4 de Fevereiro – Morte de Ernesto Nazaré

Em 1934 morreu o músico Ernesto Nazaré, aos 71 anos, depois de fugir de um hospício, no RJ.

Em 1934 morreu o músico Ernesto Nazaré, aos 71 anos, depois de fugir de um hospício, no RJ.

Nazaré ocupa um lugar único na música brasileira. É considerado o primeiro compositor cuja obra possui características realmente brasileiras, mesmo quando adotava formas importadas como a mazurca, a valsa, a polca e o schottisch. Em 1893, com “Brejeiro”, iniciou-se no gênero conhecido por tango brasileiro, ao qual daria a forma definitiva. Nazaré costumava dizer: “Meus tangos não são maxixes”. Com isso queria chamar a atenção dos pianistas da época para o cuidado com que eram elaborados, como que solicitando interpretações mais preciosas e refinadas

 

Pianista e compositor popular brasileiro, com sofisticada técnica erudita, iniciou sua carreira tocando em lojas de partitura. Famoso no início do século passado como pianeiro (nome dado na época aos profissionais que tocavam nas salas de espera dos cinemas, nos cafés-concerto, bailes e festas familiares), compôs cerca de 200 peças para piano, principalmente valsas, polcas, maxixes e tangos brasileiros, gênero de música totalmente diferente do tango argentino.

 

Nascido no Rio de Janeiro em 1863, era um músico tipicamente carioca, em suas apresentações na sala de espera do cinema Odeon, um dos melhores do Rio de Janeiro naquela época, tocava além de suas composições, Liszt, Beethovenen e Chopin, de quem recebeu forte influência.

 

Compôs sua primeira música, a polca-lundu “Você Bem Sabe”, com apenas 14 anos. Suas principais peças são: Apanhei-te Cavaquinho e Ameno

 

Resedá (polcas); Odeon, Tenebroso, Nenê e Bambino (tangos brasileiros ou maxixes); Confidências e Coração Que Sente (valsas).

 

Morreu no Rio de Janeiro em 1934, afogado na cachoeira dos Ciganos, em Jacarepaguá, três dias depois de fugir da colônia Juliano Moreira, onde havia sido internado para tratamento psiquiátrico.

 

“A verdadeira encarnação da alma musical brasileira” – (Heitor Villa-Lobos)

 

 

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