<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasil Cultura &#187; Antropologia</title>
	<atom:link href="http://www.brasilcultura.com.br/menu-de-navegacao/antropologia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.brasilcultura.com.br</link>
	<description>O portal da cultura brasileira</description>
	<lastBuildDate>Sat, 18 May 2013 23:44:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.2</generator>
		<item>
		<title>Revolução cultural à brasileira</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/artes-plasticas/revolucao-cultural-a-brasileira/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/artes-plasticas/revolucao-cultural-a-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 May 2013 23:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Audio Visual]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliotecas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[pcdob]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=19323</guid>
		<description><![CDATA[Na década de 1950, o Brasil se modernizava e partidos e movimentos de esquerda, bem como movimentos artísticos, acreditavam na possibilidade de uma revolução brasileira, nacional-democrática ou socialista. “Artistas e intelectuais tiveram um papel expressivo na construção da utopia de uma ‘brasilidade revolucionária’, que permitiria realizar as potencialidades de um povo e de uma nação”,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19324" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/aaarevo.jpg"><img class="size-full wp-image-19324" title="aaarevo" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/aaarevo.jpg" alt="" width="200" height="128" /></a><p class="wp-caption-text">Nelson Pereira dos Santos filmando &quot;Como era gostoso o meu francês&quot; (1971)</p></div>
<p>Na década de 1950, o Brasil se modernizava e partidos e movimentos de esquerda, bem como<br />
movimentos artísticos, acreditavam na possibilidade de uma revolução brasileira, nacional-democrática ou socialista. “Artistas e intelectuais tiveram um papel expressivo na construção da utopia de uma ‘brasilidade revolucionária’, que permitiria realizar as potencialidades de um povo e de uma nação”, diz Marcelo Ridenti, professor de sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mas até hoje a compreensão dessa relação, entre política e cultura,<br />
é complexa e inclui nomes de peso do panteão cultural que foram comunistas, como: Jorge Amado, Nelson Pereira dos Santos, Caio Prado Jr., Nora Ney, Dias Gomes, Jorge Goulart e Di Cavalcanti, entre outros. “É um problema que não cabe numa equação simples que supõe a militância comunista de artistas e intelectuais como parte de um desejo de transformar seu saber em poder.<br />
Tampouco se pode supor que houvesse mera manipulação dos intelectuais pelos dirigentes do Partido Comunista Brasileiro [PCB]”, explica o professor, que analisou a questão no projeto Artistas e intelectuais comunistas na consolidação do campo intelectual e da indústria cultural no Brasil. (<a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/03/aristas-e-intelectuais-comunistas-na-industria-cultural-no-brasil/" target="_blank">Veja aqui</a> )</p>
<p>“Num momento como o atual, em que as pesquisas evitam a politização dos temas, é importante recuperar como cultura e política se aproximaram num períodoturbulento como aquele, entre os anos 1950 e 1970”, observa o pesquisador.<br />
Segundo Ridenti, vários campos artísticos e intelectuais consolidados a partir da década de 1950 só são pensáveis a partir das lutas em seu interior, em que os comunistas desempenharam um papel importante, por vezes levando os integrantes do PCB ou ex-militantes às posições de maior reconhecimento ou prestígio. Muitos mudaram de convicção política ao longo do tempo. A maioria fez uma autocrítica sobre a sua atuação naquele período, mesmo os que<br />
continuaram se identificando como de esquerda ou sendo comunistas. Houve também muita reclamação posterior de que o partido mantinha com eles uma relação “ornamental” ou “instrumental”, ou seja, apenas para angariar prestígio ou divulgar uma linha política, sem falar nas críticas sobre o despotismo da direção, pronta a vigiar o imaginário dos militantes. “Só em parte isso é verdade. Esses artistas só puderam conquistar posições a partir do histórico de<br />
militância organizada, que, assim, esteve longe de significar mera manipulação de seus artistas e intelectuais. Era uma relação de mão dupla”, observa o autor.</p>
<div id="attachment_19325" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/cenapagador.jpg"><img class="size-full wp-image-19325" title="cenapagador" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/cenapagador.jpg" alt="" width="290" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">Cena de O pagador de promessas, de Dias Gomes, em 1960</p></div>
<p>“De fato, o partido tinha uma linha política estreita e dogmática, dava pouco espaço a seus intelectuais, quase não contribuía para pensar a especificidade da sociedade brasileira, era marcado pelo centralismo e por relações autoritárias. Mas havia contrapartidas que mantiveram os artistas e intelectuais no partido apesar de tudo isso”, fala Ridenti. Para ele, não se deve caricaturar a ação cultural do PCB nos anos 1950, um elemento expressivo constituinte da cultura brasileira. “A indústria cultural ainda não estava de todo estabelecida no país. Com a modernização, muitos artistas e intelectuais estavam em busca de um espaço que não fosse a Igreja ou o Estado, então as principais instituições organizadas nos tempos em que a universidade ainda estava em crescimento”, lembra. Na maioria vindos da classe média que se<br />
expandia com a modernização do país, esses intelectuais não cabiam em nenhum<br />
dos dois espaços. “O PCB foi uma chance de organização, um fórum de debate cultural e político, que permitia ter acesso a uma rede de revistas pelo Brasil e de contatos no exterior.”</p>
<p><strong></p>
<p>Legitimidade</strong></p>
<p>A organização no partido dava legitimidade a certos grupos e indivíduos que buscavam marcar posição (ou evitar perder prestígio) em suas atividades. “O grande exemplo foi Jorge Amado, que teve seu talento potencializado pela ligação com o PCB, cuja rede de contatos internacionais facilitou a publicação de seus romances em vários países. Por sua vez, ele emprestava o seu prestígio de escritor ao partido e acabou sendo eleito deputado pelo PCB na Constituinte<br />
de 1946”, conta Ridenti. No exílio na França, a partir de 1948, aderiu ao movimento internacional pela paz e ganhou notoriedade mundial. “Sem desmerecer o talento de Amado, isso não teria acontecido se ele não fosse ligado ao partido. Foi por meio dessa relação que ele teve acesso a uma rede de contatos em diversos países da Europa e viu seus romances traduzidos em vários idiomas em razão disso. O mesmo aconteceu com Nelson Pereira dos Santos, que foi para a França e outros países com apoio do PCB e pôde conhecer vários cineastas”, diz<br />
o pesquisador.</p>
<div id="attachment_19326" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/acantora.jpg"><img class="size-full wp-image-19326" title="acantora" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/acantora.jpg" alt="" width="290" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">A cantora Nora Ney no aeroporto do Galeão em 1969</p></div>
<p>Amado se transformou em divulgador do realismo socialista no Brasil e mesmo quando se afastou do PCB nunca rompeu oficialmente com os comunistas. “Ele saiu à francesa. Só ganhou autonomia como autor depois de <em>Gabriela, cravo e canela </em>(1958)”, fala Ridenti. As recompensas, porém, colocavam dilemas para os artistas, que testemunhavam as perseguições aos militantes dissidentes em escala internacional. “Eles também se inseriam nas redes comunistas como reprodutores do pensamento e da política produzida no centro, não como<br />
formuladores originais”, nota o autor. “Realmente, entre os anos 1940 e 1950, durante o realismo socialista, houve um grande controle do partido sobre os artistas e intelectuais brasileiros ligados ao PCB. Mas, no geral, essa relação foi flexível, porque o partido não se interessava muito pela cultura, o que explica por que, nos anos 1970, os artistas tentaram construir uma política cultural para o PCB, que não tinha uma”, lembra o historiador Marcos<br />
Napolitano, da Universidade de São Paulo (USP), autor do estudo <em>Políticas culturais e resistência democrática no Brasil nos anos 1970</em>.</p>
<p>“Houve um entusiasmado movimento em que os intelectuais e o partido convergiram para pensar um projeto revolucionário de nação. O partido e os intelectuais de esquerda foram as grandes referências, por exemplo, para os cineastas dispostos a fazer uma arte política e, em tese, politizadora. Infelizmente, o partido poderia ter usado mais e melhor os diagnósticos feitos pelos artistas”, observa a socióloga Célia Tolentino, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Marília, que estuda o tema em <em>O pensamento social na literatura e no cinema</em>,<br />
com apoio da FAPESP. “Os artistas não eram inocentes úteis para o PCB, também ganhavam com essa relação”, nota Ridenti.</p>
<p><strong></p>
<p>Autonomia</strong></p>
<p>A maior ou menor autonomia do partido dependia da carreira paralela à política. Figuras como Dias Gomes ou Oscar Niemeyer, para citar dois exemplos, lembra o pesquisador, não sofreram nenhuma ingerência do PCB em sua vida e obra. Essa influência atingia mais (embora de forma desorganizada) os menos conhecidos.<br />
“Assim, se há casos em que o partido foi autoritário com os artistas, fica a pergunta: por que muitos deles seguiram na militância ainda assim? Havia o sentimento de pertencer a uma comunidade que se imaginava na vanguarda mundial e podia dar apoio e organização a artistas e intelectuais em luta por prestígio e poder, distinção e consagração em seus campos de atuação, para si e para o partido”, diz o autor. Com esse movimento, os artistas comunistas prepararam o<br />
terreno para a renovação futura. “O Cinema Novo, dos anos 1960, não seria possível sem a história anterior de disputas no campo do cinema fomentada pelos cineastas comunistas”, nota Ridenti.</p>
<p>“O mesmo vale para o desenvolvimento das novelas e da TV brasileira como um todo. Após o golpe de 64, a hegemonia do PCB entre intelectuais e artistas foi cortada e a partir de 1968 eles acabam abrigados na Rede Globo, apesar de a emissora ser partidária da ditadura. Figuras como Dias Gomes, Ferreira Gullar, Gianfrancesco Guarnieri, entre outros, além de encontrarem proteção, viram a TV como uma continuidade programática, acreditavam que era uma forma de falar com<br />
o povo. Por isso chegaram a ser rotulados de ‘vendidos’, quando estavam continuando a sua política cultural”, diz o historiador Francisco Alambert, da USP, autor, entre outros, do artigo <em>Mario Pedrosa: art and revolution</em>.<br />
“Aos poucos, com o desenvolvimento da sociedade civil e da indústria cultural, as classes populares vão assumindo sua voz, não precisando mais de intelectuais falando em nome delas. A produção cultural vai se ligar ao mercado e ao espaço universitário, esvaziando os partidos e a ideia de revolução, rompendo a aproximação entre cultura e política”, diz Ridenti.</p>
<p>“Não se pode, porém, esquecer o que houve no passado. É preciso compreender os dilemas e contradições das figuras humanas daquele tempo que não raro aparecem mitificadas nos escritos sobre elas”, finaliza o pesquisador.</p>
<p><strong>Por Carlos Haag</strong></p>
<p>Fonte: Revista Pesquisa Fapesp</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=19323&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/artes-plasticas/revolucao-cultural-a-brasileira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Escola Terra Firme recebe visita de indígenas de tribo pernambucana</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/escola-terra-firme-recebe-visita-de-indigenas-de-tribo-pernambucana/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/escola-terra-firme-recebe-visita-de-indigenas-de-tribo-pernambucana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 May 2013 17:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Folclore]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=19278</guid>
		<description><![CDATA[Na próxima segunda-feira (06) índios da tribo Fulni-ô estarão na Escola Terra Firme, em Curitiba, para demonstrações de suas danças e artesanato a todos os alunos e alunas. Além disso, conversarão sobre sua forma de vida e suas tradições. O objetivo do evento é segundo a Coordenadora de Educação Infantil Ana Carollina Brofman, promover um...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/fulnio.jpg"></a></p>
<div id="attachment_19280" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/fulnio1.jpg"><img class="size-full wp-image-19280" title="fulnio" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/05/fulnio1.jpg" alt="" width="200" height="133" /></a><p class="wp-caption-text">Índios da tribo Fulni-ô que estarão na Escola Terra Firme em Curitiba.</p></div>
<p>Na próxima segunda-feira (06) índios da tribo Fulni-ô estarão na Escola Terra Firme, em Curitiba, para demonstrações de suas danças e artesanato a todos os alunos e alunas. Além disso, conversarão sobre sua forma de vida e suas tradições. O objetivo do evento é segundo a<br />
Coordenadora de Educação Infantil Ana Carollina Brofman, promover um mergulho na cultura indígena. “Será um momento extremamente rico, no qual poderemos compartilhar um pouquinho da nossa história viva aqui na escola”, diz.<br />
<strong>Preservando as tradições –</strong> A tribo Fulni-ô vive no município de Águas Belas, Pernambuco, e se caracteriza pelo estreito vínculo que preserva com suas raízes. É a única tribo do Nordeste brasileiro que preserva sua língua ancestral, chamada de Yathê, embora seus membros também falem o português.<br />
Outra peculiaridade é a realização anual de um ritual chamado de Ouricuri, em setembro. Trata-se de uma atividade da qual somente os membros da tribo podem participar e que é completamente secreta. Ninguém, além dos índios, sabe o que acontece nesse ritual.</p>
<p>As atividades de subsistência dos Fulni-ô estão relacionadas à agricultura, pecuária, caça e pesca. Os índios também comercializam artesanato em feiras livres. Suas danças são costumeiramente inspiradas em movimentos de animais, mas há uma que é originária de contato com a etnia afro-brasileira. Utilizam instrumentos musicais, como a flauta e o<br />
maracá e possuem bandas musicais que tocam, além dos citados, também instrumentos oriundos da cultura branca, como o violão e o clarinete.</p>
<p><strong>Dinamismo no aprendizado –</strong> A Escola Terra Firme se caracteriza por uma proposta pedagógica na qual o conhecimento é abordado de forma dinâmica e interdisciplinar. O aprendizado se dá preferencialmente por meio de projetos, pesquisas, jogos e outras ações que partem de questões postas pela realidade para se transformar em atitudes reflexivas, com a valorização do processo de aprendizagem baseado no levantamento de hipóteses, a coleta de dados e a discussão dos diversos pontos de vista, buscando a síntese através de construções práticas e teóricas.</p>
<p>Estudar, na Terra Firme é descobrir, comprovar, discutir e questionar. Para a equipe pedagógica da Escola, o conhecimento é uma ferramenta à disposição dos alunos para que possam ter uma relação verdadeira com o mundo.<br />
<strong>SERVIÇO</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O QUÊ: </strong>visita da tribo Fulni-ô à Escola Terra Firme.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>QUANDO: </strong>dia 06 de maio de 2013</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ONDE: </strong>Rua Deputado Carneiro de Campos, 507, Hugo Lange, Curitiba/PR. Telefone: 41-3018 9690 begin_of_the_skype_highlighting</p>
<p>GRÁTIS 41-3018 9690 end_of_the_skype_highlighting</p>
<p><strong>POR QUÊ: </strong>demonstração de danças e artesanato, além de<br />
conversa sobre sua vida e tradições com os alunos da escola.</p>
<p><strong>Programação:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>16h: apresentação de danças;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>16h45: conversa com alunos;</p>
<p>17h30: exposição e venda de artesanato indígena.</p>
<p><strong>Karina Ernsen</strong></p>
<p>41 9905 3060</p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=19278&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/escola-terra-firme-recebe-visita-de-indigenas-de-tribo-pernambucana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dez anos: Lei que obriga ensino afro-brasileiro não é aplicada</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/dez-anos-lei-que-obriga-ensino-afro-brasileiro-nao-e-aplicada/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/dez-anos-lei-que-obriga-ensino-afro-brasileiro-nao-e-aplicada/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2013 15:17:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Rouanet]]></category>
		<category><![CDATA[Leis]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[pcdob]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=19255</guid>
		<description><![CDATA[Aprovada pelo Congresso e sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em 2003, a Lei 10.639 – que prevê a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo das escolas do país – é aplicada apenas de forma mínima, mesmo dez anos depois. A situação da lei voltou a ser discutida nesta...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/04/dezanos-lei.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19256" title="dezanos lei" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/04/dezanos-lei.jpg" alt="" width="200" height="144" /></a>Aprovada pelo Congresso e sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em 2003, a Lei 10.639 – que prevê a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo das escolas do país – é aplicada apenas de forma mínima, mesmo dez anos depois. A situação da lei voltou a ser discutida nesta semana no Rio Grande do Sul, com a audiência pública solicitada pelo movimento negro que provocou declarações no governo do<br />
estado e entre deputados estaduais.</p>
<p>A audiência ocorreu na última terça-feira (23), na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. A reivindicação principal, de cobrar maior rigor no cumprimento da lei e na fiscalização do que é realizado, fez com que deputados e representantes do governo buscassem encaminhamentos para um panorama que, segundo os movimentos sociais, se alterou pouco ou nada mesmo<br />
após uma década de implementação.</p>
<p>Para a assessora de Diversidade Étnico-Racial da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul,<br />
Marielda Medeiros, em entrevista para o Sul21, “o poder público tem responsabilidade na questão, que é importante no combate ao racismo e ao desconhecimento”. Para Marielda, o grande número de escolas, a fragilidade da formação de parte dos professores e o desafio cultural que é discutir o racismo podem atrasar a aplicação da lei – mas não o desconhecimento do tema. “Depois de dez anos (da aprovação da lei), ninguém pode dizer que não a conhece, e nem quais são os conteúdos necessários”, diz.<br />
Quanto à formação dos professores nas universidades, processo intimamente relacionado ao sucesso das medidas, a assessora afirma que “o governo do estado tem parceria com<br />
universidades públicas e privadas para que o professor receba a formação necessária. Ainda assim, o currículo de muitas universidades permanece frágil e professores saem com deficiência nos temas relacionados à cultura e história afro-brasileira”.</p>
<p>Presidenta da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, a deputada Ana Affonso (PT) tampouco nega a deficiência nos resultados até agora visíveis da Lei 10.639.<br />
Para a deputada, “é difícil para o educador romper com a formação que recebeu durante os anos de estudo, mas não é motivo para que não estejam aptos”. Ana Affonso acredita que a discussão permanente sobre o tema pode provocar transformações no que hoje se observa nas escolas: “o debate sobre o assunto pode vencer a dificuldade ou a má vontade de quem quer que seja”.</p>
<p>Para a deputada do Partido dos Trabalhadores, apesar da necessidade de buscar uma melhor aplicação do que diz a lei, não se pode deixar de lado o esforço já existente. “Precisamos de divulgação do que vem sendo feito nas escolas, porque há avanços também, até para mostrarmos ao movimento negro que o discurso de que nada está acontecendo não é correto”, defende.</p>
<p>A audiência pública da última terça-feira pode render encaminhamentos em breve sobre a questão, como a criação de um pólo de formação acadêmica de formação continuada, a fiscalização de conselhos estaduais e municipais sobre o que é feito nas escolas e o agendamento de uma reunião de movimentos sociais com o secretário de Educação do Rio Grande do Sul, José Clóvis de Azevedo.</p>
<p>Onir Araújo, advogado e membro do Movimento Negro Unificado (MNU), problematiza o não cumprimento da lei de outra forma: para ele, trata-se de uma reação previsível de quem busca manter a ordem dominante. “A não aplicação da lei sinaliza o quão farto é o conteúdo racista da sociedade, e demonstra uma inabilidade política enquanto sujeitos históricos”, opina. Para o<br />
advogado, a presença de conteúdos relacionados à história e à cultura afro-brasileira é uma demanda antiga do movimento negro.</p>
<p>A origem desses anseios no Brasil, inclusive, remontaria a oitenta anos atrás: “para o movimento negro, desde a Frente Negra, nos anos 1930, a questão da história do nosso povo ser contada no ensino é essencial para a integração do negro”. A aprovação de uma lei como a 10.639 seria, no entanto, o “desaguadouro institucional” do problema – que estaria muito longe de uma resolução definitiva mesmo com o cumprimento ideal, já que transcende a presença do tema no currículo escolar.</p>
<p>Para Onir Araújo, “a lei é importante e necessária, mas é limitada, precisa ser vista dentro de um contexto político e ideológico. Por exemplo, nunca foi organizado um orçamento que garantisse que ela fosse cumprida. Assim, os governos podem alegar que falta dinheiro, que não há<br />
verba”. Na mesma linha, ele acredita que verdadeiros avanços no combate ao racismo no Brasil não podem depender apenas da esfera institucional, e sim de efetiva mobilização popular.</p>
<p>O militante do MNU acredita que “quando se tenta abrir uma cunha nesta estrutura que é patriarcal, burguesa e racista”, ocorre a reação dos que buscam manter “um status de 513 anos de história”. O descumprimento da lei, que ocorre “em todos os estados do Brasil”, seria tecnicamente um caso típico de mandado de injunção – no caso, quando a Justiça ordena a aplicação de uma lei. Entretanto, tampouco haveria boa vontade do Judiciário. “Apenas com o<br />
bloco na rua isso não vai ser um diálogo de surdos”, resume Araújo.</p>
<p>O exemplo utilizado pelo advogado para demonstrar que a lei, ainda que bem executada, permanece sendo insuficiente, relaciona a não aplicação com um histórico de violência constante: “a prova de que a lei não basta é que 30 mil jovens negros são vítimas de homicídio por ano no Brasil, e esse é um massacre invisível para muita gente. Não é só uma lei que vai<br />
adiantar”. Está previsto ainda para o primeiro semestre de 2013, segundo a deputada Ana Affonso, um seminário que busca mapear a aplicação da lei 10.639 no Rio Grande do Sul.<br />
<strong>Fonte: Brasil de Fato</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=19255&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/dez-anos-lei-que-obriga-ensino-afro-brasileiro-nao-e-aplicada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasília vai ter museu da cultura negra, diz ministra da Cultura</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/brasilia-vai-ter-museu-da-cultura-negra-diz-ministra-da-cultura/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/brasilia-vai-ter-museu-da-cultura-negra-diz-ministra-da-cultura/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 13:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[museologia]]></category>
		<category><![CDATA[museu]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Oscar Niemeyer]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=19248</guid>
		<description><![CDATA[O Ministério da Cultura vai se empenhar para a instalação de um museu,  na capital federal, destinado a registrar a história e o legado deixado pelos  negros na formação da população brasileira . &#8220;A capital da República tem o dever de registrar a influência da cultura negra  em um país que tem 53% de sua...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt">
<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/04/museudonegrobrasilia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19249" title="museudonegrobrasilia" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/04/museudonegrobrasilia.jpg" alt="" width="200" height="149" /></a>O Ministério da Cultura vai se empenhar para a instalação de um museu,  na capital federal, destinado a registrar a história e o legado deixado pelos  negros na formação da população brasileira .<br />
&#8220;A capital da República tem o dever de registrar a influência da cultura negra  em um país que tem 53% de sua população composta de afrodescendentes&#8221;, disse  nesta quarta (17) a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Ela ressaltou que vai  &#8220;trabalhar pessoalmente&#8221; para que o projeto seja efetivado.<br />
De acordo com a ministra, já existe um terreno para a construção do museu.<br />
Ele foi doado pelo então governador do Distrito Federal, Cristovão Buarque, mas<br />
&#8220;ficou esquecido durante muitos anos, tendo o governador Agnelo Queiroz firmado<br />
a redestinação&#8221;. O terreno, segundo ela, está localizado em uma área nobre de<br />
Brasília, no Lago Sul.<br />
Marta lembrou que foi durante a sua gestão na prefeitura de São Paulo<br />
que foi instalado na cidade um museu com o mesmo objetivo. Ele fica em uma área<br />
nobre da capital paulista, o bairro do Ibirapuera. &#8220;Foi escolhido o prédio mais<br />
bonito<br />
do lugar, a sede antiga da prefeitura&#8221;, disse.<br />
Segundo a ministra, grande parte do acervo do Museu Afro de São Paulo foi<br />
doada pelo colegionador Emanuel Araújo que fez um pedido especial à então<br />
prefeita Marta Suplicy: &#8220;Prefeita, não vá instalar o museu em um porão&#8221;. Segundo<br />
ela, a resposta foi construir o museu em um lugar bonito. “É o que vai ocorrer<br />
também em Brasília&#8221;, ressaltou a ministra da Cultura.<br />
A ministra lembrou que dos 10 milhões de negros que foram retirados da<br />
África para trabalhar como escravos, 5 milhões vieram para o Brasil ,<br />
e só entre 1700 e 1800 desembarcaram por aqui 2,5 milhões de negros. De acordo<br />
com Marta Suplicy, a ideia de montar o Museu Afro de Brasilia começou com a<br />
visita que fez à à Fundação Palmares, onde existe uma maquete do<br />
prédio.<br />
&#8220;Toda a história tem que ser mostrada no museu da capital federal. Não<br />
deve ser somente o museu da dor, mas que conte a história da vinda dos negros,<br />
do que ocorreu nas lavouras, o processo da abolição, o resgate da autoestima<br />
desse povo que construiu o Brasil, pois a identidade brasileira é negra ,<br />
na gastronomia, na música, nas danças e também na religião&#8221;, disse.<br />
Para a ministra da Cultura, o mais difícil para a instalação não é colocar<br />
peças à mostra, mas prover o museu de recursos tecnológicos para recuperar a<br />
história dos negros no Brasil. Segundo ela, nos Estados Unidos a população negra<br />
é composta por 13% dos americanos. No entanto, o país está construindo &#8220;um museu<br />
gigantesco, em frente ao Pentágono, em Washington, com investimento de US$ 500<br />
milhões&#8221;, destinado a registrar a história dos negros nos EUA.<br />
Marta Suplicy esteve hoje na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do<br />
Senado Federal, onde fez uma exposição das atividades desenvolvidas pelo<br />
Ministério da Cultura.</p>
</div>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=19248&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/brasilia-vai-ter-museu-da-cultura-negra-diz-ministra-da-cultura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Governo faz mutirão de busca ativa e atualização cadastral em comunidades quilombolas</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/governo-faz-mutirao-de-busca-ativa-e-atualizacao-cadastral-em-comunidades-quilombolas/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/governo-faz-mutirao-de-busca-ativa-e-atualizacao-cadastral-em-comunidades-quilombolas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2013 23:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=18995</guid>
		<description><![CDATA[O governo federal realiza, neste ano, um mutirão nacional de busca ativa e atualização cadastral em comunidades remanescentes de quilombos. O objetivo é identificar e incluir no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal todas as famílias dessas comunidades e, em especial, as que vivem com renda per capita mensal inferior a R$ 70....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/02/aaquilombo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-18996" title="aaquilombo" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/02/aaquilombo.jpg" alt="" width="200" height="102" /></a>O governo federal realiza, neste ano, um mutirão nacional de busca ativa e atualização cadastral em comunidades remanescentes de quilombos. O objetivo é identificar e incluir no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal todas as famílias dessas comunidades e, em especial, as que vivem com renda per capita mensal inferior a R$ 70.</p>
<p>O mutirão faz parte das ações prioritárias do Plano Brasil Sem Miséria para 2013. Após retirar 22 milhões de brasileiros da extrema pobreza no eixo de distribuição de renda, o foco das ações é a busca ativa para chegar a cerca de 700 mil famílias ainda excluídas do Cadastro Único.</p>
<p>Um dos primeiros passos para a implantação da ação, que escolheu o estado da Paraíba como experiência piloto, é a realização de uma oficina preparatória para definir estratégias e parcerias entre representantes do governo federal, gestores locais e lideranças quilombolas.</p>
<p>A oficina, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), será realizada na terça-feira (26) e quarta-feira (27) em João Pessoa e reunirá cerca de 120 gestores do Cadastro Único e do Bolsa Família, representantes da assistência social e lideranças quilombolas.</p>
<p>Os participantes vão discutir as estratégias de cadastramento e atualização de informações das famílias, além do encaminhamento das famílias aos serviços do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e a articulação de parcerias para outros serviços, como emissão de documentação civil e Declaração de Aptidão ao Programa Nacional da Agricultura Famíliar (DAP/Pronaf).</p>
<p>Na Paraíba, há 35 comunidades quilombolas certificadas em 23 municípios. Segundo a Fundação Cultural Palmares, ao menos 1,2 mil famílias vivem nessas comunidades de forma precária e com pouco acesso a equipamentos e políticas públicas. As estimativas mais recentes apontam que a quantidade de famílias pode chegar a até 2,7 mil. O Cadastro Único tem apenas 725 famílias paraibanas cadastradas como quilombolas, das quais 634 recebem o Bolsa Família.</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=18995&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/governo-faz-mutirao-de-busca-ativa-e-atualizacao-cadastral-em-comunidades-quilombolas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MinC promove em Curitiba oficina sobre editais voltados à comunidade negra</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/minc-promove-em-curitiba-oficina-sobre-editais-voltados-a-comunidade-negra/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/minc-promove-em-curitiba-oficina-sobre-editais-voltados-a-comunidade-negra/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2013 20:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[socialismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=18798</guid>
		<description><![CDATA[A Representação Regional Sul do Ministério da Cultura promove na próxima segunda-feira (4), em Curitiba, uma oficina sobre cinco editais do Ministério da Cultura voltados a produtores e artistas negros. A oficina, que tem o objetivo de prestar esclarecimentos sobre as inscrições e os prêmios dos editais, será realizada às 14h, no Teatro Londrina –...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Jovens-Negros.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-18799" title="Jovens-Negros" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Jovens-Negros.jpg" alt="" width="200" height="140" /></a>A Representação Regional Sul do Ministério da Cultura promove na próxima segunda-feira (4), em Curitiba, uma oficina sobre cinco editais do Ministério da Cultura voltados a produtores e artistas negros. A oficina, que tem o objetivo de prestar esclarecimentos sobre as inscrições e os prêmios dos editais, será realizada às 14h, no Teatro Londrina – Memorial de Curitiba.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os editais do MinC abrangem diversas áreas artísticas. São eles: Edital de Apoio para Curta-Metragem – Curta Afirmativo: Protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual; Prêmio Funarte de Arte Negra nas Áreas de Artes Visuais, Circo, Dança, Música, Teatro e Preservação da Memória, Edital de Apoio à Coedição de Livros de Autores Negros, Edital de Apoio a Pesquisadores Negros e o Edital de Seleção de Projeto para Implantação de 27 Pontos de Cultura Negra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, a oficina facilita o acesso da comunidade negra curitibana aos recursos do governo federal na área cultural. “O MinC escolheu Curitiba para a divulgação deste projeto, que oferece qualificação aos proponentes para que se habilitem corretamente para esses editais”, disse Cordiolli.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esta é a primeira vez que o Ministério da Cultura lança editais com temática afrodescendente, condicionando a participação a produtores e criadores negros. A oficina é gratuita e servirá para esclarecer sobre as condições gerais, os requisitos, a documentação e demais procedimentos para inscrição de projetos. O prazo de inscrição dos editais é 25 de março de 2013, exceto o de Livros de Autores Negros, que é 30 de abril. Mais informações estão disponíveis no site do Ministério da Cultura (<a href="http://www.cultura.gov.br/" target="_blank">www.cultura.gov.br</a>).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Serviço: </strong></p>
<p>Oficina sobre os editais voltados à comunidade negra</p>
<p>Local: Teatro Londrina –Memorial de Curitiba (R. Claudino dos Santos, 79 – Setor Histórico)</p>
<p>Data e horário: 4 de fevereiro de 2012 (segunda-feira), às 14h</p>
<p>Ingresso: gratuito</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=18798&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/minc-promove-em-curitiba-oficina-sobre-editais-voltados-a-comunidade-negra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cultura Negra: MinC realiza oficinas para produtores e criadores negros em cinco estados do Nordeste nesta semana</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/cultura-negra-minc-realiza-oficinas-para-produtores-e-criadores-negros-em-cinco-estados-do-nordeste-nesta-semana/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/cultura-negra-minc-realiza-oficinas-para-produtores-e-criadores-negros-em-cinco-estados-do-nordeste-nesta-semana/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2013 12:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Folclore]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[MinC]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=18781</guid>
		<description><![CDATA[As Representações Regionais do Ministério da Cultura (MinC) vai se aproximar dos interessados em realizar inscrições nos editais para produtores e criadores negros. Serão realizadas oficinas para auxiliar o proponente a entender e a adequar sua proposta ao exigido no edital. A participação nas oficinas é gratuita e não há nenhum pré-requisito. As oficinas também...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/cultnegra.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-18782" title="cultnegra" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/cultnegra.jpg" alt="" width="200" height="175" /></a>As Representações Regionais do Ministério da Cultura (MinC) vai se aproximar dos interessados em realizar inscrições nos editais para produtores e criadores negros.</div>
<div>Serão realizadas oficinas para auxiliar o proponente a entender e a adequar sua proposta ao exigido no edital. A participação nas oficinas é gratuita e não há nenhum pré-requisito. As oficinas também vão mostrar aos interessados como acompanhar o trâmite do projeto durante as etapas do edital.</div>
<div>Na Bahia será realizada uma oficina nesta segunda-feira (28), no Auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, a partir das 10h. Em Sergipe o encontro acontece às 9h da terça-feira (29), no Auditório do Museu da Gente Sergipana, em Aracaju.</div>
<div>Em Pernambuco será realizada oficina na terça-feira (29), às 9h, na Representação Regional do Ministério em Recife. Na quarta-feira (30) é a vez de a Paraíba receber uma oficina. O encontro acontece no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estado do estado, em João Pessoa, às 9h.</div>
<div>Na sexta-feira (1º), uma oficina será realizada no Ceará, no Museu do Ceará, em Fortaleza, às 14h.</div>
<div>A intenção é mobilizar produtores e criadores negros e agentes culturais locais que atuem com o enfoque nas expressões afrodescentes, que possam servir de replicadores da informação.</div>
<div><strong>R$ 9 milhões em premiação</strong></div>
<div>Os editais para produtores negros foram lançados pela ministra Marta Suplicy no dia 20 de novembro &#8211; Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra &#8211; e distribuirão cerca de R$ 9 milhões. São ações da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e da Secretaria do Audiovisual (SAv).</div>
<div>O objetivo é formar novos escritores, elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros, incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país; também premiar curtas dirigidos ou produzidos por jovens negros, na faixa de 18 a 29 anos; investir em criação, produção e fazer com que artistas e produtores negros ocupem palcos, teatros, ruas, escolas e galerias de arte de todo o país.</div>
<div>Os editais para produtores e criadores negros são uma parceria entre o MinC, a Fundação Cultural Palmares e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR).</div>
<div>Saiba mais sobre os editais:</div>
<div><a href="http://www.cultura.gov.br/audiovisual/fomento/blog/edital-no-3-curta-metragem-curta-afirmativo-protagonismo-da-juventude-negra-na-producao-audiovisual/" target="_blank">Curta-Metragem – Curta-Afirmativo: protagonismo da juventude negra na produção audiovisual</a></div>
<div><a href="http://www.funarte.gov.br/funarte/a-funarte-e-a-secretaria-da-igualdade-racial-lancam-o-premio-funarte-de-arte-negra/" target="_blank">Prêmio Funarte de Arte Negra</a></div>
<div><a href="http://www.bn.br/portal/arquivos/pdf/EDITAL%20DE%20SELECAO_DE_PROJETO_PARA_PONTOS_DE_LEITURA%20_(retificado%20).pdf" target="_blank">Seleção de projetos para Pontos de Leitura – Cultura Negra</a></div>
<div><a href="http://www.bn.br/portal/arquivos/pdf/Edital%20de%20Apoio%20a%20Pesquisadores%20Negros.pdf" target="_blank">Edital de apoio a pesquisadores negros</a></div>
<div><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2013/01/Edital-apoio-a-coedicao-de-livros-de-autores-negros.pdf" target="_blank">Edital de apoio à coedição de livros de autores negros</a></div>
<h4>Serviço</h4>
<div><strong>Oficina para editais de Cultura Negra na Bahia</strong></div>
<div>
<ul>
<li>Dia: segunda-feira (28)</li>
<li>Horário: 10h</li>
<li>Local: Auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador</li>
<li>Praça Municipal S/N. Subsolo (Ao lado do Prédio da Prefeitura Municipal), no Centro Histórico.</li>
<li>Salvador/BA</li>
<li>Telefone: (71) 3417-6918</li>
</ul>
<div><strong>Oficina para editais de Cultura Negra em Sergipe</strong></div>
<div>
<ul>
<li>Dia: terça-feira (29)</li>
<li>Horário: 9h</li>
<li>Local: Auditório do Museu da Gente Sergipana</li>
<li>Avenida Ivo do Prado, 398 – Centro</li>
<li>Aracaju/SE</li>
<li>Telefone: (71) 3417-6918</li>
</ul>
<div><strong>Oficina para editais de Cultura Negra em Pernambuco</strong></div>
<div>
<ul>
<li>Dia: terça-feira (29)</li>
<li>Horário: 9h</li>
<li>Local: Representação Regional do MinC no Nordeste</li>
<li>Rua do Bom Jesus, 237 &#8211; Bairro do Recife</li>
<li>Recife/PE</li>
<li>Telefone: Teresa Huang – (81) 3117- 8451</li>
</ul>
<div><strong>Oficina para editais de Cultura Negra na Paraíba</strong></div>
<div>
<ul>
<li>Dia: quarta-feira (30)</li>
<li>Horário: 9h</li>
<li>Local: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estado da Paraíba</li>
<li>Avenida João Machado, 320 – Centro</li>
<li> João Pessoa/PB</li>
<li>Telefone: Lúcio André – (81) 3117- 8434</li>
</ul>
<div><strong>Oficina para editais de Cultura Negra no Ceará</strong></div>
<div>
<ul>
<li>Dia: sexta-feira (1º)</li>
<li>Horário: 14h</li>
<li>Local: Museu do Ceará</li>
<li>Rua São Paulo, 51 – Centro</li>
<li>Fortaleza/CE</li>
<li>Telefone: Isabella Lucchesi – (81) 3117-8438 begin_of_the_skype_highlighting <img src="skype-ie-addon-data://res/numbers_button_skype_logo.png" alt="" />GRÁTIS (81) 3117-8438 end_of_the_skype_highlighting</li>
</ul>
<h4>Mais informações</h4>
<div><strong>Representação Regional do Nordeste</strong></div>
<div>
<ul>
<li>Telefone:  (81) 3117-8430 begin_of_the_skype_highlighting <img src="skype-ie-addon-data://res/numbers_button_skype_logo.png" alt="" />GRÁTIS (81) 3117-8430 end_of_the_skype_highlighting  / Fax: (81) 3117-8450</li>
<li>E-mail: nordeste@cultura.gov.br</li>
<li>Horário de atendimento: segunda a sexta-feira, das 9h às 18h</li>
<li>Endereço: Rua do Bom Jesus, 237 &#8211; Bairro do Recife</li>
<li>Recife/PE</li>
</ul>
<div><strong>Representação Regional da Bahia e Sergipe</strong></div>
<div>
<ul>
<li>Telefone: (71) 3417-6918 begin_of_the_skype_highlighting <img src="skype-ie-addon-data://res/numbers_button_skype_logo.png" alt="" />GRÁTIS (71) 3417-6918 end_of_the_skype_highlighting</li>
<li>E-mail: representacaobahia@cultura.gov.br e representacaosergipe@cultura.gov.br</li>
<li>Endereço: Rua Ignacio Acioly, nº6, (antiga Rua da Ordem Terceira)- Pelourinho</li>
<li>Salvador/BA</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=18781&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/cultura-negra-minc-realiza-oficinas-para-produtores-e-criadores-negros-em-cinco-estados-do-nordeste-nesta-semana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ausência de negros nas esferas decisórias leva à falta de políticas públicas específicas</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/ausencia-de-negros-nas-esferas-decisorias-leva-a-falta-de-politicas-publicas-especificas/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/ausencia-de-negros-nas-esferas-decisorias-leva-a-falta-de-politicas-publicas-especificas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 13:39:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[pcdob]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[socialismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=18734</guid>
		<description><![CDATA[A baixa representatividade da população negra nas esferas de poder leva ao  círculo vicioso da falta de acesso a esses postos e também à dificuldade de  evolução na escala social. Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Marcelo  Paixão, coordenador do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e  Estatísticas das Relações...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/saogoncaco.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-18735" title="saogoncaco" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/saogoncaco.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>A baixa representatividade da população negra nas esferas de poder leva ao  círculo vicioso da falta de acesso a esses postos e também à dificuldade de  evolução na escala social.<br />
Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Marcelo  Paixão, coordenador do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e  Estatísticas das Relações Sociais (Laeser) do Instituto de Economia (IE), quando  uma pessoa de pele escura evolui na escala social, mais barreiras ele tem para  desfrutar da condição conquistada.</p>
<p>Ele lembra que não se pode deixar de lado o fato de que as práticas sociais  existentes, independentemente das condições econômicas, não favorecem a mobilidade social ascendente da p opulação negra. “Porque no Brasil houve uma  espécie de consenso de que as melhores posições deveriam ser ocupadas por um  determinado grupo de cor e um determinado grupo de sexo. E que as outras funções  sociais de menor destaque, as mais precárias, essas sim, poderiam ser exercidas  por pessoas negras.</p>
<p>Na opinião do professor, não pode ser acaso que entre cantores e jogadores de<br />
futebol se encontrem tantos negros de destaque e em funções como na Confederação<br />
Nacional da Indústria e no Congresso Nacional não haja quase nenhum. “A abolição<br />
se deu há mais de 100 anos, já teria dado tempo de uma mudança ter se processado<br />
no país, se não existissem essas outras barreiras”.</p>
<p>A assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Eliana<br />
Graça, lembra que essa dificuldade de acesso dos negros à estrutura de poder<br />
leva à falta de discussão da pauta política racial.</p>
<p>Os direitos e os interesses da população negra não conseguem chegar na<br />
estrutura de poder. A crença nossa é que você tendo essas pessoas ocupando<br />
espaços de poder, elas têm condições de [atender] as necessidades dessa<br />
população. Não tem um olhar com esse corte específico, quer dizer, a pauta<br />
política, de uma maneira geral, não atende a população negra, porque você não<br />
tem pessoas que defendam essa pauta”. A deputada federal Benedita da Silva vai além. Para ela, a exclusão prejudica  o desenvolvimento de todo o país.</p>
<p>“Como você perde um segmento que tem uma cultura forte, expressiva no campo<br />
da economia, da política, da ciência, da tecnologia. Os negros que vieram [para<br />
o país durante a escravidão] não eram analfabetos, como tentam passar<br />
historicamente. Tinham conhecimento [e havia entre eles alguns que eram] até<br />
reis e rainhas nos seus países respectivos, com sua língua, suas tradições”.</p>
<p>Para Benedita, a representação racial na política tem melhorado, mas ainda<br />
esta muito longe do que seria ideal. Ela acredita que o negro está brigando mais<br />
para conquistar mais espaço, mas ainda está muito aquém dessa representação.</p>
<p>“Você ainda pode dizer: fulano está ali, sicrano está lá. É uma conquista,<br />
não deixa de ser, mas você ainda pode [contar essas pessoas] nos dedos das mãos.<br />
O que nós buscamos é que daqui a um pouco mais seja uma coisa tão natural que<br />
não dê para [contar].”</p>
<p>Para a secretária de políticas de ações afirmativas da Secretaria de<br />
Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Ângela Nascimento, a<br />
dificuldade começa com a falta de acesso a diversos mecanismos que facilitam a<br />
entrada no poder político, como o ensino superior.</p>
<p>“Na vida da população negra o acesso ao ensino superior foi mais difícil.<br />
Essa realidade começa a ser mudada com a política de cotas. O acesso a<br />
determinadas oportunidades de cargos públicos também foi mais difícil, tem sido<br />
ainda mais difícil para a população negra”.</p>
<p>Ângela diz que a expectativa com a lei de cotas, que passa a ser agora para<br />
todas as universidades e institutos federais, aumente mais a participação da<br />
juventude que está acessando a universidade a outros cargos, “inclusive ao poder<br />
político”.</p>
<p>Segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e<br />
Estatística (IBGE), a proporção de pretos que frequentavam o ensino superior<br />
subiu de 2,3% no ano 2000 para 8,4% em 2010. Entre os pardos, o número passou de<br />
2,2% para 6,7%.</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=18734&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/ausencia-de-negros-nas-esferas-decisorias-leva-a-falta-de-politicas-publicas-especificas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Concurso dará prêmio de até R$ 10 mil para melhores histórias sobre afro-brasileiras</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/concurso-dara-premio-de-ate-r-10-mil-para-melhores-historias-sobre-afro-brasileiras/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/concurso-dara-premio-de-ate-r-10-mil-para-melhores-historias-sobre-afro-brasileiras/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2013 12:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
		<category><![CDATA[Folclore]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=18672</guid>
		<description><![CDATA[O concurso Mulheres Negras Contam sua História vai premiar com R$ 5 mil as cinco  melhores redações e com R$ 10 mil os cinco melhores ensaios sobre a história das  afro-brasileiras na construção do país. Os textos devem ser escritos por  mulheres autodeclaradas negras. O prêmio é da Secretaria de Políticas  para as Mulheres, da...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/agenciabrasil201112mcsp7.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-18673" title="agenciabrasil201112mcsp7" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/agenciabrasil201112mcsp7.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>O concurso Mulheres Negras Contam sua História vai premiar com R$ 5 mil as cinco  melhores redações e com R$ 10 mil os cinco melhores ensaios sobre a história das  afro-brasileiras na construção do país. Os textos devem ser escritos por  mulheres autodeclaradas negras.</p>
<p>O prêmio é da Secretaria de Políticas  para as Mulheres, da Presidência da República, em parceria com a Secretaria de  Políticas de Promoção da Igualdade Racial. As inscrições estão abertas até 25 de  janeiro e devem ser feitas por meio da internet.</p>
<p>Segundo a secretária Nacional de Articulação Institucional e Ações Temáticas,  Vera Soares, o objetivo da promoção é que “essas mulheres, ao contarem suas  histórias e relembrarem suas vidas e das suas avós, possam dar pistas de ações  que contribuam para a melhoria de vida das mulheres negras no país”.</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=18672&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/concurso-dara-premio-de-ate-r-10-mil-para-melhores-historias-sobre-afro-brasileiras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jandira: 2013 será ano estratégico para Lei Cultura Viva</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/jandira-2013-sera-ano-estrategico-para-lei-cultura-viva/</link>
		<comments>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/jandira-2013-sera-ano-estrategico-para-lei-cultura-viva/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Jan 2013 22:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
		<category><![CDATA[Folclore]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Rouanet]]></category>
		<category><![CDATA[Leis]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[pcdob]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[MinC]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.brasilcultura.com.br/?p=18668</guid>
		<description><![CDATA[O ano de 2013 certamente será um período de intenso protagonismo dos novos mecanismos de fortalecimento da cultura brasileira. Após a sanção do vale cultura, cartão que fomenta o consumo de cultura por trabalhadores que ganham até 5 salários mínimos, no fim do ano passado, será a vez do Projeto de Lei (PL) 757/2011, a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/2013_sera_ano_estrategico_para_lei_cultura_viva36546.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-18669" title="2013_sera_ano_estrategico_para_lei_cultura_viva36546" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2013/01/2013_sera_ano_estrategico_para_lei_cultura_viva36546.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>O ano de 2013 certamente será um período de intenso protagonismo dos novos mecanismos de fortalecimento da cultura brasileira. Após a sanção do vale cultura, cartão que fomenta o consumo de cultura por trabalhadores que ganham até 5 salários mínimos, no fim do ano passado, será a vez do Projeto de Lei (PL) 757/2011, a conhecida Lei Cultura Viva.</p>
<p>O PL, de autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), tem a missão de institucionalizar como política de estado o programa já em vigor do Ministério da Cultura, de mesmo nome.</p>
<p>A função da Lei Cultura Viva é facilitar a manutenção dos<br />
mais de 3 mil Pontos de Cultura no País – com a participação de mais de oito<br />
milhões de brasileiros –, que mantêm, de forma única, importantes manifestações<br />
culturais, populares e regionais, seja através do teatro, da tradição oral, da<br />
música ou dos festejos. A verba destinada para a manutenção destas entidades<br />
não teria o intermédio de organizações não governamentais ou terceiros. Com a<br />
futura lei em vigor, será a certeza de que os traços culturais típicos do<br />
Brasil não vão se desfazer com as mudanças de gestão ou passar do tempo.</p>
<p>Este novo relacionamento entre o governo e as entidades comunitárias avançou mais em<br />
dezembro de 2012. Após sua tramitação pela Comissão de Educação e Cultura da<br />
Câmara, foi a vez da Comissão de Finanças e Tributação aprovar por unanimidade<br />
o projeto. E este ano, será a vez da Comissão de Constituição e Justiça<br />
apreciar o projeto, ajudando em seu estratégico avanço dentro do Parlamento.</p>
<p>Para Jandira, esta política é inovadora: “Ela inova e se torna emancipatória, permitindo ao estado<br />
garantir o reconhecimento e a valorização da criatividade popular. E como diz a<br />
canção de Lia de Itamaracá, ‘Essa Ciranda não é minha, ela é de todos nós’.<br />
Parabenizo a todos os fazedores de cultura do Brasil por esta importante<br />
conquista e vamos juntos na luta por sua aprovação”, defende.</p>
<img src="http://www.brasilcultura.com.br/?ak_action=api_record_view&id=18668&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.brasilcultura.com.br/antropologia/jandira-2013-sera-ano-estrategico-para-lei-cultura-viva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
