CUBA pode oferecer muito mais que simples destino Caribenho

cuba-flag2República de Cuba (CUBA) é uma ilha subtropical localizada no Mar do CARIBE e aos que pensam tratar-se de uma Ilha com coqueiro no meio terão uma surpresa muito grande ao constatarem que sua dimensão chega a 1.200 km de uma ponta a outra (Mais ou menos a mesma distancia Brasília a Curitiba), quase do tamanho da América Central. Sua população chega a 11 milhões de habitantes sendo 3 milhões somente na capital (Havana). O Portal Brasil Cultura inaugura em suas paginas, informações turísticas e culturais, de países irmãos do Brasil como Cuba que pode oferecer muito mais que simples destino Caribenho para Turismo, CUBA é uma NAÇÃO e procura agir como tal, de maneira soberana e desafiadora.

Não existem analfabetos e 70% de sua população possui nível Universitário e isto por incrível que pareça está trazendo um certo problema na medida em que quase não existe mais a mão de obra campesina para trabalhar nos campos de produção (Problema “Suys Generis”). Cuba é hoje referência no Saneamento Básico, Educação e Medicina Social já que a saúde lá é publica e de ótima qualidade.

CUBA NÃO tem divida externa e vive nos dias de hoje seu melhor momento econômico com um crescimento anual na ordem de 4%. Passou a exportar tecnologia em diversas áreas principalmente, BIOTECNOLOGIA, NOVAS TÉCNICAS NA SAUDE, COSMÉTICA. É um País que esta investindo muito na pesquisa e desenvolvimento do uso do conhecimento humano (Inteligência).

cuba-aniversarioCuba, a revolução do turismo

Cuba já não é a bolha de anos 50 que foi por três décadas, durante as quais esteve fechada ao turista estrangeiro.
É hora de ir conhecer – ou redescobrir – a estrela rubra do Caribe.

Cuba Dia a Dia

A opção da Revolução, que preferiu investir no interior do país, Havana se esforça a oferecer hoje ao visitante um panorama, com os casarões roídos pelo tempo. Alguns deles são mantidos em pé por escoras de madeira e muitos já desabaram. Mesmo as mansões da larguíssima Quinta Avenida, antigo reduto da burguesia, estão em aflitivo estado de conservação. Ainda assim, a capital cubana guarda sua imponente beleza. E, lentamente, vai sendo restaurada – sobretudo a Habana Vieja, que a Unesco declarou Patrimônio Cultural da Humanidade em 1982.Ali, as praças mais importantes, como a Plaza de Armas, e as ruas que as ligam vão recuperando a nobreza dos melhores tempos. Há muito a fazer, ainda, pelos belíssimos sobrados, com suas galerias térreas (Havana é “a cidade das colunas”, escreveu o romancista Alejo Carpentier) e os refrescantes pátios internos, bem espanhóis, não raro decorados com fontes no centro. Mas algumas jóias arquitetônicas já estão de cara nova, como o edifício Bacardí, amostra esplêndida do art déco, com revestimento de cerâmica, granitos da Baviera e da Noruega. Ou, a dois passos do bar La Floridita, o prédio, também art déco, de La Moderna Poesía, a melhor livraria de Havana. Por aquela esquina, abastecido de incontáveis daiquiris, passava Ernest Hemingway, descendo a Calle Obispo rumo a seu quarto no Hotel Ambos Mundos. A Habana Vieja, que o escritor amava, é feita para andar a pé, no máximo a bordo dos pitorescos cocotaxis, saboreando detalhes como os guardavecinos, artísticas grades de ferro separando os balcões das residências vizinhas. No burburinho das ruas estreitas, o passeante atento vai se dar conta de que o cubano já não se trata de compañero, mas de socio ou amigo, e continua prestativo a ponto de abandonar o que esteja fazendo para socorrer o forasteiro em busca de orientação.

Um convite que não vem

O papo pode engrenar, pois cubano é gente hospitaleira, mas dificilmente alguém o convidará para ir em casa, com vergonha de não ter o que servir. A crise trouxe de volta a prostituição, multiplicou os pedintes e os vendedores de qualquer coisa – porém miséria, nos moldes da brasileira, pelo menos, não há. As ruas de Havana oferecem, ainda, o espetáculo inigualável dos carrões americanos, de 1960 no máximo, que a criatividade dos mecânicos cubanos vem mantendo em uso há mais de quarenta anos. Museu sobre rodas, como rotulou alguém, vem a ser a maior propaganda que a indústria automobilística dos Estados Unidos poderia fazer de si mesma. Tão ou mais fotografadas que os pombos da Piazza San Marco, em Veneza, essas relíquias são especialmente belas quando enfileiradas, à espera de quem as alugue, em frente ao Capitólio, no Centro Habana. Compõem a imagem de outro tempo, quando nesse prédio, réplica do Capitólio americano, em Washington, funcionavam o Senado e a Câmara dos Deputados. Magnificamente conservado, o Capitólio havanês, hoje Academia de Ciência de Cuba.

musica-cubanaAs noites de Cuba

Difícil imaginar gente mais animada que os cubanos, sobretudo quando se trata de cantar, de dançar, de tomar um trago. A cintura mais rígida ganha tremeliques de gelatina aos primeiros compassos da salsa. Havana – o país inteiro, na verdade – chacoalha nas noites de sexta-feira e sábado. Fazer a ronda dos cabarés é programa obrigatório até mesmo para quem seja refratário a balançar as cadeiras. Vale pelo espetáculo.Os hotéis tradicionais, como o Nacional, o Capri e o Habana Libre, no bairro do Vedado, têm pistas fervilhantes. Se for o caso de escolher apenas uma, não será má idéia atracar no Havana Café, acoplado ao hotel Meliá Cohiba. Num décor anos 50 estacionam dois flamejantes carrões americanos cujos faróis, no auge da fuzarca, se põem a piscar. Suspenso no teto, plana um monomotor da Cubana de Aviación. Em terra, fartura de beldades caribenhas, algumas delas, nota-se logo, atrás de “uma coisa à toa, uma noitada boa, um cinema, um botequim”, como no “Folhetim” de Chico Buarque.

Na fila das “posadas”

O fuzuê do Havana Café vai até 2 ou 3 da manhã – todos os dias da semana, sem exceção. Estrangeiros e estrangeiras que saiam acompanhados poderão esbarrar num problema: os hotéis não permitem subir com cubana ou cubano. Mas a proibição já foi mais rígida – e não faltará quem venha sugerir: esse é um problema para Abraham Lincoln resolver. Trata-se do ex-presidente americano cujo rosto ilustra as notas de 5 dólares. E sempre se pode recorrer, como os casais 100% cubanos, às posadas, os espartanos motéis de Havana. Mas, como tudo o mais em Cuba, será preciso enfrentar uma fila – que só não será maior do que a urgência de quem espera.
Quase tão excitante quanto a do Havana Café é a noite da Casa de la Musica, que tem dois endereços, em Centro Havana e Miramar. Em ambos, o palco começa ocupado por um show e acaba, no final da função, invadido por saracoteantes espectadores. Cubanos e estrangeiros se misturam em doses equilibradas – o que já não acontece no legendário Tropicana, um dos cabarés mais famosos do mundo. Lá, predominam os forasteiros, a maioria deles tembas – a palavra cubana para coroa. Muito cabelo louro, cabelo branco, cabelo nenhum.

Templo da nostalgia

Inaugurada em 1939, a casa surgiu como um pequeno restaurante com pista de dança, por iniciativa de um empresário ítalo-brasileiro, um certo Victor Correa D’Costa. Vasto semicírculo a céu aberto (se chove, o show é transferido para o Salão Arcos de Cristal), o cabaré se apresenta como “un paraiso bajo las estrellas” e abriga espetáculos que, propositadamente, pouco mudaram ao longo de décadas. É um templo da nostalgia.
Até por isso, o show do Tropicana é algo a se ver pelo menos uma vez na vida, ainda que o ingresso custe de 65 a 85 dólares. Mais de duzentos bailarinos se movimentam tanto no palco como nas laterais da cena, entre tufos de vegetação. Quando menos se espera, spots revelam cachos de mulatas lindas empoleiradas no topo de uma grua, contra o céu escuro, algumas delas embaladas, como bombons, em cintilantes roupas coloridas. Um estribilho insistente, no encerramento apoteótico, tira a palavra da boca do espectador: “Tropicana, la gloria eres tu”.

mojito-cubanoCuba drinques

Poucos são os bares, ao redor do mundo, que se podem gabar de haver acrescentado uma pedra preciosa à coroa da grande coquetelaria. Pois na Habana Vieja há três que ostentam esse galardão. Um deles é El Floridita (Calle Obispo, 557, esquina de Monserrate), que orgulhosamente se anuncia como “la cuna (berço) del daiquirí”. Há quem sustente, é verdade, que o drinque surgiu em Santiago de Cuba, no outro extremo da ilha. Pouco importa: foi no Floridita que ele ganhou a relevante contribuição do gelo picado. Ganhou também renome internacional, em boa parte graças ao escritor americano Ernest Hemingway, que nos anos 30 se aboletou num canto do magnífico balcão de madeira escura do Floridita, a chupitar sucessivos daiquiris que o barman espanhol Constante Ribaligua lhe preparava – e não saiu mais: 42 anos depois de disparar um tiro na boca, o autor de Adeus às Armas continua lá, em seu cantinho, agora sob a forma de um sorridente busto de bronze. É um dos poucos que não reclamam do daiquiri a 4 dólares.
Hemingway batia ponto também, não longe dali, em La Bodeguita del Medio (Calle Empedrado, 207), onde nasceu outro drinque famoso, o mojito. “Mi mojito en La Bodeguita, mi daiquirí en El Floridita”, sentenciava ele, salomonicamente dividido entre os dois. Hoje estaria pagando outros 4 dólares pelo refrescante coquetel da casa, que vem num copo alto em que mergulha um ramo de yerba buena. Num país de economia centralizada, 4 dólares parece ser o que o governo manda cobrar pelas estrelas de sua coquetelaria, pois é também o que se paga pelo cubanito. Basicamente uma versão nacionalizada do bloody mary, na qual o rum tomou o lugar da vodca, ele foi inventado no Lafayette (Calle Aguiar, 217), outro convidativo endereço etílico em Habana Vieja.

cuba_praiasCuba das praias

Como não se pode ter tudo, a bela Havana não tem praias – o que tem são ondas
batendo nas pedras do Malecón, sua extensa e sinuosa avenida beira-mar. Quem quiser espapaçar-se ao sol sobre a areia terá de buscar as chamadas praias do leste, nenhuma delas mais atraente que Santa María del Mar, a 20 quilômetros da capital. Ou andar mais 122 quilômetros até os encantos de Varadero. Com um aeroporto onde descem vôos cada vez mais numerosos da Europa e do Canadá, o maior e melhor balneário do país está, para o bem e para o mal, seguindo as pegadas da mexicana Cancún. Hotéis se multiplicam ao longo da praia. Tudo para estrangeiros. Os cubanos ali estão apenas para servi-los. Raros visitantes resistem às delícias de um passeio de barco, o seafary, que certamente vale os 70 dólares cobrados. Com seis horas de duração, a confortável aventura tem como aperitivo, ainda em terra, um show de golfinhos no Delfinario de Varadero. O programa prossegue num confortável catamarã queavança rápido, muitas milhas mar adentro, por águas sempre rasas (6 metros, no máximo), que permitem ver o fundo praticamente o tempo todo. Tão límpidas que dá ganas de beber de canudinho. Recomenda-se, porém, limitar-se à bebida do bar de bordo, que além de farta é gratuita, e tomá-la ao som da salsa cubana que jorra ininterruptamente dos alto-falantes. A certa altura, o barco diminui a marcha, quase pára, a fim de que tripulantes, exibindo-se para os turistas, tragam à tona lagostas – enormes lagostas que, meia hora mais tarde, reaparecerão no convés, temperadas, fumegantes, irresistíveis, a 10 dólares a unidade.

mergulhoParada para o mergulho

Mais adiante, parada e distribuição de máscaras, snorkel e pés-de-pato para um mergulho. Basta pôr o rosto na água para ingressar num daqueles documentários de Jacques Cousteau, protagonizado por corais, ouriços do mar e peixes das mais variadas cores. A parada seguinte será para o almoço, numa das ilhotas (são mais de 4000), ou cayos, que compõem, com as ilhas maiores, os 110922 quilômetros quadrados do território cubano. Se o tempo estiver bom, a viagem de volta terá o charme adicional de velas enfunadas.
Mas também em terra Cuba proporciona gostosos programas. Para não ir tão longe de Havana, pode-se pegar a estrada e visitar Pinar del Río, a 147 quilômetros, para conhecer uma região que não só é muito bonita como produz o melhor tabaco cubano. Há por ali belas formações rochosas, algumas das quais com cavernas que se pode percorrer de barco. Vale parar também em Viñales, centro produtor de vinho, como o nome indica. Não chega a ser um néctar dos deuses o vinho de Cuba, mas não seria justo reclamar dele.


che_guevara_fidel_castroCuba campañera

Num mundo em que o socialismo real  sumiu do mapa, há quem vá a Cuba com o espírito dos que visitam uma reserva de espécies em extinção. A peregrinação tem escala obrigatória no Museu da Revolução, em Havana, onde jaz o iate Granma, no qual Fidel Castro, Che Guevara e mais oitenta guerrilheiros chegaram do México, em 1956, para iniciar sua luta contra a ditadura de Fulgencio Batista. Igualmente inescapável, nesse safári ideológico, é a Praça da Revolução, onde el comandante profere alguns de seus discursos, ao pé de uma estátua de José Marti (1853-1895) – o maior dos heróis cubanos, reivindicado com igual ardor pela esquerda e pela direita, além de autor do poema que inspirou a canção “Guantanamera”. Na praça, obra de Batista, está espetado um obelisco de 109 metros que vem a ser o ponto mais alto de Havana. A visita vale um certificado de presença. A vista, do topo do monumento, vale bem mais.
Na mesma praça, estampado no dorso do Ministério do Interior, um imenso rosto de Che Guevara continua incitando, agora em néon: “Hasta la victoria siempre”. Em outro, uma janela atravessa a noite acesa, para que não se perca a memória jamais: era ali o gabinete de Che quando ministro do Interior. Há quem não se contente com o espetáculo da Praça da Revolução e vá reverenciar em Santa Clara, a 270 quilômetros de Havana, os ossos do legendário guerrilheiro. Na capital, dois endereços menos conhecidos não deixam de atrair curiosos bem informados. Ainda está de pé, em lamentável estado de conservação, o prédio da Calle San Lázaro, 1218, onde morou Fidel ao se casar, em 1948, com Mirta Díaz-Balart, mãe de seu primeiro filho, Fidelito. (Por trás do silêncio oficial, o comandante tem mais sete rebentos – seis homens e uma mulher -, tidos com variadas compañeras). Outra relíquia imobiliária da Revolução é um prediozinho no número 1007 da Calle O. Viveu ali o grande amor de Fidel: a guerrilheira e depois conselheira Celia Sánchez, única pessoa de quem ele aceitava ouvir umas verdades. Morta Celia, em 1980, o comandante continuou freqüentando o apartamento, repleto de fotografias. Não se conhecem outros endereços de Fidel, que, segundo se murmura, tem diversos pousos em Havana, todos secretíssimos.

revolu1O marco da revolução socialista

O roteiro compañero, digamos assim, inclui ainda a emocionada leitura de uma placa que assinala, na esquina da Avenida 23 com a Calle 12, o lugar e o momento (16 de abril de 1961) em que Fidel afirmou o caráter socialista da revolução. “Lo que no pueden perdonarnos los imperialistas es que hayamos hecho uma revolución socialista en las própias narices de los Estados Unidos!”, lê-se ali em bronze.
Não deixa de ter um selo ideológico, por fim, a cerimônia do cañonazo, encenada todos os dias, religiosamente às 9 da noite, na antiga fortaleza de La Cabaña, do outro lado da Baía de Havana, bem em frente à cidade, por atores envergan-do uniformes do século 18. Para quem foi a Cuba movido pela flama revolucionária, seria frustrante regressar sem ter ouvido um único tiro, ainda que de pólvora seca.

varadero

Informações Gerais sobre Cuba

Viajar a Cuba não é sonhar, embora o pareça. Chegar é fazer uma segunda viagem de descobrimento, mas não em navios à mercê de ventos. Também não é aceitar por casualidade, mas ir direto para um pequeno mundo de contrastes, com uma natureza única e maravilhosa. É conhecer pessoas simpáticas, seus anseios e realidades. Não é imaginar. O mundo de hoje dá pouca margem para fugir e descansar. E isso talvez seja o melhor de Cuba: ser um grupo de ilhas, praias, florestas e cidades por descobrir.
Cuba está situada na entrada do Golfo do México, entre a América do Norte e a do Sul. O Mar das Caraíbas banha sua costa sul, dando a tudo esse sabor único desta zona do mundo. São mais de 300 praias, sem contar as quase 1000 ilhotas e bancos de areia.
Devido à sua condição insular, possui um clima benigno, sem excessivo calor, sempre aliviado pela brisa, com temperaturas agradáveis e moderadas e um inverno curto; paisagem sempre verde.
Os carrões rabo-de-peixe da década de 50 continuam a rodar pelas ruas de Havana, 50 anos depois de terem saído de linha. Na falta de peças de reposição, os combalidos Buicks, Cadillacs e Oldsmobiles são reparados com chapas de latão, tocos de madeira, ou o que mais o dono tiver à mão. E viraram uma espécie de símbolo do país.
Existe apenas uma coisa da qual os cubanos se orgulham mais do que sua música – e não se trata dos baixíssimos índices de mortalidade infantil e de analfabetismo ou do altíssimo número de medalhas olímpicas, ambos exaustivamente repetidos nos discursos de Fidel Castro.

charutos O que eles gostam mesmo é de fumar – e se gabar – de seus charutos.
Do estadista inglês Winston Churchill, que sempre trazia um puro nos lábios, até o varredor de ruas de Havana, constantemente pitando um Partagás, ninguém questiona o consenso de que o tabaco cubano, cultivado nas planícies frescas de Pinar del Rio, seja mesmo o melhor do mundo. Mesmo quem nunca pôs um cigarro na boca acaba voltando para casa com uma caixa ou duas de Montecristo, Cohiba ou Romeo y Julieta na mala, para distribuir entre os amigos.

Um pouco da Historia:
Cristóvão Colombo chegou a estas terras em 27 de outubro de 1492, deslumbrado pela beleza da paisagem e exclamou: “É a terra mais linda que os olhos humanos já viram….”
Na primeira metade do século XVI os colonizadores fundaram as sete primeiras cidades: Barocos, Ilayamo, Santiago de Cuba, Trinidad, Sancti Spiritus, Puerto Príncipe (hoje Camaguey) e São Cristóvão de Havana.
A partir do século XVII começa a se perfilar a separação entre espanhóis e os crioulos descentes dos conquistadores, cujos interesses econômicos, maneira de pensar e gostos vão se diferenciando paulatinamente até se tornarem antagônicos.
O antagonismo entre espanhóis e crioulos se acentua no século XIX, na medida em que a nacionalidade Cubana começa a se definir historicamente. A 10 de outubro de 1868, Carlos Manuel de Céspedes, Pai da Pátria, da ínicio à Guerra de Independência. Após dez anos de luta, chega ao fim a primeira etapa da guerra, sem se obter a Independência nacional.
De 1878 a 1893 a guerra da Independência é reoganizada e volta a estourar a 24 de fevereiro de 1895 desta vez liderada por José Martí, “Herói Nacional da Republica Cubana”, à frente do Partido Revolucionário Cubano, por ele fundado.
Em 1898, quando a guerra chegava vitoriosamente ao seu fim, intervem no conflito o governo dos Estados Unidos, o qual declara guerra à Espanha, evitando com isso que os cubanos chegassem no poder depois, por si mesmos, derrocado o governo espanhol. A 20 de maio de 1902 é proclamada a Republica, tendo inicio um período de dependência econômica e política que se estenderá até 1º de Janeiro de 1959, dia em que acontece o triunfo da Revolução, após vários anos de combate nas montanhas da Serra Maestra, juntamente com a luta clandestina nas cidades.

Curiosidades:

  • Todo cubano tem direito a assistência médica gratuita e de qualidade

  • A taxa de analfabetismo é menor que a dos Estados Unidos

  • O esporte nacional deles é o beisebol, que foi inventado lá

  • A carona é um hábito comum entre os cubanos

  • Cuba sozinha é maior do que todas as outras ilhas do Caribe juntas

  • Apesar do que se conclui pelas fotos de Fidel, quase ninguém usa barba

  • Mojito, Cuba Libre e Daiquiri são drinks típicos de Cuba

INFORMAÇÕES ÚTEIS

ROUPAS:

Roupa de verão o ano todo. Algum casaco ou abrigo leve para os locais climatizados. Por isso indicamos levar roupas leves e confortáveis de preferência em algodão, tênis, protetor solar, apenas por precaução, chapéu e óculos escuros.

EMPRESAS DE TAXI:

Habanataxi, Panataxi, Táxis OK, Taxis Transtur, Táxis Gaivota e Fénix.

EMPRESAS DE ÔNIBUS:

Viazul. Tel: (537) 811413 e 815652 – Fax: (537) 666092

EMPRESAS DE ALUGUEL DE AUTOMÓVEIS

: Cubacar, Havanautos, Rent a Car Tanstur, Via Rent a Car e Micar. Com facilidade nosburós de turismo, localizados nos principais hotéis (não esqueça o passoporte e a carteira de motorista). Pode-se andar tranqüilamente à noite em Cuba.

ELETRICIDADE:

220 Volts. Recomenda-se levar adaptador.

GORJETA: Ficam a critério do passageiro. Devido à baixa cotação do peso as GORJETAS

em Euros serão sempre bem aceitas. Use o bom senso.

MOEDA: A moeda nacional é o Peso Cubano. Atenção: O turista só poderá utilizar o dólar canadense ou Euro, que serão trocados por CUC (pesos cubanos). Um dólar canadense corresponde aproximadamente a USD 0,817 (dólar americano), enquanto um Euro equivale a mais ou menos USD 1,25. Cartões de crédito Visa e Mastercard são aceitos, desde que não tenham sido emitidos por bancos norte-americanos

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IDIOMAS:

É o espanhol, mas falando o português devagar os cubanos lhe entenderão perfeitamente.

HORÁRIO:

Em relação ao horário do Brasil com Cuba é de menos 2hs normalmente, porém entre os meses de Abril e Outubro é de menos 1h.

LIGAÇÕES: Ligar para o Brasil: discar (119) (55) seguido do código da cidade (sem o zero) e o número desejado; o custo é de EURO 6,50 p/minuto (nos hotéis) e de EURO 3,40

p/minuto com tarjetas telefônicas. Ligar do Brasil para Cuba é mais econômico.

TRANSPORTES:

Ônibus urbanos são pouco recomendados aos turistas. A melhor opção é andar de taxi de turismo pago em dólares canadenses ou euros.

TRANSPORTE FERROVIÁRIO:

Estação Central. Av. de Bélgica y Arsenal, La Habana Vieja, Cuidad de La Habana. Tel: (537) 621915.

ALIMENTAÇÃO:

Em Cuba é muito agradável e barato. Nos paladares (casas de cubanos) come-se bem por US$ 10,00 incluindo a bebida. Devido à baixa cotação do peso as GORJETAS em dólares/euros serão sempre bem aceitas. Use o bom senso.

CHARUTOS e CIGARROS:

Para comprar charutos ou cigarros cubanos procure saber onde ficam as fabricas em Havana Velha. Lá você vai encontrar variedade e bons preços.

ARTESANATO:

Se você pretende comprar artesanato cubano, a melhor opção é pesquisar antes de comprar. Algumas coisas tem preços mais em conta nas lojas nos hotéis, outras no Palácio de Artesania ou na Feira da Catedral (aos sábados).

IMPORTANTE:

Evite andar desacompanhado em áreas com pouco movimento.

DICAS UTÉIS: Mantenha as malas fechadas com cadeados nos percursos aéreos, não esquecendo de identificar as mesmas com etiquetas e fitas, tornando-as mais seguras e de fácil localização. E se você levar objetos de valor, não despache junto com as bagagens e, nos hotéis, mantenha-os em cofres. Utilize sempre euros para guardar seu dinheiro e ande com cópia dos documentos evitando o risco de perda dos originais. Sempre reconfirmar sua viagem junto à companhia aérea com no mínimo de 72hs antes do vôo.

OBESERVAÇÕES: Não é possível recolher no Brasil a taxa de embarque de Cuba (EURO 25) que é pago diretamente no Aeroporto de Havana.”

RECOMENDAMOS PARA VISITAR

HAVANA:

Visite o famoso Cabaret Tropicana, El Palácio de la Salsa e as discotecas dos hotéis Comodoro, Copacabana e Meliá Cohiba. Desfrute da comida cubana e internacional na Bodequita del Medio, Floridita, La Cecilia, Tocororo, El Ranchón, La Divina Pastora, 1830, Aljibe, etc… Conheça Havana Velha e admire El Templete, Castillo de la Real Fuerza, Castillo del Morro, Palacio de los Capitanes Generales,, La Giraldilha, La Catedral de La Habana, La Calle Obispo, Capitolio Nacional e o Malecón da Cidade de Havana. Faça suas compras nas butiques dos hotéis Habana Libre, Comodoro, Riviera, Nacional, Meliá Cohiba ou na famosa La Maison, loja especializada em moda cubana e internacional, perfumaria, joalheira, etc.

VARADERO: Desfrute dos passeios de barco, com a possibilidade de praticar mergulho ou pesca. Conheça os restaurantes Las Américas, El Bodegón Criollo, Mesón del Quijote, La Arcada, Las Tejas, El Arrecife, etc. Desfrute dos diferentes ritmos nas discotecas La Bamba, El Kastillito, La Rada, La Movida, La Salsa, Red Coach, etc. e dos cabarets Varadero, Continental e Cueva del Pirata.

SANTIAGO DE CUBA

: Não deixe de visitar La Calle Padre Pico, La Calle Heredia, El Castillo del Morro, Cuartel Moncada, La Maison de Santiago de Cuba, o Parque Céspedes e o Parque Nacional de Baconao. Recomendamos os restaurantes El Morro, La Cecilia, El Cayo, Los Corales, La Casa de Rolando e o Cabaret Tropicana de Santiago.

CAYO LARGO:

Classificada pela sua extensão (37,5 km2) como a segunda ilha do Arquipélago de Los Canarreos. Está situada a leste da Ilha de la Juventude e a Sul de Cuba. Este pequeno paraíso está a 177 quilómetros da Havana, 170 de Varadero e 140 de Nueva Gerona, capital da Ilha de la Juventude. Cinco praias Lindamar, Tortuga, Blanca, Los Cocos e Sirena abrangem os 25 quilómetros de comprimento do Cayo. A fauna revela a existência de colónias de tartarugas que ainda vão desovar na areia, gaivotas, pelicanos e outras espécies tropicais que embelezam, com a sua presença, a natureza e a flora de Cayo Largo, constituída por palmeiras de “miraguano”, uvas costeiras e coqueiros.

CIENFUEGOS:

É interessante conhecer o Parque José Martí, o Teatro Tomás Terry, El Bulevard, Palácio del Valle, Castillo de Nuestra Señora de los Angeles de Jagua e o Jardim Botânico. Restaurantes Covadonga, Palácio del Valle, La Verja e La Cueva del Camarón. Holguín e Litoral: Mais de 41 praias naturais de águas cálidas e tranqüilas. Paisagens, montanhas e vales, constituem autênticas jóias da natureza local. A Serra Cristal com os seus bosques milenários, proporciona jornadas memoráveis para o turista ecológico, pois ali convivem quase todas as formações vegetais de Cuba. Próximo encontra-se a cidade de Gibara, que conserva o conjunto arquitectónico colonial mais relevante da província. A praia Covarrubias constitui a mais recente oferta da indústria do turismo cubano. A Villa Real Covarrubias, com 90 quartos, permite desfrutar de 12 quilómetros de finas areias e águas cristalinas. Uma barreira de corais com promontórios, propicia a prática de mergulho. Mas Las Tuna possui outros atrativos: um pântano com a maior reserva de crocodilos americanos das Caraíbas, um couto de caça, bosques para o turismo de natureza, águas minero-medicinais e uma variada cultura autóctone. Las Tunas, a capital da província, identificada como “La Ciudad de las Esculturas” (A cidade das Esculturas), destaca-se também pelo importante movimento literário e plástico e pelos seus valores históricos.

TRINIDAD:

Patrimônio cultural da humanidade, Trinidad foi uma das primeiras vilas fundadas em Cuba e seu centro histórico está excepcionalmente bem conservado. Trinidad, como Havana, deve ser conhecida a pé, em um passeio sem destino, perdendo-se pelas ruas dessa cidade “pequenina, mas linda” e que é “um passeio indispensável para quem gosta de história e arquitetura“. Em Trinidad não deixe de ver a Plaza Mayor, onde ficam a igreja da La Santísima Trinidad, construção do século XVIII, o Palacio de Brunet, onde está o Museo Romántico (reproduz uma casa da aristocracia cubana do século XVIII), o Museo de La Arquitectura Trinitaria, único museu cubano destinado às técnicas de construção coloniais e o Museo de Arqueología Guamuhaya, dedicado à cultura indígena local, antes e depois do descobrimento de Cuba. Veja, também, o Museo de la Lucha contra los Bandidos (calle del Cristo, esquina com Boca, na antiga igreja de São Francisco), que expõe fotografias, roupas e outros objetos pertencentes aos que morreram durante a luta frente aos contra-revolucionários, na década de 60 (no início da Revolução, grupos que se opunham ao novo regime se estabeleceram na Sierra del Escambray, próximo de Trinidad, na tentativa de derrubar o governo). Uma visita a Trinidad deve obrigatoriamente incluir o Vale de los Ingenios, que em 1988, junto com a cidade, foi declarado pela Unesco patrimônio cultural da humanidade. Não perca, no vale, a Torre de Manaca-Iznaga. Construída entre 1835 e 1845, por Alejo María del Carmen e Iznaga, foi, à época de sua construção, a mais alta de Cuba. Para quem não dispensa hotel, uma boa escolha é o Ancón, que fica a 12 km de Trinidad, na praia do mesmo nome. Na cidade de Trinidad a melhor opção são as casas particulares. Um toque: não saia de Trinidad sem provar La Cacháncara, bebida feita de aguardente de cana, mel, suco de limão e água, extremamente forte e que, segundo a tradição, teria sido inventada pelos mambises – os combatentes cubanos da guerra pela independência (todo mundo em Trinidad sabe onde fica o bar).

SANTA CLARA: Para os apaixonados por “Che” Guevara. Para os que sonharam uma utopia. Iniciados os combates contra a ditadura de Batista, Che revela-se excepcional soldado, tanto que mesmo sendo estran-geiro foi designado por Fidel para comandar uma das colunas guerrilheiras criadas na Sierra Maestra. Foi em Santa Clara que Che liderou os rebeldes numa das batalhas decisivas para a vitória da Revolução pois após detido o trem blindado cheio de soldados e armas que mandara como reforço para Santiago de Cuba, Batista percebe que está derrotado e foge do país. Por isso, quando os restos do Guerrilheiro Heróico retornaram a Cuba, Santa Clara foi escolhida para recebê-los e construiu-se um memorial para acolhê-lo e aos companheiros mortos na Bolívia. Uma imensa parede de concreto, com a trajetória guerrilheira de Guevara em Cuba – da carta de Fidel Castro determinando ao Comandante Ernesto Che Guevara que liderasse uma coluna guerrilheira para o centro do país – até a célebre carta de despedida de Che para Fidel. Na parte externa, coroando o memorial, sobre uma base com a célebre “Hasta la victoria”, a estátua em bronze do Che, obra do escultor cubano José Delarra. No interior do Memorial a vida de Che, suas lutas e, na parede, um nicho com os ossos de cada combatente. E, de arrepiar, uma pequena luz, como uma estrela, iluminando o ponto onde estão os restos de Ernesto Che Guevara. Ainda em Santa Clara fica um pequeno museu contando a história da tomada do trem blindado, com alguns vagões do trem, um trator usado na luta. No interior, mapas, croquis com as posições das forças guerrilheiras e de Batista e fotos.

PINAR DEL RIO:

De Havana saem excursões de um dia para o Vale de Viñales, com uma pequena parada em Pinar del Rio (na verdade não há muito o que ver na cidade). O programa, que pode ser comprado nos “burôs” de turismo dos hotéis, inclui, também, almoço com comida criolla, em um típico “rancho campesino” e, além de uma volta pela cidade (onde são visitadas uma fábrica de charutos e a fábrica de “guayabita” de Pinar, uma bebida típica da região), visita ao Vale de Viñales, com passeio pela “Cueva del Indio” (uma gruta subterrânea, que se percorre em um pequeno barco), ao Palenque de los Cimarrones – cimarrón era a forma como se chamavam aos negros que fugiam da escravidão e palenque seriam os nossos quilombos — e o Mural da Prehistória, obra do pintor cubano Leovegildo González, discípulo de Diego Rivera, o grande artista mexicano (o mural representa a evolução geológica da Sierra de los Órganos, com pinturas de animais pré-históricos, fósseis e plantas). Pinar del Río, por seu solo e clima – em especial a região de Vuelta Abajo -, é o melhor local de Cuba para o cultivo do Tabaco. A 65 quilômetros de Pinar del Rio (e a 80 km de Havana), na Sierra del Rosario, fica Soroa, com um orquidário com mais de 700 espécies (algumas delas nativas) e belíssima paisagem natural.

CENTRO INTERNACIONAL DE MERGULHO HOTEL COLONY: Isla de Juventude: É um dos mais importantes grupos insulares que rodeiam a ilha de Cuba. Tem 350 ilhotes e Cayos (recifes), entre os quais se destacam, pela sua extensão, a Ilha de la Juventud, Cayo Largo del Sur, Cayo del Rosário e Cayo Cantiles. No meio de uma natureza virgem, surge esta parte das Caraíbas com belas praias arenosas, rodeadas por grandes arcos de mangueirais, e em cujo fundo marinho habitam esponjas do golfo, crustáceos e peixes multicolores. Ao sul de Cuba, é a maior Ilha do arquipélago de Los Canarreos, com 2.205 km2. Os primeiros colonos, indígenas da cultura Siboney, chamavam-na Camaraco, Ahao e Siguanea. Batizada em 13 de Julho de 1494 com o nome de Evangelista pelo almirante genovês Cristovão Colombo, permaneceu no esquecimento durante vários séculos, servindo de refúgio seguro a corsários e piratas. Pensa-se que esta ilha, a segunda maior do arquipélago cubano, tenha sido o cenário recriado pelo escritor escocês Robert L. Stevenson no seu romance “A ILHA DO TESOURO“. GRUTAS DE PUNTA DEL ESTE: Declaradas Monumento Nacional pelo valor histórico das pictografias encontradas nas suas paredes, são as mais importantes das Antilhas pela particularidade do seu estilo, único na região, localizadas ao sul da lha de La Juventude. A praia com o mesmo nome, proporciona a oportunidade de mergulhar no Mar das Caraíbas. Grutas e crateras, túneis e colónias de esponjas, jardins de corais e peixes de mil cores; 56 locais de mergulho, 18 instrutores aprovados pela CMAS, equipadas Centro Mares, iates e duas modernas câmaras hiperbáricas. A pesca não deixa de ser um atrativo no arquipélago, sobretudo na época do Torneio de Pesca e do Concurso de Fotografia Submarina FOTOSUB

, ambos de categoria internacional, assim como outras modalidades aquáticas: iates, kayacs, catamarãs e o “snorkeling”.

CENTRO INTERNACIONAL DE MERGULHO: Próxima da Marina Cayo Largo del Sur. Pessoal qualificado pela Confederação Mundial de Atividades Subaquáticas (CMAS) administra cursos de iniciação e reserva para os mais avançados, da categoria Diving Master.

OUTRO PONTOS DE INTERESSE: Viñales, Baracoa, Camagüey, Guamá, Sul de Oriente, Costa Sul Central, Arquipélago de Los Canarrecos, Matanzas, Sancti Spiritus, Ciego de Ávila, Las Tunas, Bayano, Guantánamo, Península de Zapata, Trinidad, Playa de Santa Lucia, etc.”

qualificado pela Confederação Mundial de Atividades Subaquáticas (CMAS) administra cursos de iniciação e reserva para os mais avançados, da categoria Diving Master.

OUTRO PONTOS DE INTERESSE: Viñales, Baracoa, Camagüey, Guamá, Sul de Oriente, Costa Sul Central, Arquipélago de Los Canarrecos, Matanzas, Sancti Spiritus, Ciego de Ávila, Las Tunas, Bayano, Guantánamo, Península de Zapata, Trinidad, Playa de Santa Lucia, etc.” SANTIAGO DE CUBA

: Não deixe de visitar La Calle Padre Pico, La Calle Heredia, El Castillo del Morro, Cuartel Moncada, La Maison de Santiago de Cuba, o Parque Céspedes e o Parque Nacional de Baconao. Recomendamos os restaurantes El Morro, La Cecilia, El Cayo, Los Corales, La Casa de Rolando e o Cabaret Tropicana de Santiago.

CAYO LARGO:

Classificada pela sua extensão (37,5 km2) como a segunda ilha do Arquipélago de Los Canarreos. Está situada a leste da Ilha de la Juventude e a Sul de Cuba. Este pequeno paraíso está a 177 quilómetros da Havana, 170 de Varadero e 140 de Nueva Gerona, capital da Ilha de la Juventude. Cinco praias Lindamar, Tortuga, Blanca, Los Cocos e Sirena abrangem os 25 quilómetros de comprimento do Cayo. A fauna revela a existência de colónias de tartarugas que ainda vão desovar na areia, gaivotas, pelicanos e outras espécies tropicais que embelezam, com a sua presença, a natureza e a flora de Cayo Largo, constituída por palmeiras de “miraguano”, uvas costeiras e coqueiros.

CIENFUEGOS:

É interessante conhecer o Parque José Martí, o Teatro Tomás Terry, El Bulevard, Palácio del Valle, Castillo de Nuestra Señora de los Angeles de Jagua e o Jardim Botânico. Restaurantes Covadonga, Palácio del Valle, La Verja e La Cueva del Camarón. Holguín e Litoral: Mais de 41 praias naturais de águas cálidas e tranqüilas. Paisagens, montanhas e vales, constituem autênticas jóias da natureza local. A Serra Cristal com os seus bosques milenários, proporciona jornadas memoráveis para o turista ecológico, pois ali convivem quase todas as formações vegetais de Cuba. Próximo encontra-se a cidade de Gibara, que conserva o conjunto arquitectónico colonial mais relevante da província. A praia Covarrubias constitui a mais recente oferta da indústria do turismo cubano. A Villa Real Covarrubias, com 90 quartos, permite desfrutar de 12 quilómetros de finas areias e águas cristalinas. Uma barreira de corais com promontórios, propicia a prática de mergulho. Mas Las Tuna possui outros atrativos: um pântano com a maior reserva de crocodilos americanos das Caraíbas, um couto de caça, bosques para o turismo de natureza, águas minero-medicinais e uma variada cultura autóctone. Las Tunas, a capital da província, identificada como “La Ciudad de las Esculturas” (A cidade das Esculturas), destaca-se também pelo importante movimento literário e plástico e pelos seus valores históricos.

TRINIDAD:

Patrimônio cultural da humanidade, Trinidad foi uma das primeiras vilas fundadas em Cuba e seu centro histórico está excepcionalmente bem conservado. Trinidad, como Havana, deve ser conhecida a pé, em um passeio sem destino, perdendo-se pelas ruas dessa cidade “pequenina, mas linda” e que é “um passeio indispensável para quem gosta de história e arquitetura“. Em Trinidad não deixe de ver a Plaza Mayor, onde ficam a igreja da La Santísima Trinidad, construção do século XVIII, o Palacio de Brunet, onde está o Museo Romántico (reproduz uma casa da aristocracia cubana do século XVIII), o Museo de La Arquitectura Trinitaria, único museu cubano destinado às técnicas de construção coloniais e o Museo de Arqueología Guamuhaya, dedicado à cultura indígena local, antes e depois do descobrimento de Cuba. Veja, também, o Museo de la Lucha contra los Bandidos (calle del Cristo, esquina com Boca, na antiga igreja de São Francisco), que expõe fotografias, roupas e outros objetos pertencentes aos que morreram durante a luta frente aos contra-revolucionários, na década de 60 (no início da Revolução, grupos que se opunham ao novo regime se estabeleceram na Sierra del Escambray, próximo de Trinidad, na tentativa de derrubar o governo). Uma visita a Trinidad deve obrigatoriamente incluir o Vale de los Ingenios, que em 1988, junto com a cidade, foi declarado pela Unesco patrimônio cultural da humanidade. Não perca, no vale, a Torre de Manaca-Iznaga. Construída entre 1835 e 1845, por Alejo María del Carmen e Iznaga, foi, à época de sua construção, a mais alta de Cuba. Para quem não dispensa hotel, uma boa escolha é o Ancón, que fica a 12 km de Trinidad, na praia do mesmo nome. Na cidade de Trinidad a melhor opção são as casas particulares. Um toque: não saia de Trinidad sem provar La Cacháncara, bebida feita de aguardente de cana, mel, suco de limão e água, extremamente forte e que, segundo a tradição, teria sido inventada pelos mambises – os combatentes cubanos da guerra pela independência (todo mundo em Trinidad sabe onde fica o bar).

SANTA CLARA: Para os apaixonados por “Che” Guevara. Para os que sonharam uma utopia. Iniciados os combates contra a ditadura de Batista, Che revela-se excepcional soldado, tanto que mesmo sendo estran-geiro foi designado por Fidel para comandar uma das colunas guerrilheiras criadas na Sierra Maestra. Foi em Santa Clara que Che liderou os rebeldes numa das batalhas decisivas para a vitória da Revolução pois após detido o trem blindado cheio de soldados e armas que mandara como reforço para Santiago de Cuba, Batista percebe que está derrotado e foge do país. Por isso, quando os restos do Guerrilheiro Heróico retornaram a Cuba, Santa Clara foi escolhida para recebê-los e construiu-se um memorial para acolhê-lo e aos companheiros mortos na Bolívia. Uma imensa parede de concreto, com a trajetória guerrilheira de Guevara em Cuba – da carta de Fidel Castro determinando ao Comandante Ernesto Che Guevara que liderasse uma coluna guerrilheira para o centro do país – até a célebre carta de despedida de Che para Fidel. Na parte externa, coroando o memorial, sobre uma base com a célebre “Hasta la victoria”, a estátua em bronze do Che, obra do escultor cubano José Delarra. No interior do Memorial a vida de Che, suas lutas e, na parede, um nicho com os ossos de cada combatente. E, de arrepiar, uma pequena luz, como uma estrela, iluminando o ponto onde estão os restos de Ernesto Che Guevara. Ainda em Santa Clara fica um pequeno museu contando a história da tomada do trem blindado, com alguns vagões do trem, um trator usado na luta. No interior, mapas, croquis com as posições das forças guerrilheiras e de Batista e fotos.

PINAR DEL RIO:

De Havana saem excursões de um dia para o Vale de Viñales, com uma pequena parada em Pinar del Rio (na verdade não há muito o que ver na cidade). O programa, que pode ser comprado nos “burôs” de turismo dos hotéis, inclui, também, almoço com comida criolla, em um típico “rancho campesino” e, além de uma volta pela cidade (onde são visitadas uma fábrica de charutos e a fábrica de “guayabita” de Pinar, uma bebida típica da região), visita ao Vale de Viñales, com passeio pela “Cueva del Indio” (uma gruta subterrânea, que se percorre em um pequeno barco), ao Palenque de los Cimarrones – cimarrón era a forma como se chamavam aos negros que fugiam da escravidão e palenque seriam os nossos quilombos — e o Mural da Prehistória, obra do pintor cubano Leovegildo González, discípulo de Diego Rivera, o grande artista mexicano (o mural representa a evolução geológica da Sierra de los Órganos, com pinturas de animais pré-históricos, fósseis e plantas). Pinar del Río, por seu solo e clima – em especial a região de Vuelta Abajo -, é o melhor local de Cuba para o cultivo do Tabaco. A 65 quilômetros de Pinar del Rio (e a 80 km de Havana), na Sierra del Rosario, fica Soroa, com um orquidário com mais de 700 espécies (algumas delas nativas) e belíssima paisagem natural.

CENTRO INTERNACIONAL DE MERGULHO HOTEL COLONY: Isla de Juventude: É um dos mais importantes grupos insulares que rodeiam a ilha de Cuba. Tem 350 ilhotes e Cayos (recifes), entre os quais se destacam, pela sua extensão, a Ilha de la Juventud, Cayo Largo del Sur, Cayo del Rosário e Cayo Cantiles. No meio de uma natureza virgem, surge esta parte das Caraíbas com belas praias arenosas, rodeadas por grandes arcos de mangueirais, e em cujo fundo marinho habitam esponjas do golfo, crustáceos e peixes multicolores. Ao sul de Cuba, é a maior Ilha do arquipélago de Los Canarreos, com 2.205 km2. Os primeiros colonos, indígenas da cultura Siboney, chamavam-na Camaraco, Ahao e Siguanea. Batizada em 13 de Julho de 1494 com o nome de Evangelista pelo almirante genovês Cristovão Colombo, permaneceu no esquecimento durante vários séculos, servindo de refúgio seguro a corsários e piratas. Pensa-se que esta ilha, a segunda maior do arquipélago cubano, tenha sido o cenário recriado pelo escritor escocês Robert L. Stevenson no seu romance “A ILHA DO TESOURO“. GRUTAS DE PUNTA DEL ESTE: Declaradas Monumento Nacional pelo valor histórico das pictografias encontradas nas suas paredes, são as mais importantes das Antilhas pela particularidade do seu estilo, único na região, localizadas ao sul da lha de La Juventude. A praia com o mesmo nome, proporciona a oportunidade de mergulhar no Mar das Caraíbas. Grutas e crateras, túneis e colónias de esponjas, jardins de corais e peixes de mil cores; 56 locais de mergulho, 18 instrutores aprovados pela CMAS, equipadas Centro Mares, iates e duas modernas câmaras hiperbáricas. A pesca não deixa de ser um atrativo no arquipélago, sobretudo na época do Torneio de Pesca e do Concurso de Fotografia Submarina FOTOSUB

, ambos de categoria internacional, assim como outras modalidades aquáticas: iates, kayacs, catamarãs e o “snorkeling”.

CENTRO INTERNACIONAL DE MERGULHO: Próxima da Marina Cayo Largo del Sur. Pessoalqualificado pela Confederação Mundial de Atividades Subaquáticas (CMAS) administra cursos de iniciação e reserva para os mais avançados, da categoria Diving Master.

OUTRO PONTOS DE INTERESSE: Viñales, Baracoa, Camagüey, Guamá, Sul de Oriente, Costa Sul Central, Arquipélago de Los Canarrecos, Matanzas, Sancti Spiritus, Ciego de Ávila, Las Tunas, Bayano, Guantánamo, Península de Zapata, Trinidad, Playa de Santa Lucia, etc.”

    Author: Redação

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