Brasil e Portugal: até que ponto iguais, até que ponto diferentes

Brasil e Portugal: até que ponto iguais, até que ponto diferentes
 

 

Fernando Pessoa dizia “a minha Pátria é a minha língua”. Hoje, 200 milhões de pessoas, mais da metade brasileiros, têm como pátria a língua portuguesa. Os laços existentes entre Brasil e Portugal perduram há cinco séculos. Durante este período, temos compartilhado a mesma língua e muitos dos traços que hoje caracterizam a cultura brasileira são também encontrados na cultura portuguesa. Se a língua e a cultura nos dão unidade, elas também apontam para a diversidade. E num momento em que, além dos laços afetivos, laços econômicos nos unem, é hora de revisitar a frase de Fernando Pessoa.

É preciso avaliar até que ponto falamos a mesma língua. Do ponto de vista do sistema lingüístico, embora regras semelhantes garantam a unidade da língua portuguesa, regras diferenciadas provocam, muitas vezes, estranheza e até mesmo “brincadeiras” na interação entre os falantes dos dois países. Do ponto de vista do uso, a cultura de cada país determina variação nas regras conversacionais, nem sempre facilitando a compreensão mútua. Como dois irmãos que buscam a sua identidade própria, Brasil e Portugal parecem ter as suas próprias regras sobre o que dizer, como dizer, a quem dizer e em que circunstâncias.

Ora, num momento em que empresas portuguesas redescobrem o Brasil em investimentos de mais de 6 bilhões de dólares e que o Brasil busca em Portugal o greencard para ter acesso ao mercado europeu, é preciso investigar o que temos de diferente e em comum no modo de usar a língua em interações empresariais. Essa é a proposta do projeto de pesquisa que vimos desenvolvendo desde março de 1999, com o apoio da CAPES e do ICCTI.

O objetivo desta comunicação é apresentar o estágio atual dessa nossa pesquisa. Inicialmente, apresentamos um confronto entre Brasil e Portugal com base em estudos que, tendo como contexto as Organizações, distinguem as culturas a partir de determinadas dimensões. Em seguida, procuramos levantar as primeiras perguntas que orientarão a nossa pesquisa no sentido de identificar como os padrões culturais emergem na interação entre brasileiros e portugueses e como podem facilitar ou dificultar o sucesso da interação.

2- As dimensões culturais

O conceito de cultura não é pacífico, mas não há dúvidas de que ele envolve o reconhecimento de que membros de um determinado grupo partilham de dados traços em comum, e diferenciam-se de outros, do que resulta um tipo de significado atribuído a construtos por brasileiros e portugueses.

Com o objetivo de diferenciar alguns desses construtos e entender o impacto dessas diferenças no contexto das organizações, estudos, como os de Hofstede (1991), Trompenaars & Hampden-Turner (1998), buscam identificar dimensões que permitam contrastar culturas.

Hofstede (1991:4-6), adotando uma visão cognitiva, define cultura como uma “programação mental”, o “software da mente”, produzido no ambiente social em que a pessoa cresce e adquire suas experiências. Segundo o autor, é essa “programação coletiva da mente, que distingue os membros de um grupo ou categoria de pessoas de outro” ( nível nacional, regional, sexo, geração, classe social etc.).

Trompenaars & Hampden-Turner (1998), numa abordagem predominantemente interpretativista, vêem a cultura como um produto da interação entre as pessoas e, ao mesmo tempo, com um componente de determinação dessa interação. Citando Geertz (1973), os autores afirmam que a cultura é a fábrica de significados em termos dos quais os seres humanos interpretam sua experiência e guiam suas ações.

Ambos os autores reconhecem que não há homogeneidade, já que as pessoas, em uma dada cultura, não têm conjuntos idênticos de artefatos, normas, valores e princípios. Mas, em suas pesquisas, eles buscaram identificar pontos de semelhança entre membros de uma dada cultura, a partir de perguntas que remeteriam a uma lista de dimensões culturais.

O estudo de Hofstede (1991) foi realizado com dados coletados junto a funcionários da IBM, em 53 países. O autor desenvolve seu estudo a partir de dimensões culturais, estabelecidas de acordo com parâmetros da Antropologia Social1: distância de poder; coletivismo / individualismo; feminilidade/ masculinidade; ansiedade fraca ou forte face à incerteza.

Trompenaars & Hampden-Turner (1998) desenvolveram sua pesquisa tendo como foco o relacionamento entre as pessoas no âmbito organizacional, em diferentes culturas, incluindo, inicialmente, 50.000 dados em 100 países, que ficaram restritos a 30.000, em 55 países, após seleção. Adotando a abordagem sociológica de Parson (1951), eles estabeleceram 5 dimensões culturais: universalismo/ particularismo; individualismo/ comunitarismo; neutralidade/ emocionalidade; especificidade/ predeterminação; realização/ predeterminação. Apresentamos, a seguir, um quadro comparativo com a caracterização das dimensões adotadas pelos autores.

3- Comparação entre Brasil e Portugal : Dimensões Culturais

Dimensão 1: Distância do Poder

George Orwell, em seu romance Animal Farm, que é uma fábula irônica sobre a revolução comunista na Rússia, leva alguns de seus personagens revolucionários, representantes do poder, a dizerem que ‘todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros’. A desigualdade é, como mostra Orwell, um fator sempre presente, mesmo em sociedades em que se pregue a igualdade. Entretanto, haverá variações quanto à capacidade de aceitação desta desigualdade.

Hofstede (1991) identificou este parâmetro ou dimensão de variação nas culturas que examinou, denominou-o Distância do Poder e definiu-o como a capacidade que membros menos poderosos de instituições ou organizações têm para imaginar ou aceitar que o poder seja distribuído de maneira desigual em um país (Hofstede,1991: 28).

Nas famílias de sociedades em que há uma menor distância do poder, as crianças são encorajadas a exercerem sua vontade e os pais são tratados como iguais; enquanto isto, em sociedades em que há uma maior distância do poder, as crianças são educadas para obedecerem a seus pais, os quais são tratados como superiores. Nas relações de trabalho, nas sociedades que aceitam a desigualdade na distribuição do poder, a hierarquia equivale a uma desigualdade existencial e os subordinados esperam que lhes digam o que devem fazer, sendo o chefe “ideal” caracterizado como um autocrata benevolente, ou um ‘paisão’ (Hofstede, 1994:2). Esta seria uma sociedade essencialmente paternalista e hierárquica.

Brasil e Portugal foram classificados entre 53 países analisados e sua classificação em relação aos demais países está ilustrada na Figura 1, a seguir, sendo a dimensão renomeada neste trabalho como Igualdade vs. Hierarquia.

Na Dimensão 1, Igualdade vs. Hierarquia, o Brasil classifica-se como um país em que a hierarquia é mais forte do que em Portugal, já que aproxima-se mais deste polo no contínuo hierarquia-igualdade. O ‘índice distância de poder’ (PDI escore), estatisticamente determinado por Hofstede (1991:24), é alto para o Brasil (PDI escore = 69) e mais baixo para Portugal (PDI escore = 63). Podemos sugerir que esta tendência hierarquizante na sociedade brasileira pode estar relacionada a fatores históricos e políticos, já que o Brasil traz consigo toda uma herança colonial. Além disto, cabe mencionar que os dados colhidos por Hofstede, os quais estão refletidos nestes resultados, datam de um período de regime autoritário no Brasil, o que pode ter levado os informantes a emitirem suas respostas de acordo com a situação vigente. Estas forças contextuais e históricas podem estar contribuindo, em parte, para explicar os resultados encontrados para o Brasil, nesta dimensão.

A posição de Portugal apresenta-se como média, enquanto o Brasil ocupa uma posição mais próxima do polo que representa uma maior distância de poder. Este resultado mostra que, em ambos os países, de origem latina, há na sociedade uma força hierarquizante, sendo que no Brasil, bem como em outros países da América do Sul que foram colônias de países europeus, esta tendência é mais acentuada. O Brasil, por esta razão, no ranking dos países analisados por Hofstede (1991, 1994), encontra-se no grupo de outros países latinos colonizados.

Dimensão 2: Coletivismo vs. Individualismo

Dentre os 53 países analisados por Hofstede (1991, 1994), o Brasil apresentou posição intermediária quanto ao coletivismo-individualismo, classificando-se na posição 26/27, enquanto Portugal, ocupando a posição 33/35, aproxima-se mais do polo de coletivismo, conforme indicado na Figura 2, a seguir.

Esta posição intermediária ocupada pelo Brasil em relação aos demais países da pesquisa, nesta dimensão e em outras, como a Masculinidade vs. Feminilidade, pode estar confirmando algumas afirmações do antropólogo Roberto Da Matta (1980), que mostra que a nossa cultura pode ser caracterizada como mista, ou seja, uma cultura que apresenta características variadas, possivelmente provenientes de influências de fontes diversas.

Como um país ainda em desenvolvimento, nos agrupamos, nos resultados obtidos por Hofstede (1991:54), com outros países pobres de sociedades hierarquizantes, onde há uma grande distância de poder e uma dependência nas autoridades que representam este poder. Por outro lado, não nos caracterizamos como uma sociedade predominantemente coletivista, o que era esperado, sendo o coletivismo uma característica destes países mais pobres, muitos deles na América Latina e Ásia e, pertencentes ao terceiro mundo, como a Guatemala (n=53), Colômbia (n=51), Paquistão (n=47/48), Coréia do Sul (n=43), etc.

Talvez a nossa independência em relação a este grupo e a nossa determinação e desejo de pertencer ao grupo dos países desenvolvidos apontem na direção de sermos realmente um país que se alinha com as sociedades mais ricas e desenvolvidas, estas predominantemente individualistas, como os Estados Unidos (n=1), Grã-Bretanha (n=3), etc. Somos, portanto, em alguns aspectos individualistas, enquanto em outros somos coletivistas.

Os brasileiros são coletivistas quando consideram a família como uma estrutura abrangente que engloba parentes próximos e distantes, e quando transformam o ambiente de trabalho e todos nele envolvidos em uma nova ‘família’ onde empregadores e empregados estão unidos por obrigações mútuas de proteção e lealdade. Em algumas organizações, ao se contratar um novo empregado, têm preferência aqueles que pertencem à família dos donos ou de outros empregados.

A nossa sociedade, em si mesma, apresenta variações. Podemos dizer que, no centro das grandes metrópoles, características individualistas são encontradas com mais facilidade, sendo os laços entre indivíduos mais tênues e cada um cuidando de si. Entretanto, nas periferias e na zona rural ou em cidades menores, encontraremos características predominantemente coletivistas, tais como a integração das pessoas em grupos coesos e fortes e a proteção mútua entre seus membros (Hofstede,1991:51). O coronelismo da cultura nordestina é um exemplo do coletivismo extremado na sociedade brasileira. Todas estas misturas podem estar sintetizadas na nossa posição intermediária no contínuo coletivismo- individualismo.

E o coletivismo dos portugueses, de onde poderá vir? De sua história de conquistadores, em que precisavam da força de todos para enfrentar o desconhecido? Da sua união como um grupo, dentro da Europa, que precisa se impor face aos demais países, quase todos caracteristicamente individualistas? Especialmente agora, em que pertence à Comunidade Européia, não precisará Portugal mostrar-se coeso e forte como um só grupo? Ou virá da necessidade pela qual passaram grupos minoritários de se imporem aos majoritários? Estas são apenas reflexões e cogitações para as quais ainda não temos respostas, ou para as quais não haverá respostas.

Dimensão 3: Masculinidade vs. Feminilidade

Os resultados de Hofstede (1991) apontam para a caracterização de Portugal como uma sociedade mais feminina e para o Brasil como uma sociedade mais masculina, conforme a Figura 3, abaixo.

Nesta dimensão estão representadas, entre outras, a tendência para a valorização do comportamento assertivo ou do comportamento modesto (Hofstede, 1991:80). Neste aspecto, esta dimensão relaciona-se com a caracterização que Deborah Tannen (1990) faz da fala de homens e mulheres. Para ela, as mulheres são mais indiretas, sugerem e buscam cooperação no seu discurso; já os homens são mais diretos, mais assertivos e buscam impor suas idéias, sem muita negociação. É neste sentido que Hofstede também está usando os termos ‘sociedades femininas e sociedades masculinas’ , sem fixar-se, no entanto, em aspectos relativos exclusivamente ao gênero, com inclusão de outros elementos nas sociedades.

Pensar a sociedade portuguesa como menos assertiva do que a brasileira surpreendeu às pesquisadoras que, intuitivamente, poderiam dizer que os portugueses tendem a ser mais diretos em sua fala do que os brasileiros. Esta é também a expectativa dos pesquisadores portugueses envolvidos no projeto CAPES/ICCTI. Entretanto, em consultas informais a executivos que negociam com empresários portugueses, os resultados de Hofstede foram parcialmente confirmados. Um executivo mencionou que, em momentos decisivos da negociação, um empresário português pode sentir-se pressionado pela assertividade da parte brasileira, e reagir de forma agressiva, interrompendo o fluxo da negociação. Na verdade, esta estratégia leva-o a criar um espaço/tempo para que ele não decida imediatamente. A estratégia de reatar a negociação, por parte dos brasileiros, pode ser a de usar uma linguagem mais ‘feminina’, mais próxima da tendência portuguesa, passando a sugerir ‘que tal se fizermos assim, o que você acha de”. Está no âmbito do nosso projeto investigar, a partir de dados colhidos em reuniões de negócios, até que ponto e como estas e outras tendências e estratégias de interação são utilizadas por brasileiros e portugueses.

Caso se confirme a assertividade dos brasileiros em contextos de negociação, poderemos vir a associar este comportamento verbal à forte influência norte-americana, no Brasil, no setor de empresas, negócios e ensino de técnicas ligadas à administração e gerência . O modelo americano tem prevalecido no nosso país, assim como em muitas outras sociedades ocidentais, já que a força econômica dos Estados Unidos tem levado as outras partes que desejam obter sucesso na interação, e conseqüentemente na negociação com os americanos, a usarem as mesmas estratégias de linguagem.

A sociedade americana, de acordo com Hofstede (1991:84), ocupa a 15ª posição entre os 53 países, estando mais próxima do polo de masculinidade/assertividade do que o Brasil, que ocupa uma posição intermediária (n=27). Portugal, nesta escala, encontra-se próximo do polo de feminilidade/menor assertividade. A proximidade geográfica, comercial e social entre Brasil e EUA pode estar refletida na sua aproximação cultural na dimensão 3; o afastamento geográfico continental, histórico e possivelmente comercial entre Portugal e EUA pode estar influenciando o seu distanciamento cultural na Dimensão 3.

Dimensão 4: Ansiedade face à incerteza

Esta dimensão foi definida por Hofstede como até que ponto os membros de uma cultura sentem-se ameaçados diante de situações incertas ou desconhecidas. Por ter como um de seus aspectos sentimentos relacionados com a certeza/incerteza, a dimensão 4 foi rotulada neste trabalho como Certeza vs. Incerteza.

Nesta dimensão, bem como na dimensão 1, Hierarquia vs Igualdade, os países de língua românica, como Portugal, Uruguai, Salvador, Peru, França, estão agrupados e são caracterizados como aqueles em que há grande ansiedade face ao novo. Por esta razão, essas sociedades necessitam pautar-se por regras, leis e estruturas bem definidas. Esta tendência pode estar em parte relacionada ao fato destes países terem em sua origem o Império Romano, caracterizado por um sistema de regras codificadas que se aplicavam a todos os cidadãos, ‘ um governo pelas leis’.

Portugal mostrou-se, nesta dimensão, classificado (n=2), entre os países românicos, como aquele em que há o mais alto índice de ansiedade face à incerteza, enquanto o Brasil apresenta uma classifcação intermediária (n=21/22), ligeiramente tendendo para a incerteza. Este é o caso em que Portugal e Brasil parecem distanciar-se mais acentuadamente. O que teria determinado este afastamento, já que ambos os países são românicos, e ambos apresentaram-se relativamente próximos nas outras dimensões?

Um fator mencionado por Hofstede poderia explicar esta diferença: para os países ricos, há uma correlação entre o menor índice de ansiedade e seu desenvolvimento após os anos 60. O Brasil, embora não se coloque como um país rico, coloca-se como uma das importantes economias do mundo e seu grande desenvolvimento ocorreu, coincidentemente, após os anos 60. Seria este desenvolvimento um fator que acalmaria a nossa sociedade, tornando-a mais otimista e menos ansiosa que outros países com a origem histórica e a situação econômica menos favorável? Portugal, por outro lado, somente mais recentemente, após sua inserção na Comunidade Européia, parece estar experimentando um desenvolvimento econômico crescente. Poderá este desenvolvimento, no futuro, alterar sua condição de incerteza, especialmente nos negócios, por uma posição de maior certeza, assertividade e propensão para correr riscos ?

Colocamos, a seguir, quadros comparativos sumários mostrando os resultados obtidos com Brasil e Portugal.


 

 

4- Desdobramentos futuros da pesquisa

Partindo do pressuposto de que nosso comportamento comunicativo é planejado com base em hipóteses sobre a situação de comunicação, as quais, por sua vez, são baseadas em hipóteses mais gerais sobre interação, compartilhadas por membros de uma cultura específica, colocamo-nos as seguintes perguntas:

– Uma pesquisa de fala real, num contexto real de interação, confirmará esses resultados?
– Se confirmar, como essa variação cultural se manifestará lingüisticamente?
– O que fazemos de forma igual? O que fazemos de forma diferente?
– Até que ponto compartilhamos as mesmas expectativas sobre como é o mundo, e, conseqüentemente, sobre o que deve ser dito e como deve ser dito em cada situação de comunicação, se nos distinguimos de Portugal por:
 
a) termos sido um país colonizado e forjado na imigração e no multiculturalismo;
b) sermos uma sociedade centrada em múltiplos eixos ideológicos em permanente tensão, como a oscilação entre uma visão hierárquica e outra igualitária;
c) sofrermos, hoje, uma forte influência americana em nossos padrões culturais?

Consideramos que aprender sobre os padrões de semelhanças e diferenças de Brasil e Portugal no uso da língua significa aumentar as chances de sucesso dessa conversa que já dura cinco séculos. Significa vivenciar que “a minha Pátria é a língua portuguesa”.

Bibliografia

DA MATTA, Roberto. 1980. Carnavais, malandros e heróis. Para uma sociologia do dilema brasileiro. Rio de Janeiro, Zahar.

DURANTI, Alessandro. Linguistic anthropology. Cambridge, Cambridge University Press, 1997.

HOFSTEDE, Geert. Culture and organizations. Intercultural cooperation and its importance for survival. New York, McGraw-Hill, 1991.

______ The business of the international business is cultural. International Business Review, v.3, no. 1, p.1-14, 1994.

TANNEN, D. You just don’t understand: woman and men in conversation. New York: Morrow, 1990.

TROMPENAARS, Fons & HAMPDEN-TURNER, Charles. Riding the waves of culture. Understanding diversity in global business. 2.ed. New York, McGraw-Hill, 1998.

Notas

1. Sua postura vem da antropologia social (Ruth Benedic, Margaret Mead), em que se tinha a convicção de que as sociedades, modernas ou tradicionais, ao colocarem-se face a problemas básicos, poderiam diferir nas respostas dadas aos mesmos. Tais problemas básicos envolveriam: (1) relação com a autoridade; (2) concepção de self – relações entre o indivíduo e a sociedade; conceitos de masculinidade e feminilidade; (3) formas de tratar com conflitos, incluindo o controle da agressão e a expressão de sentimentos (cf. Hofstede, 1991, p.13).

Maria do Carmo Leite de Oliveira
Maria das Graças Dias Pereira
Lúcia Pacheco de Oliveira
PUC-RIO

 

 

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    Author: Redação

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