Vem aí, a 5ª edição do Festival Cultural Benedicto Lacerda

Este ano os amantes do Choro e Samba de Macaé, Campos, Rio das Ostras e Quissamã vão prestigiar a homenagem ao ilustre músico.

De 29 de agosto a 16 de setembro, as cidades Macaé, Campos dos Goytacazes, Rio das Ostras e Quissamã, no Estado do Rio de Janeiro, receberão o Festival Cultural Benedicto Lacerda 2012, promovido pela Usina de Fomento Cultural. Anualmente, o ilustre músico macaense, que fez história no cenário de Samba e Choro nacional é homenageado e, em 2012, a programação apresentará shows, exposição biográfica, oficinas de música (workshop) e palestra. A entrada é franca em todas as atividades. A programação completa no site www.usina.org.br

Diferente das edições anteriores, o Festival circulará em quatro cidades da região. O objetivo é promover o resgate da memória musical de Macaé e das cidades vizinhas, contribuindo para a revitalização cultural do Samba e do Choro. Entre as atrações, estão os shows de grupos regionais e os já consagrados Nó em Pingo D’água e Orquestra de Choro Os Matutos.

O projeto Festival Cultural Benedicto Lacerda 2012 foi o único contemplado no Estado do Rio de Janeiro no Programa Petrobras Cultural (PPC), na categoria Festivais de Música. Concorreu nacionalmente com outros 157 projetos, sendo que somente 11 foram contemplados em todo o Brasil.

O Festival Cultural Benedicto Lacerda é uma realização da Usina de Fomento Cultural e do Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio da Petrobras. Tem apoio da Associação Comercial e Industrial de Macaé, do Centro Cultura Musical de Campos, do Macaé Convention & Visitors Bureau, da Prefeitura Municipal de Macaé, da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, da Prefeitura Municipal de Quissamã, do Shopping Plaza Macaé e da Viacabo.

Quem foi Benedicto Lacerda: Benedicto Lacerda nasceu em Macaé no dia 14 de março de 1903. Morando na Rua São João, o menino Benedicto descobriu a música ouvindo ao longe os ensaios da Sociedade Musical Nova Aurora. Segundo depoimento de familiares, ainda bem jovem, com nove anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro, já com algumas noções básicas de música. Morava no Estácio, berço de bambas, e aprofundou-se nas lições de flauta com o renomado “chorão” Belarmino de Souza, pai do compositor Ciro de Souza.

Em 1922, entrou para a polícia militar, onde pode continuar exercendo a música nas bandas dos batalhões. Benedicto foi líder do conjunto musical mais organizado da música brasileira. Deu baixa da polícia militar e, em 1929, criou o grupo “Gente do Morro” com o qual gravou, cantando sambas e solando choros e valsas à flauta. No ano de 1934 fundou o Conjunto Regional Benedicto Lacerda, grupo este que gravou com as maiores estrelas da Era de ouro de nossa música, nas décadas de 30 e 40.

Não podemos deixar de comentar a famosa dupla que formou com Pixinguinha no início da década de 40. Conta-se que Benedicto teria pago a hipoteca da casa de Pixinguinha e este, em sinal de gratidão o teria transformado em parceiro de pérolas como “Sofres por que queres”, “Naquele tempo” e “1×0” (esta feita muito antes por ocasião do gol de “Friedenreich” no Sul-americano de 19).

Mas, o que importa é destacar os arranjos e contrapontos executados pela dupla, que revolucionaram a instrumentação brasileira e influenciam até hoje os novos talentos musicais.

Benedicto Lacerda morreu no Rio de Janeiro no dia 16 de fevereiro de 1958, antes de completar 55 anos, num domingo de carnaval enquanto o povo na rua cantava seu maior sucesso, a marcha “A Jardineira” de 1939.

Shows, palestra e Oficina Musical – Workshop, dia 02 de setembro, das 9h30 às 12h,no Centro Cultural Musical – Av. Alberto Torres, nº 223 – Centro.Inscrições: pelo site www.usina.org.br ou no local do evento, com antecedência

 

Author: Redação

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