:

Cúpula Espiritual

Cúpula Material

CÚPULA ESPIRITUAL: a Cúpula Espiritual é formada por três Entidades congêneres, semelhantes ou afins quanto à missão terráquea. Existe entre eles uma hierarquia singular, formando um triângulo equilátero perfeito, sendo que a Entidade do vértice superior do triângulo é o Orientador, que será substituído, em caso de necessidade, primeiro pela Entidade do angulo direito da base do triângulo e depois, na sua falta, pela Entidade do angulo esquerdo da base.

As demais Entidades incorporadas, assim como todos os participantes do terreiro, acatam e fazem cumprir as ordens emanadas da Cúpula Espiritual.

 

CÚPULA MATERIAL: a Cúpula Material é comandada pela Mãe Pequena.

CÚPULA ESPIRITUAL

 

 

religioes-afro-brasileiras-umbanda-05HIERARQUIA MATERIAL

NO TERREIRO DE UMBANDA

MÃE PEQUENA (ou Pai Pequeno): é o responsável material pelas ordens, quer espirituais, quer materiais, emanadas da Cúpula Espiritual. É quem controla todos os médiuns, quer na disciplina, quer na pontualidade, quer nos uniformes, quer na organização de obrigações, festividades, enfim toda a parte material dos rituais de um terreiro. É também o Cambone Especial do Guia Chefe (Orientador Espiritual ou seu substituto), tendo sempre uma IAÔ, a que tiver melhores aptidões, para substituí-la , em caso de necessidade.

 

CAMBONE DE EBÓ: subordinado diretamente à Mãe Pequena, sendo o único responsável, por todas as entregas negativas do Terreiro.

 

IABÁ: é a responsável pela cozinha do terreiro, pela confecção dos ageuns, amalás, e toda e qualquer comida necessária nos trabalhos.

 

COTA: é subordinada e substituta da IABÁ (só utilizada nos terreiros de Nação).

 

SAMBA: médium (mulher) em desenvolvimento.

 

IAÔ: médium (mulher) com feitura no Santo.

 

MÃO DE FACA: médium preparado especialmente para efetuar toda e qualquer matança de animais, quando necessário (muito usado em Nação)

 

MÃO DE OFÁ: médium preparado especialmente para fazer a colheita e a quinagem das ervas usadas na Umbanda, para amacís, confirmações, assim como para remédios e banhos de descarga.

 

OGÃ CALOFÉ: é o responsável por toda a corimba à ser puxada no terreiro, é também instrutor de toques de atabaque, assim como responsável, abaixo da Mãe pequena, pelo desenvolvimento do Pé de Dança, médium preparado especificamente para isto.

 

OGÃ DE ATABAQUE: médium preparado, exclusivamente para os toques de atabaque.

 

OGÃ DE CORIMBA: médium preparado, exclusivamente para a puxada da corimba (pontos cantados), respondendo diretamente ao Ogã Calofé, à Mãe Pequena, ou em última instância, ao chefe do terreiro.

 

CAMBONE: médium (homem) em desenvolvimento.

 

CASSUTÉS: médiuns (homens) com feitura no Santo.

 

NOTA: nos terreiros de Nação todos os médiuns, quer homens quer mulheres, com Feitura no Santo, chamam-se IAÔS.

 

603380_252597118176113_1190188240_nDISTRIBUIÇÃO INTERNA DE UM TERREIRO

Um terreiro, para a prática da Umbanda, deve ter distintos os seguintes locais prefixados: o Stadium, o Pegí ou Gongá, Ala de Atabaques, Local da Assistência, Roncó, Casa de Exus, Cruzeiro das Almas, Tronqueira, e Casas ou Quartos dos Orixás, assim como Casa de matanças (opcionais só na Nação).

 

O STADIUM: é o local onde os médiuns (cavalinhos) fazem suas evoluções, e quando incorporados, os atendimentos. É nesse local que são efetuadas as Danças de Santo (também as brincadeiras para o Santo), o desenvolvimento, os atendimentos e as aulas, quando houver escola, dirigida pelo Orientador Espiritual.

 

 

Stadium

 

 

O PEGÍ: é o altar sagrado dos rituais (ORÁCULO)

 

O RONCÓ: altar ou Pegí particular do chefe do terreiro, onde são feitos todos os Rituais Herméticos dos seus filhos de terreiro, tais como: amacís, batizados, confirmações e as demais obrigações. É exclusivo, para a troca de roupa do chefe do terreiro, e nele também são praticados os trabalhos de Rituais Especiais, quando necessário no atendimento de assistentes.

 

CASA DE MATANÇAS: é o local de uso e responsabilidade do Mão de Faca para fazer as matanças de animais, quando necessário. (Nação)

 

CASA DE EXU: é o local destinado à guarda dos apetrechos dos Compadres, das obrigações dos mesmos, e da troca de roupa dos médiuns, quando incorporados com os Exus.

 

CRUZEIRO DAS ALMAS: é uma lápide de mármore ou madeira, com 3 degraus, encimada por uma Cruz, a Cruz das Almas, e destina-se à queima de velas para as Almas, provenientes de promessas, compromissos, etc.

 

TRONQUEIRA: local destinado à ser feita a segurança primeira do terreiro e localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.

 

Por direito, do lado direito do terreiro devem ser erigidas tantas salas ou quartos quantos sejam os Orixás, onde deverão ser implantados as forças VIBRATÓRIAS e RITUALÍSTICAS de cada um, assim como, apetrechos e ferramentas, etc. É nestas salas, que se fazem os trabalhos especiais, com os médiuns ou para assistentes necessitados, de acordo com a necessidade vibratória.

 

Na Umbanda, não se deve utilizar Imagens ou Estátuas de outras religiões, apenas vultos de Preto-velhos, Caboclos, Crianças e Exus;

 

Quanto aos ORIXÁS, são representados pelas forças da natureza em que atuam.

Exemplo:

XANGÔ = pedra

OGUM = ferro

e assim por diante

Isto deve-se ao fato de que um Orixá é um espírito que nunca teve forma material, os que já a tiveram, são conhecidos como EGUNS.

 

A única exceção simbólica é a de OXALÁ, e tem-se sempre um vulto do Divino Mestre no centro do Pegí, do Stadium, pois foi o único que teve por missão, usar um corpo material, conforme determinado pela Administração Sideral

    Author: Brasil Cultura

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