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	<title>Brasil Cultura &#187; Resultados da pesquisa  &#187;  Literatura Valoriza Cultura Negra</title>
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	<description>O portal da cultura brasileira</description>
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		<title>Festas Incluídas no Calendário Turístico Oficial da Embratur &#8211; Folclore</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 00:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[- Folclore]]></category>
		<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
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		<description><![CDATA[As festas populares e o folclore brasileiro são um dos mais expressivos e ricos do mundo, manifestando-se nas canções, lendas, danças, crendices e na literatura. A mistura das raças e povos na formação da nação brasileira diversifica as festas e os eventos folclóricos em todas as regiões do país.
São tantas as práticas folclóricas brasileiras! Algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/08/datas-folclore.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-9227" title="datas folclore" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/08/datas-folclore.jpg" alt="datas folclore" width="304" height="166" /></a>As festas populares e o folclore brasileiro são um dos mais expressivos e ricos do mundo, manifestando-se nas canções, lendas, danças, crendices e na literatura. A mistura das raças e povos na formação da nação brasileira diversifica as festas e os eventos folclóricos em todas as regiões do país.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">São tantas as práticas folclóricas brasileiras! Algumas chegam a interferir no cotidiano da população. As fases da lua, por exemplo, determinam a época do plantio e da colheita.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Nas regiões Norte e Nordeste do país, o bumba-meu-boi está inserido no calendário cultural. O bumba é uma brincadeira tradicional das festas juninas do Brasil, com personagens vestidos de índios e vaqueiros dançando e cantando ao som de zabumbas, matracas, pandeiros e orquestra .</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O Festival Folclórico de Parintins, uma cidade do estado do Amazonas é o maior espetáculo da região, tendo como motivo a disputa entre dois grupos de bumba-meu-boi. Em Pirenópolis, cidade histórica de Goiás, a festa do Divino Espírito Santo, conhecida como Cavalhadas, lembra a luta de conversão dos mouros ao cristianismo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na Bahia, no Nordeste, o sincretismo religioso é praticado nas festas de Nosso Senhor do Bonfim, com a lavagem das escadarias da igreja, e de Iemanjá, senhora dos ventos e das tempestades que recebe flores em alto mar. Na Região Sul, no estado do Rio Grande do Sul, é forte a tradição dos fandangos, bailes campestres de danças sapateadas ao som de músicas regionais. A Festa de Reis, uma homenagem aos reis magos que anunciam a chegada do Messias, está no calendário de várias regiões do país.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O folclore está presente no teatro, com os autos populares; na música, com as cantigas de roda e de ninar; e na dança, com o frevo, maracatu, maxixe, a folia de Reis e a congada; no vestuário, nos trajes das baianas e dos dançarinos dos maracatus e da chula.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Personagens fantásticos do folclore brasileiro povoam o imaginário popular, como o Saci Pererê, o moleque das pradarias gaúchas que anda numa perna só, o Lobisomen, que se transforma em monstro em noite de lua cheia, e o Boto, que surge das águas amazônicas sob a forma de um belo rapaz para seduzir as mocinhas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em todas as suas manifestações, é evidente a presença do folclore no ambiente brasileiro.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A maior festa popular do Brasil é o Carnaval. A região sudeste para durante três dias em função dos folguedos de Momo, com o deslumbrante e longo desfile das escolas de samba na avenida. Na Região Nordeste, especialmente no Carnaval do estado da Bahia, o que reúne o povo nas ruas são os trios elétricos, invenção baiana, arrastando multidões pelas ruas da cidade.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em contrapartida ao período carnavalesco, na região norte do país, o brasileiro festeja com reverência as festas religiosas. Em Belém, no Pará, cerca de 2 milhões de pessoas participam do Círio, uma procissão de fé que se realiza em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Nas regiões Norte e Nordeste, as festas juninas preservam a cultura interiorana, com cantigas de roda, e a tradicional quadrilha, que é uma sátira aos costumes do roceiro. São também realizados os chamados forrós, bailes populares tradicionais organizados ao redor de fogueiras que ardem e de variadas comidas típicas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No Sul do país, as festas populares revivem os costumes e a cultura do imigrante. A Oktoberfest, festa tradicional da cerveja realizada na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, exibe danças e trajes típicos da Alemanha. No Rio Grande do Sul, dezenas de festas populares homenageiam a arte e a tradição do gaúcho e de seus antepassados europeus.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">JANEIRO<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 1<br />
Ano Novo / Dia Mundial da Paz<br />
Todo o País</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A comemoração da passagem do ano em todo Brasil‚ é feita por milhares de fieis que comparecem à orla marítima, em trajes brancos, simbolizando a paz e oferecendo suas preces à Iemanjá, rainha do mar. Há queima de fogos nas principais praias. A programação litúrgica acontece nas principais cidades com missa solene pela passagem do ano.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 1<br />
Ano Novo / Dia Mundial da Paz<br />
Rio de Janeiro -RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O Ano Novo amanhece com o som dos últimos cantos e preces dos rituais afro-brasileiros ofertando presentes a Iemanjá A passagem do ano é comemorada com  grandiosa queima de fogos de artifício, televisada para todo o Brasil, tendo se tornado um dos espetáculos turísticos do final de ano no Brasil.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 1<br />
Festa de Bom Jesus dos Navegantes<br />
Aracaju &#8211; SE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A mais famosa procissão do Estado percorre todo o estuário do rio Sergipe, seguida de grande número de embarcações. Fogos de artifício e bandas de música alegram à festa.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 1<br />
Procissão Marítima de Ano Novo<br />
Angra dos Reis &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Originariamente criada em homenagem a Nossa Senhora dos Navegantes, essa festa transformou-se em uma grande procissão de barcos onde a tônica é a descontração e o carnaval. Este evento tem início, historicamente,  na praia das Flexas, ilha da Gipóia, terminando na praia do Anil, Centro, onde acontece a premiação dos barcos.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 1 a 6<br />
Festa dos Santos Reis<br />
Carpina &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Carpina está situada a 54 km de Recife Durante o dia, a feira de produtos e comidas típicas movimenta a cidade. À noite, diversos grupos folclórico apresentam Bumba-meu-Boi, Cavalo-Marinho, Pastoris e Marujadas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 1 a 8<br />
Festa do Bom Jesus dos Navegantes<br />
Maceió &#8211; AL</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Grande Procissão de Alagoas, realizada às margens do rio São Francisco, que depois de percorre-lo no trecho alagoano, toma conta das principais ruas de Penedo, (cidade histórica). A apresentação de grupos folclóricos e corais enriquecem as festividades em honra ao Bom Jesus dos Navegantes.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 1 a 15<br />
Encontro Cultural de Laranjeiras<br />
Laranjeiras &#8211; SE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">As igrejas e os ricos casarões testemunham a historia e a riqueza que a cidade já viveu. Situada a 22 km de Aracaju, seu &#8220;encontro&#8221; pretende divulgar a cultura popular do povo sergipano. Apresentação de grupos folclóricos, promoção de cursos, debates e palestras, além de exposições de artesanato, transformam Laranjeiras em um grande centro cultural.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 1 a 31 Data móvel<br />
Buscada de São Gonçalo<br />
Itapissuma &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Colorida Procissão marítimo-fluvial que conduz a imagem do santo de volta a Itapissuma, após uma permanência de oito dias na igreja de Nossa Senhora das Dores, em Nova Cruz-Igarassué, uma das principais cidades históricas do Estado. Grande Shows de lanchas, jangadas e barcos acompanham o trajeto.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 1 a 31<br />
Folia de Reis<br />
Paraty &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Grupos folclóricos saem às ruas do centro histórico, de modo alegre e festivo, cantando e dançando até o dia clarear.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 3 a 6<br />
Festa de Reis ou Festa da Lapinha<br />
Salvador &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa de origem portuguesa, simbolizando a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. A programação é composta de celebração de missas, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha e apresentação de ternos de reis e ranchos.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">4 de Janeiro a 2 de Fevereiro<br />
Festa do Senhor dos Passos<br />
Lençóis &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O culto ao Senhor dos Passos, padroeiro e sincretizado como o caboclo da mina na religião afro, inicia-se no dia 24 quando os adeptos lavam as escadarias da igreja. Entre os dias 23 e 01, a cidade é acordada por uma alvorada de fogos, seguida de apresentações artísticas e folclóricas e é celebrada novena. No último dia é rezada missa seguida de procissão.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 5 a 14<br />
Festa do Bonfim<br />
Salvador &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Lavagem das escadarias da Basílica do Bonfim, com a participação de baianas tipicamente vestidas, que chegam em cortejo, na quinta-feira que antecede o domingo do encerramento. O cortejo das baianas parte da Basílica da Conceição da Praia, no bairro do Comércio, em direção à colina do Bonfim.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 6 a 15<br />
Festa de Santo Amaro<br />
Paripueira &#8211; AL</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Cerimônias religiosas que culminam com a procissão, comidas e bebidas típicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 12 a 21<br />
Festa Pomerana<br />
Pomerode &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O evento chama atenção pela quantidade de atividades, destacando-se os grupos folclóricos de danças, bailes com bandinhas, concursos de licores, geléias, doces e salgados e a oferta da variada gastronomia alemã. Paralelamente, competições típicas alemãs; a feira industrial, comercial e artesanal; exposição de gado leiteiro e torneio leiteiro.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 17 a 20<br />
Festa de São Sebastião (O Vinte de Xapuri)<br />
Xapuri &#8211; AC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A primeira procissão de São Sebastião foi realizada, em 1902, à época do conflito armado entre as tropas bolivianas e seringueiros do Acre. O santo, considerado protetor das guerras e pestes foi invocado para conforto espiritual, tornando-se padroeiro do município. Desde então, há a festa em sua homenagem, com procissão, leilões, feira de artesanato e comidas típicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 20<br />
Festa de São Sebastião<br />
Serra &#8211; ES</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Comemorada há mais de 200 anos, foi incorporada à história do Espírito Santo. Festa religiosa e profana, contém a procissão dos navegantes pelo rio Reis Magos até mar aberto, em seus barcos enfeitados, que trazem o mastro do navio e são recebidos pelas Bandas de Congo que, juntos, partem para a fincada. O mastro é transportado juntamente com o navio de São Sebastião puxado por fiéis até a Igreja dos Reis Magos, onde o mastro é &#8220;fincado&#8221; com a bandeira do Santo ao som das Bandas de Congo.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">24 de Janeiro a 2 de Fevereiro,<br />
Festa de Nossa Senhora da Purificação<br />
Santo Amaro da Purificação &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Antiga festa, precedida de novena, havendo também alvorada de fogos, lavagem do adro da igreja e no último domingo de janeiro missa solene e Procissão. No sábado anterior à lavagem, o trem do Grupo Ecológico Germes parte da estação ferroviária da Calçada, em Salvador, com destino a Santo Amaro.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">27 de Janeiro a 4 de Fevereiro,<br />
Rodeio Crioulo Internacional<br />
Vacaria &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Promovido pelo Centro de Tradições Gaúchas Porteira do Rio Grande, mostra as lides campeiras com apresentação de concursos de laço, gineteada e outras apresentações que refletem a autenticidade das festas do folclore gaúcho.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 15 a 31<br />
Lavagem de Itapuã<br />
Salvador &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Um cortejo composto de baianas, blocos carnavalescos e afoxés parte de Piatã em direção à igreja de Nossa Senhora da Conceição, na praça Dorival Caymmi, no bairro de Itapuã. Neste local é realizada a lavagem das escadarias do templo, com a participação do povo.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Janeiro, 25 a 31<br />
Festa do Bom Jesus dos Navegantes<br />
Propriá &#8211; SE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Grande procissão fluvial, às margens do rio São Francisco, que percorre em seguida as principais ruas da cidade. Apresentação de grupos folclóricos, corais e painéis sobre a cultura nordestina enriquecem as festividades.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">FEVEREIRO<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro &#8211; data móvel<br />
Lavagem da Praia do Forte<br />
Mata de São João &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Apresentação de blocos e batucadas na conhecida praia do litoral norte. Trata-se de uma das inúmeras prévias carnavalescas, realizada numa sexta-feira, antes do carnaval.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, 1 a 15<br />
Festival da Imigração Alemã<br />
Domingos Martins &#8211; ES</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">As características da cultura do  imigrante alemão se destacam com: cenário típico, bailes, bandas, comidas típicas, desfile com alegorias típicas, cultos religiosos, apresentações folclóricas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, 2<br />
Festa de Iemanjá<br />
Salvador &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No lago de Santana, os adeptos do candomblé ,desde as primeiras horas do dia, cantam e dançam chamando o orixá para a festa em frente à “casa de Iemanjá”, junto à praia. Oferendas são colocadas em barcos e levadas para alto-mar, onde é feita a entrega. No bairro do Rio Vermelho, na orla marítima, a festa é comemorada com a participação de milhares de pessoas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, 2<br />
Festa de Nossa Senhora dos Navegantes<br />
Porto Alegre &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Ocorre desde o ano de 1875 e hoje é considerada a maior festa religiosa do Rio Grande do Sul. A imagem de Nossa Senhora dos Navegantes é conduzida em grandiosa procissão após a missa que precede os festejos populares.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval<br />
São Luís &#8211; MA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A cidade vive os dias de folia carnavalesca com bandas, grupos de foliões, tambores de crioula, concursos de tribos e blocos organizados. E, ainda, bailes populares e desfiles nas praças João Lisboa, Deodoro e nas ruas do Sol e Grande além de banho de mar à fantasia, na praia da Ponte d&#8217;Areia e brincadeiras de &#8220;chegança&#8221;, na Fonte do ribeirão.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro data móvel<br />
Carnaval<br />
Parnamirim &#8211; RN</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na praia de Pirangi do Norte, ruas e clubes da cidade faz-se muita folia ao som do trio elétrico que anima os desfiles de blocos carnavalescos e de índios, troças e bandas, com destaque para as do Cajueiro e das Virgens da Noite, nos fins-de-semanas que antecedem o carnaval, frevo, suingue, rodas de samba, batucadas etc.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel.<br />
Carnaval<br />
João Pessoa &#8211; PB</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Toda a orla marítima é iluminada com temas, que variam ano após ano, onde os trios elétricos, escolas de samba, tribos indígenas e os eternos foliões revivem, com euforia, os velhos carnavais. O desfile oficial, na praia de Tambaú, e o projeto Folia de Rua contribuem para o brilho da festa. Muitos outros municípios paraibanos comemoram o período, com trios, bandas e blocos, durante o dia e bailes, desfiles e concursos à noite.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval<br />
Maceió &#8211; AL</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O animado carnaval de Alagoas conta com apresentação de blocos, bandas, trios elétricos e desfiles de barcos. Realizado na orla marítima, tem início na praia de Pajuçara e continua em Paripueira, onde os camarotes são montados à beira mar. Em Barra de São Miguel, com o famoso desfile de escunas, e em Maragogi com apresentações de orquestras de frevo.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval<br />
Vários Municípios &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Os sons dos trios elétricos (surgidos em 1950) determinaram grandes mudanças no Carnaval da Bahia, atraindo multidões eufóricas, atrás de sua magia. Além dos trios, blocos afro e indígenas, afoxés e batucadas contagiam as praças e as ruas. A folia se completa nos bairros da Barra, Ondina, Liberdade e Itapuã. Em Salvador, o evento inicia-se na sexta feira e, a partir de 1991, prolonga-se até‚ quarta-feira de cinzas. Em 1992, pela primeira vez, o carnaval de Salvador estendeu-se até o bairro de Olinda, onde se encontram localizados muitos hotéis. Nos últimos anos alguns municípios como Ilhéus, Itabuna, Juazeiro e Cruz das Almas, entre outros, têm antecipado este evento (divulgação de data no início do ano). Em Porto Seguro, o carnaval tem crescido a cada ano, sendo um dos mais animados do Estado.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval<br />
Vários Municípios &#8211; MG</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Os festejos carnavalescos também são atrações em várias cidades mineiras &#8211; Ouro Preto, Diamantina, Poços de Caldas, Lagoa da Prata, São João del Rey, Sabará e Pirapora. Nelas há desfiles de escolas de samba e blocos carnavalescos, bailes em clubes e carnaval de rua. Em Belo Horizonte, o “Carnaval Prapular” dura sete dias, com entrega da chave da cidade ao Rei Momo.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval<br />
Rio de Janeiro &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No Rio de Janeiro, a partir de l885, surgiu o desfile de carros alegóricos, de blocos e cordões, que deram origem aos ranchos, blocos de embalo e escolas de samba. Destas, a primeira foi a &#8220;Deixa Falar&#8221;, em l928. A partir daí, o carnaval carioca passou a ter como ponto alto os desfiles das escolas de samba que, desde l984, com a inauguração da avenida dos desfiles &#8211; o &#8220;Sambódromo&#8221;, passou a ter espaço próprio.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro s/d<br />
Desfile das Escolas de Samba Campeãs do Carnaval<br />
Rio de Janeiro &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Encerrando os festejos de momo, as escolas de samba e os blocos campeões se apresentam na &#8220;passarela do samba&#8221;, envolvidos pela alegria e empolgação da conquista do primeiro lugar.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A alegria do carnaval se espalha pela cidade, animando os bailes dos clubes de bairros, os concursos e  desfiles de fantasias e as escolas de samba.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval<br />
Campo Grande &#8211; MS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Comemorado em Campo Grande com a realização de bailes populares nos bairros e centro da cidade, concurso de Rei Momo e Rainha do Carnaval, concurso de fantasias e desfile de blocos e escolas de samba.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval<br />
Brasília &#8211; DF</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Brasília realiza na Esplanada dos Ministérios o Carnaval de todos os ritmos, reunindo a grande variedade de manifestações carnavalescas de norte a sul do Brasil &#8211; do samba carioca ao trio elétrico da Bahia, passando pelo frevo pernambucano e os grupos de afoxé.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval Amazonense<br />
Manaus &#8211; AM</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Toda a cidade entra no período momesco, em clima de euforia e contentamento para apresentar o samba no pé. Animados bailes nos clubes e o grande desfile das escolas de samba são realizados no sábado de Carnaval.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval de Conceição da Barra<br />
Conceição da Barra &#8211; ES</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Grande carnaval do Espírito Santo. Reúne vários artistas nacionais. Trios elétricos e bandas de carnaval transformam a cidade, atraindo turistas de toda a parte.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Carnaval Pantaneiro<br />
Vários Municípios de Mato Grosso &#8211; MT</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa popular de grande alcance, envolvendo turistas do Estado de Mato Grosso e a participação de mais de dez mil pessoas. Apresentação de desfiles de escolas de sambas, blocos e concursos, com som ao vivo de banda e trios elétricos.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
CRATOTOFOLIA (Festejos Mominos)<br />
Crato &#8211; CE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Cratofolia é o nome que leva os festejos carnavalescos na cidade do Crato-CE. Inicia-se com o famoso desfile da &#8220;Virgens&#8221; pelas ruas da cidade e à noite acontece o Baile do Hawai no Clube Granjeiro. A partir do sábado de carnaval acontecem bailes carnavalescos, concursos de melhor folião, melhor bloco, o &#8220;Carnaval&#8221; de desfile de carroças puxadas por animais e enfeitadas e o grande desfile das Escolas de Samba da Liga das Escolas do Crato.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel.<br />
Carnaval<br />
Vários Municípios &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">As ruas são abertas para o povo e para o frevo. Agremiações famosas como Vassourinhas, Elefante, Pitombeira e bandas de São José‚ desfilam pelas ruas de Recife e Olinda. Nos municípios de Caruaru, Vitória de Santo Antão, Pau- d&#8217;Alho, Paulista, Avança, Barreiros, Palmares, Goiana e na ilha de Itamaracá a animação também é transbordante. Inúmeras prévias carnavalescas em clubes sociais. Em Recife, a “Noite dos Tambores Silenciosos” conta com a presença de diversos maracatus existentes no Estado. Em Boa Viagem, os trios elétricos e os desfiles de blocos animam todas as noites a avenida. O “Galo da Madrugada” abre o carnaval do Recife ao raiar do sábado de Zé Pereira, arrastando multidões. Em Olinda, o desfile das “Virgens do Bairro Novo” inicia o carnaval da cidade, que só termina na quarta-feira de cinzas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, 8<br />
Buscada de Nossa Senhora do Pilar<br />
Ilha de Itamaracá &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Procissão marítima que acontece nas praias de Jaguaribe e Pilar acompanhada por centenas de barcos de pesca e recreio, levando a imagem da padroeira Nossa Senhora do Pilar, da Igreja de São Paulo para a Igreja de Nossa Senhora do Pilar. Apresentações folclóricas como a Ciranda, Bumba-meu-boi, e Banda de Pífaros e barracas com gastronomia típica.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, data móvel<br />
Festa Nacional da Uva<br />
Caxias do Sul &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O evento tem por objetivo promover os costumes da região dos vinhedos habitada por descendentes de italianos e que é um dos pólos industriais do Rio Grande do Sul. Tem como atrações: distribuição, degustação e exposição de uvas; gastronomia típica da região; espetáculos teatrais e &#8220;corso alegórico&#8221; mostrando a historia da imigração italiana, além de outras que contribuem para fazer deste um grande evento do verão gaúcho.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Fevereiro, 18<br />
Baile de Carnaval da Terceira Idade<br />
Brasília &#8211; DF</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Com repercussão e reflexo em vários estados, é o momento altamente significativo de revigoração e reintegração dos idosos na comunidade.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">MARÇO<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Março, 5 a 9<br />
Rodeio Nacional Campo dos Bugres<br />
Caxias do Sul &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Participantes de todo o Brasil afluem ao município para as provas de tiro, de laço, gineteadas, invernadas artísticas, trovas, declamações e gaita.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Março, 6 a 9<br />
Festa Nacional de Atiradores &#8211; Fenatiro<br />
Joinville &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A festa foi criada para reavivar um costume trazido ao Brasil pelos imigrantes europeus, inicialmente com objetivos de defesa e sobrevivência. Mais tarde, tornou-se esporte favorito dos descendentes germânicos, tendo sido fundadas diversas sociedades de tiro ao alvo na cidade. Apresenta várias modalidades e conta com a participação de atiradores de todo o país. Diariamente, há desfiles nas ruas com distribuição gratuita de chope.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Março, 7 a 9<br />
Festa da Maior Idade / Semana da Serenata<br />
Piúma &#8211; ES</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa que reúne pessoas idosas de todo o Brasil. Apresentação de shows, bingos, caminhadas entre outras atividades.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Marco/Abril<br />
Drama da Paixão de Cristo<br />
Brejo da Madre de Deus &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em Fazenda Nova, a 180 km de Recife, zona do agreste pernambucano, ergue-se a fantástica cidade-teatro Nova Jerusalém, cercada por muralhas de pedras, contendo nove palcos-platéias, ocupando uma área de setenta mil metros quadrados. Nessa cidade-teatro 50 atores locais e 500 figurantes revivem o Drama da Paixão de Cristo, em sessenta cenas, com apresentações diárias durante o período da Semana Santa. Além da linha regular, saem “ônibus especiais de Recife e de outros centros urbanos para o local nos dias do evento.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Março, 23 a 30<br />
Semana Santa<br />
Vários Municípios &#8211; MG</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">As cerimônias da Semana Santa estão presentes em todas as cidades mineiras, mas especialmente nas cidades históricas. Os costumes remontam o Brasil-Colônia, presentes nas procissões, na música barroca e nas celebrações para-litúrgicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Marco/Abril<br />
Semana Santa de Oeiras<br />
Oeiras &#8211; PI</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Celebração da Semana Santa, com procissões e representação das cenas da paixão de Cristo, pelos paroquianos, devidamente caracterizados.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Março/Abri<br />
Semana Santa<br />
Vários Municípios &#8211; PB</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em algumas cidades paraibanas, tais como Cabedelo, Alagoas Nova, Cuité, Pilões e São Mamede, a paixão de Cristo é encenada pelas comunidades e por artistas locais.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Março / Abril<br />
Semana Santa em Goiás<br />
Goiás &#8211; GO</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A Procissão do Fogaréu se dá na Quarta-feira das Trevas quando os farricocos, com suas longas túnicas e capuzes cônicos saem pelas ruas, carregando tochas de fogo, enquanto todas as luzes elétricas se encontram apagadas, representando a busca de Cristo para a sua prisão. Na Quinta-Feira Santa, Missa do Lava-Pés, que repete o gesto de humildade de Cristo. Na Sexta-Feira da paixão, apresentação teatral ao ar livre, quando o corpo de Jesus Cristo desce da cruz, amparado por sua mãe, Maria. Segue-se a procissão do Enterro.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Março/ Abril<br />
Auto da Paixão<br />
Rio de Janeiro &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Encenação teatral da Paixão de Cristo, representada por atores de teatro e televisão, na Sexta-Feira Santa, nos arcos da Lapa, antigo aqueduto carioca construído na primeira metade do século XVIII. Promovida pela Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Março/ Abril<br />
Paixão de Cristo<br />
Mucajai &#8211; RR</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Espetáculo realizado ao ar livre, de caráter religioso representado por pessoas da própria comunidade.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Março/ Abril<br />
Semana Santa<br />
Paraty &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Revivendo a morte e ressurreição de Cristo, as celebrações começam na quinta feira santa com a procissão do Fogaréu: a cidade, às escuras, simboliza a prisão de Cristo, iluminada por tochas carregadas pelo povo. Na Sexta-Feira Santa a procissão do encontro sai com as imagens de Cristo e Nossa Senhora, que percorrem trajetos distintos e encontram-se em frente à igreja de Santa Rita. À noite, a cerimônia da descida do calvário e a procissão do enterro completam as comemorações do dia.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Março/Abril<br />
Semana Santa e Festa de São Benedito<br />
Angra dos Reis &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Evento secular no município, apresenta uma série de rituais ao longo da semana, em missas, procissões e cultos. Na segunda-feira após o Domingo de Páscoa, realiza-se a festa de São Benedito, a maior festa religiosa, devido ao tamanho e antigüidade de sua Irmandade.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Março, 29 a Maio, 31<br />
Micareta (Carnaval fora de época)<br />
Vários Municípios &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa popular, nos moldes do carnaval, realizada em datas móveis, diferentes em cada cidade. As principais são em Feira de Santana, Alagoinha, Itaberaba, Jequi, Valença e Vitória da Conquista.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Data móvel<br />
Festa de Malhação de Judas<br />
Crato &#8211; CE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa centenária, que se realiza nas ruas da cidade com um desfile do boneco judas montado em burro. Acompanham o cortejo bandas, bandeiras coloridas, fogos e uma multidão, que assiste a malhação (explosão do boneco) de judas. É servida uma panelada &#8211; prato típico da região -  ao público.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Data Móvel<br />
Semana Santa de Canela<br />
Canela &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Evento que põe em cena a religiosidade da Semana Santa através da dança, música e teatro, em espetáculo de multivisão, com efeitos especiais de luz, som e fogos.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Março, 31 a Abril, 7<br />
Festa da Pitomba / Festa de Nossa Senhora dos Prazeres<br />
Jaboatão dos Guararapes &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Este festejo é realizado desde o século XVII, nos montes Guararapes, atualmente Parque Histórico Nacional, a 20 km de Recife. Há missa em louvor à santa em agradecimento à vitoria dos pernambucanos contra os invasores holandeses. Fora da igreja, espalham-se barracas que vendem comidas e bebidas típicas, com destaque para o suculento fruto da pitomba. Jaboatão dos Guararapes foi palco de algumas das mais decisivas batalhas contra os holandeses invasores.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">ABRIL<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 1 a 7<br />
Hanamatsuri<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Também conhecida como festejo das flores por evocar o jardim florido onde ocorreu o nascimento de Buda. Chá adoçado é oferecido, gratuitamente, ao público. É encerrada com procissão dos adeptos da religião budista.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Via Sacra de Planaltina<br />
Planaltina &#8211; DF</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Encenação religiosa das quatorze estações da via sacra vivida pela comunidade local na Sexta-Feira Santa, através de uma procissão até o alto do morro da Capelinha, onde termina com a crucificação e ressurreição do Cristo.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 7<br />
Festa de Nossa Senhora da Penha<br />
Vila Velha &#8211; ES</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Devoção trazida para o Brasil pelo frade espanhol Pedro Palácio, em meados do século XVI, com a instalação de uma ermida no alto de um penhasco em homenagem à santa. Hoje, a festa reúne milhares de fiéis em romaria ao secular convento construído por monges franciscanos, com a ajuda de índios e mamelucos. Nas proximidades do convento, produtos típicos de artesanato e da gastronomia capixaba são comercializados.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 11 a 21<br />
Festa das Tradições da Ilha<br />
São Francisco do Sul &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A FESTILHA &#8211; Festas das Tradições da Ilha, procura resgatar importantes detalhes e fatos da história de São Francisco do Sul. Acontece todos os anos na mais antiga ilha: a Babitonga. Neste período ela se transforma em um imenso palco vivo, com apresentações de grupos folclóricos como o Vilão, Boi-de-Mamão, Pau-de-Fitas e outros. Danças ao ar livre: barraquinhas, iguarias do mar; artesanatos; passeios de bandas, serestas, são algumas das atrações da FESTILHA.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 15 a 30<br />
Festa do Açaí<br />
Codajás &#8211; AM</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Apresentações de danças folclóricas, desfile de carros com candidatas à Rainha do Açaí e bandas locais animam a festa. Criada para incentivar o cultivo do açaí e divulgar o município como maior produtor do Estado. Na ocasião, o vinho de açaí é servido gratuitamente a todos os presentes.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 21 a 28<br />
Semana da Inconfidência<br />
Ouro Preto &#8211; MG</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">As cerimônias em homenagem ao mártir da inconfidência são iniciadas em Tiradentes com a saída do fogo-símbolo rumo a Ouro Preto, onde, no dia 21 de abril, é acesa a pira da liberdade. Nesta data, a capital de Minas é transferida simbolicamente para Ouro Preto, onde são entregues as medalhas da inconfidência e realizadas apresentações culturais e de lazer.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 22 a 26<br />
Festa do Descobrimento do Brasil e da Celebração da 1a. Missa<br />
Porto Seguro &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O evento rememora o descobrimento do Brasil, em 1500, em Porto Seguro, palco inicial da colonização portuguesa no Brasil, ao mesmo tempo em que revive a celebração da primeira missa no Brasil. Celebra-se missa campal, em frente à praia, no marco do descobrimento, precedida do traslado da imagem de Nossa Senhora do Brasil até o local da cerimônia.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 25 a 27<br />
Festa do Cupuaçu<br />
Presidente Figueiredo &#8211; AM</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Três dias de festa movimentam o município de Presidente Figueiredo. Em plena safra do cupuaçu, tem-se a oportunidade de saborear bebidas e doces feitos com o fruto, além de admirar várias exposições de trabalhos artesanais. Há apresentações de grupos musicais e a escolha da Rainha do Cupuaçu dá  toque festivo ao evento.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 26 a Maio, 1<br />
Campereada Internacional<br />
Sant&#8217; Ana do Livramento &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dentro da programação da Campereada Internacional, incluem-se várias provas campeiras, demonstrações das lidas e costumes tradicionais do gaúcho, feira de artesanato, além de shows artísticos com artistas locais, nacionais e internacionais.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 29 a Maio, 1<br />
Festival Nacional de Jericos<br />
Panelas &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Foi criado para promover entretenimento e lazer do trabalhador, no dia que lhe é dedicado e para valorizar e preservar a raça asinina, de imenso valor nas atividades do campo do Nordeste. Apresentações folclóricas, barracas com comidas e bebidas típicas acompanham uma animada corrida de jericos onde alguns estão originalmente ornados como para touradas, sendo animada com shows e apresentações de artistas ligados a agropecuária.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Abril, 30 a Maio, 4<br />
Festa do Peão Boiadeiro<br />
Aparecida do Taboado &#8211; MS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">De grande repercussão, a festa reúne peões de todo o Brasil com apresentações de rodeios, concurso de montaria, entre outras especialidades. Comidas e bebidas típicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">MAIO<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">1 de Maio a 31<br />
Festa de Casaluce<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em todos os finais de semana do período, realiza-se a festa ao ar livre. No Brás, são montadas barracas para a venda de produtos italianos. Há shows e uma grandiosa procissão, percorrendo as ruas do bairro.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Festa do Divino<br />
Natividade &#8211; TO</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa religiosa na igreja matriz de Nossa Senhora da Natividade. Originou-se no século XII, sendo introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses, no século XVI. Em Natividade, incorporou-se à cultura local, adquirindo características próprias. Os festejos do Divino têm seu ponto culminante com a realização de duas grandes festas de despedida: a do Imperador e a do Capitão do Mastro.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Festa do Divino Espírito Santo<br />
Paraty &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa religiosa introduzida no Brasil no século XVI e que ainda hoje se manifesta nas cidades brasileiras. Em Paraty, cidade histórica elevada à categoria de &#8220;patrimônio nacional&#8221;, a festa representa uma mistura de fé profunda e uma poética ingenuidade cantada nos versos simples da Folia do Divino. Há apresentação de danças folclóricas, bandas de música, exposições, procissões e quermesse.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Festa do Divino Espírito Santo &#8211; Cavalhadas<br />
Pirenópolis &#8211; GO</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A Festa do Divino em Pirenópolis é um mesclado de várias manifestações folclóricas: contradanças, catiras e folias (rural e urbana). O ponto culminante são as Cavalhadas &#8211; Representação da batalha entre mouros e cristãos, com cavaleiros vestidos ricamente com roupas de época. Além disso há a Alvorada, os Mascarados e a peça teatral &#8220;As Pastorinhas&#8221;. Há, ainda a parte religiosa da festa que são as novenas, missas, procissões e os reinados de são Benedito e Nossa Senhora do Rosário.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Maio, 1 a 31<br />
Festa do Tomate<br />
Paty do Alferes &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Como principal produto da região, o tomate é apresentado através de concurso de culinária e o doce de tomate é vendido durante a festa. Acontecem, paralelamente, shows musicais, concurso hípico, rainha da festa e outras atrações.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Maio, Data móvel<br />
Festa Nacional do Milho<br />
Patos de Minas &#8211; MG</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Uma das festas mais populares do interior de Minas Gerais, inclui seminários, festival de pratos típicos a base de milho, palestras técnicas, shows, rodeios, leilões e desfiles.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Maio, 1 a 31<br />
Vaquejada de Macaíba<br />
Macaíba &#8211; RN</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Manifestação popular de grande repercussão em todo o Nordeste. O espetáculo da reunião de vaqueiros com rodeio realiza-se no sábado pela manhã e a entrega de prêmios e troféus acontece na noite de domingo, acompanhada de um grande show folclórico.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Festa do Divino Espírito Santo<br />
Alcântara &#8211; MA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na cidade-monumento nacional, uma das mais importantes festas profano-religiosas do Estado, comemora a descida do Divino Espírito Santo sobre os apóstolos. De origem portuguesa, revivida com a presença do imperador ou imperatriz e sua corte, acompanhada das &#8220;caixeiras&#8221; e &#8220;bandeireiras&#8221;, que precedem e anunciam a passagem do séquito. Durante os festejos, ocorrem levantamento de mastro, missas e cortejo.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Festa do Divino Espírito Santo<br />
São Lourenço do Sul &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A única festa do gênero no sul do Estado, herança cultural dos colonizadores luso-açorianos. Consistindo de novenas, baile, procissão e apresentações artísticas e a missa matinal com a bênção do pároco sobre todos os alimentos a serem consumidos, consagra-se o espirito de louvação e fraternidade da festa.<br />
 <br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Festa de Corpus Christi<br />
Castelo &#8211; ES</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Os tapetes são preparados por toda a comunidade com extensão de 1.200m compostos de 11 passadeiras e 11 quadros confeccionados com flores, pedras moídas e coloridas, folhas, palha de café e arroz, pó de pneu etc..<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Maio, 28 a 31<br />
Festitalia<br />
Blumenau &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Para homenagear os descendentes de italianos, que em Blumenau correspondem a uma considerável fatia da população, a prefeitura municipal e a secretaria de turismo realizam a festa do folclore ítalo-brasileiro de Santa Catarina, que reúne a comunidade &#8220;oriundi&#8221; e homenageia seus costumes, dança, música, principalmente a romântica, e gastronomia.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Corpus Christi<br />
Cabo Frio &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A comunidade local ornamenta parte da avenida Assunção com tapetes de sal grosso com motivos religiosos, ecológicos e da campanha da fraternidade. No fim da tarde, a procissão parte da igreja matriz, percorrendo toda área ornamental, havendo, na volta, uma missa campal em frente à igreja. Shows e barraquinhas de doces na praça Porto Rocha.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">31 de Maio a 9 de Junho,<br />
Festa Nacional do Pinhão<br />
Lages &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa gastronômica, em que é apresentada uma variedade de pratos da culinária típica serrana, seguida de concursos e apresentação de artesanato em couro e madeira. Paralelamente à festa, ocorre a Sapecada da Canção Nativa.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Corpus Christi<br />
Paraty &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A cada ano a celebração da missa é feita em um bairro, de onde sai a Procissão pelas ruas da cidade, cuidadosamente enfeitada com tapetes, arranjos com plantas e outros enfeites. Em Paraty, monumento histórico nacional, a festa é mantida com grande rigor litúrgico. O encerramento é celebrado dentro da igreja matriz.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Corpus Christi<br />
Vários Municípios &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">As ruas e praças centrais de São Manoel, Matão e Ibitinga são ricamente decoradas com componentes minerais agregados a anilina e outras substâncias as quais, amoldadas, formam desenhos religiosos múltiplos refletindo o esplendor de todo trabalho artístico da arte sacra popular, atapetando as ruas centrais para a passagem da procissão de Corpus Christi.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Carnabelô<br />
Belo Horizonte &#8211; MG</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na semana do feriado de Corpus Christi realiza-se o &#8220;Carnaval Temporão&#8221; na Av. Afonso Pena, onde são montados camarotes e arquibancadas para desfiles de trios elétricos e blocos carnavalescos. O CARNABELÔ atrai milhares de turistas brasileiros e estrangeiros para Belo Horizonte.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">JUNHO<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 1 a 13<br />
Festa de Santo Antônio de Borba<br />
Borba &#8211; AM</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">As manifestações de fé ocorrem desde o século XVII introduzidas pelos padres jesuítas. São rezadas trezenas ao entardecer, um dos momentos mais marcantes da festa.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 1 a 15<br />
Festival Folclórico de Tefé<br />
Tefé &#8211; AM</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Durante nove dias, grupos folclóricos do médio Solimões apresentam as belíssimas danças e lendas amazônicas, que enfocam tanto a riqueza da cultura popular, quanto a preocupação do caboclo em preservar a flora e a fauna locais. Uma atração a mais é a famosa &#8220;Dança do Cacetinho&#8221;.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 1 a 29<br />
Festejos Juninos<br />
São Luís &#8211; MA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Consideradas uma das maiores festas populares do Estado, os festejos juninos são realizados em todo o Maranhão. Em São Luís, a festa acontece em todos os bairros e reúne as manifestações folclóricas em destaque para o Bumba-meu-Boi nos três “sotaques”: matraca, orquestra e zabumba.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, Data móvel<br />
Festa dos Estados<br />
Brasília &#8211; DF</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Antes denominada Festa do Candango, esta festa, de caráter beneficente, apresenta produtos típicos dos estados brasileiros. Tem como objetivo principal promover o congraçamento dos brasilienses descendentes de oriundos de diferentes regiões do Brasil.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 1 a 30<br />
Festejos Juninos<br />
Vários Municípios &#8211; CE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa de transição no nordeste brasileiro. Os festejos ocorrem durante todo o mês de junho em várias localidades. Em Fortaleza o Festival de Quadrilhas, fogos de artifícios, danças, como o xote e a valsa do maxixe animam a festa. Apresentação de artistas populares (Crato), Festa do Pula Fogueira (Quixadá), Festa do Chitão (Cedro), barraquinhas de comidas e bebidas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 1 a 30<br />
Festejos Juninos<br />
Natal &#8211; RN</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Bandas de música, artistas locais, festival de quadrilhas e arraiais, espalhados pela cidade toda iluminada e decorada, revivem estes festejos.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 1 a 30<br />
Festejos Juninos<br />
Vários Municípios &#8211; SE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Maior festa popular de Sergipe, os festejos juninos são realizados em todo o Estado: Aracaju, Capela, Estância, Areia Branca, Cristinápolis, Pirambu, etc.. As praças se transformam em um enorme arraial com bandas de músicas, artistas, concursos, comidas e bebidas típicas com grande animação.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 1 a 30<br />
O Maior São João do Mundo<br />
Campina Grande &#8211; PB</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Durante todo o mês de junho, Campina Grande recebe milhares de visitantes vindos de todos os cantos do país e do exterior. No Parque do Povo, uma espécie de arraial gigante, se forma e as brincadeiras das festas juninas são revividas e convivem em harmonia com o que há de mais moderno em matéria de som, luzes e cores.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 1 a 30<br />
O Maior São João do Mundo<br />
Caruaru &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O “maior forró do mundo”, “o maior cuscuz do mundo”, “as maiores quadrilhas do mundo” e a “maior fogueira do mundo” estão em Caruaru, com uma cidade cenográfica construída especialmente para a festa. O trem do forró, que sai de Recife todos os dias em direção a Caruaru é outra das atrações.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, Data móvel<br />
Festa de São Vito Mártir<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Uma festa revivida todos os anos pelos italianos do Brás, a festa realiza-se nos finais de semana com quermesses aos sábados e domingos. O dia 15 de junho é consagrado ao santo, cuja devoção foi trazida da cidade de Polignano a Mare, província de Bari, Itália.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Móvel<br />
Corpus Christi<br />
Brasília &#8211; DF</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Procissão pela Esplanada dos Ministérios, que se realiza após a missa solene celebrada ao ar livre, em área próxima à Catedral Metropolitana de Brasília, com a participação de aproximadamente quatro mil pessoas. Os fiéis confeccionam símbolos litúrgicos com flores e serragens, formando um longo tapete por onde passa o Santíssimo Sacramento.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 12 a 29<br />
Ciclo Junino<br />
Vários Municípios &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em junho, as noites pernambucanas tornam-se mais alegres e iluminadas por fogueiras, fogos de artifícios e balões coloridos. Em todo o Estado acontecem comemorações religiosas ou populares homenageando os santos da época. Destacam-se no período: Santo Antônio (dia 13)- Recife; festa de São João e festa dos Bacamarteiros (dia 24)-Caruaru; procissões do Acorda- Povo/Bandeira de São João (dia 23)-Recife; festa do pescador (dia 29) &#8211; Goiana e procissões marítimas em homenagem a São Pedro em várias cidade litorâneas.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 13 a 15<br />
Cavalhada de Santo Antônio e São Sebastião<br />
Mateus Leme &#8211; MG</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Evento em homenagem a Santo Antonio e São Sebastião, retratando a luta entre mouros e cristãos, durante a Idade Média. Dois grupos de 12 cavaleiros cada encenam fatos e batalhas ocorridos durante o reinado de Carlos Magno, na França. Finda a luta, os grupos selam a paz praticando o jogo da tirada das argolas. Paralelamente, acontecem missas, procissões, barraquinhas, queima de fogos e shows musicais.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 13 a 30<br />
Festival Folclórico de Parintins<br />
Parintins &#8211; AM</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Apresentando um rico folclore e mantendo um costume cuidadosamente, pássaros, tribos, danças e pastoris fazem um espetáculo colorido e criativo. As presenças mais marcantes na preferência do público são o &#8220;Caprichoso&#8221; e o &#8220;Garantido&#8221;, bois-bumbá reconhecidos através de suas cores diferenciadas capazes de dividir a multidão em duas torcidas vibrantes. Durante dias, os habitantes do local revivem personagens místicos, usando alegorias das mais diversas lendas amazônicas, em local exclusivamente construído para a representação.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 14 a 29<br />
Encontro Nacional de Folguedos<br />
Teresina &#8211; PI</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">É considerado o maior evento cultural/popular do Piauí. Consta de apresentação de &#8220;quadrilhas&#8221;, bandas de música e de manifestações folclóricas como bois, reisado, cavalo piancó, tambor de crioula etc. e, também, muita música, comidas e bebidas típicas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 15 a 29<br />
Festejos Juninos<br />
Vários Municípios &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em Salvador, é realizado o “Arraiá da Capitá”, no parque de exposições, com apresentações de quadrilhas, violeiros, repentistas e artistas nordestinos de renome nacional. São João (dias 23 e 24), padroeiro de alguns municípios baianos, tais como Barreiras e Mucugé é comemorado com novena, missa solene e procissão. As festas mais animadas são em Cachoeira, Cruz das Almas e Senhor do Bonfim. Em todos, comidas e bebidas juninas.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 15 a 30<br />
Festa de São Benedito<br />
Cuiabá &#8211; MT</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Manifestação religiosa cultuada pelos escravos desde 1718, época da fundação de Cuiabá, em devoção ao santo negro, padroeiro da cidade. Durante os festejos, shows de danças folclóricas como o siriri, cururu, congo, boi-a-serra e dança do mascarado, além de farta distribuição de guloseimas da culinária cuiabana.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 15 a 30<br />
Festa de São Benedito<br />
Vila Bela da SS. Trindade &#8211; MT</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Abre o período conhecido pela população local como &#8220;festança&#8221;. É uma manifestação de origem afro-brasileira, que mantém a cultura dos negros que vieram para Mato Grosso para trabalhar nas minas, na lavoura e nas atividades manufatureiras e domésticas. O destaque da festa é a dança do congo.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 15 a 30<br />
Festival de Quadrilhas e Bois-Bumbá<br />
Porto Velho &#8211; RO</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Visando revitalizar e preservar as manifestações folclóricas do ciclo junino, o Arraial Flor de Maracujá apresenta quadrilhas e bois-bumbá com a participação da população local. Durante as festividades, há venda de comidas típicas e concursos com premiação.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 15 a 30<br />
Semana Portuguesa<br />
São Luís &#8211; MA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O evento, realizado anualmente, conta com a participação da numerosa colônia portuguesa local e a população maranhense. A programação consta de várias atrações como folclore, arte, música e culinária de Portugal. Comidas e bebidas típicas dão um toque especial à festa.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 21 a 24<br />
Festa de São João<br />
Corumbá &#8211; MS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">São quatro dias de festas com barracas típicas, quadrilhas e o banho de São João no Rio Paraguai. O santo é carregado até o rio com cantigas e danças típicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 23 a Julho<br />
Festa de Nossa Senhora da Piedade<br />
Macapá &#8211; AP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No distrito de Igarapé do Lago, honrarias à santa com alvorada, missa e procissão fluvial. A famosa cerimônia do batuque, ponto máximo da festa, se inicia com o canto em louvor à Nossa Senhora. Na última noite, realizam-se baile e espetáculo pirotécnico. Além da programação oficial, há passeios de barco pelo igarapé, pesca e outros passeios em terra, pelos campos, em contato com a paisagem natural que circunda a vila.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 24 a 30<br />
Arraial do Parque Anauá<br />
Boa Vista &#8211; RR</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O &#8220;grande arraial&#8221; tem como objetivo mostrar ao público as manifestações populares com comidas típicas, concursos de quadrilhas, rainha caipira e de sanfoneiros; apresentação de grupos folclóricos, shows musicais e grande forró.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 28<br />
Festa do Colono Alemão &#8211; &#8220;Bauernfest&#8221;<br />
Petrópolis &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Comemora a chegada dos primeiros colonos alemães em Petrópolis, em 29 de junho de l845. O Palácio de Cristal recebe uma decoração idêntica a de um burgo alemão. As atrações começam pelo grande desfile de abertura pelas ruas da cidade; os festejos são animados por bandas típicas com concurso de chope a metro, não esquecendo a culinária alemã.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 29<br />
Procissão Fluvial de São Pedro<br />
Manaus &#8211; AM</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Famosa procissão fluvial percorre a bacia do rio Negro, homenageando o padroeiro dos pescadores. A imagem de São Pedro é conduzida na corveta da Marinha, seguida de barcos a motor e canoas enfeitadas com alegorias de São Pedro, que concorrem em três categorias: barcos de recreio e turísticos, barcos de pesca e a melhor deslizadeira.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Junho, 29<br />
Procissão Fluvial de São Pedro<br />
Porto Velho &#8211; RO</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A associação de pescadores local organiza a procissão para reverenciar seu padroeiro. Barcos decorados e animados por uma banda de música seguem o percurso fluvial até o porto &#8220;Cai n’água&#8221;, no rio Madeira, onde fiéis aguardam a imagem para levá-la à sua igreja e rezar missa.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">JULHO<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 1 a 15<br />
Festa do Morro (Louvor à SS. Trindade e Adoração à Lua)<br />
Pirenópolis &#8211; GO</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O povo pirenopolino dirige-se ao morro, na primeira lua cheia do mês de julho, para adorar a lua, em louvor à Santíssima Trindade. Na capela, que se situa no seu pico, há celebração de missas, batizados etc. A região do morro dos Pirineus, localizada a 18 km da cidade, é formada por três picos de 1.385m de altitude e‚ ornamentada por uma flora exótica. Foi assim batizada pela semelhança aos Pirineus francês e espanhol.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, Móvel<br />
Festa do Divino<br />
Diamantina &#8211; MG</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa religiosa e folclórica em louvor ao Espírito Santo. Os festejos incluem cortejo com participantes em trajes de época do império, alvorada, missa e espetáculo de fogos de artifício.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 1 a 31 Data móvel<br />
Festa do Sairé<br />
Santarém &#8211; PA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festejos sacros e profanos mesclam-se na Festa do Sairé &#8211; espécie de estandarte &#8211; que incluem a procissão do Divino com figurantes evocando a justiça, carregando bandeiras e varinhas enfeitadas, além de rufadores de caixas, levantamento de mastros enfeitados, ladainha e apresentações folclóricas de danças locais. O encerramento se dá com um grande almoço &#8211; cecuiara &#8211; oferecido pelos juizes aos participantes, no barracão do Sairé. O evento realiza-se na vila de Alter do Chão, enseada rodeada de praias, distante 30 km de Santarém.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 1 a 31<br />
Festa Nacional do Kiwi<br />
Farroupilha &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Comemora Farroupilha como pólo difusor do kiwi. O evento, também introduz a cultura ítalo-brasileira, além de ser uma importante alternativa econômica. A feira mostra a pujança industrial do município e sua importância no cenário nacional. As indústrias, na sua maioria de malhas, confecções e calçados, comercializam seus produtos durante a festa, diretamente ao consumidor.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 1 a 31<br />
Julifest &#8211; Festa das Nações<br />
Balneário Camboriú &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Vários países confraternizam através de apresentações folclóricas e gastronomia típica dos grupos representados. O chope é a grande atração: o &#8220;bierwagen&#8221; (carro da cerveja) percorre a cidade durante o período da festa, que acontece todas as noites nos pavilhões da Santur.<br />
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 1 a 31, móvel<br />
Sendai &#8211; Tanabata Matsuri &#8211; Festa das Estrelas<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Evento típico japonês, no qual os visitantes escrevem seus pedidos em papelinhos coloridos e os penduram nos diversos bambus que enfeitam as ruas. Esses pedidos são dirigidos às duas estrelas, Tanabata e Matsuri que, segundo a lenda, encontram-se nesses dias. Há ainda a apresentação de danças folclóricas de diversos países e barracas com comidas típicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 1 a Agosto, 31 Data móvel<br />
Festa de Nossa Senhora Achiropita<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Antiga festa de Nossa Senhora Achiropita, em homenagem a santa padroeira do bairro do Bixiga. Com a apresentação de danças folclóricas da cultura italiana, peças teatrais, músicas, além de comidas e bebidas típicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 2<br />
Festa da Independência da Bahia ou Dois de Julho<br />
Salvador &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Comemora-se a consolidação da independência do Brasil, em solo baiano, com um cortejo popular que relembra, nas ruas da capital, o percurso dos brasileiros que derrotaram as tropas lusitanas em 1823. Apesar do caráter cívico, há a introdução do folclore, como a figura do caboclo e da cabocla, evocando a força dos nativos sobre os colonizadores portugueses.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 11 a 13<br />
Festa do Ovo<br />
Bastos &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Bastos, cidade símbolo da imigração japonesa, promove a festa considerada de maior vulto desta numerosa colônia nipônica radicada ali. Constam ainda, da programação do evento, além de comidas e produtos à base de ovos, a exposição de animais e implementos agrícolas, ikebanas (arranjos florais) e orquídeas, shows e outras atividades culturais.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 15 a 31<br />
Fortal<br />
Fortaleza &#8211; CE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Micareta de Fortaleza, que vem sendo realizada desde 1992, com a participação de foliões do Brasil e do exterior. É animada por bandas baianas e locais. Inicia-se no final da tarde, prolongando-se até‚ as primeiras horas da madrugada.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 20<br />
Missa do Vaqueiro<br />
Serrita &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No Parque Nacional do Vaqueiro (Sitio das Lajes), realiza-se a manifestação de fé prestada por companheiros de Raimundo Jacó, vaqueiro nordestino morto em 1954. As palavras da missa refletem a fala e as lutas desses homens, que ofertam seus pertences singelos e comungam, entre si, os alimentos cotidianos: carne-de-sol, rapadura e farinha de mandioca retiradas dos alforjes.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 23 a 27<br />
Festa de São Tiago<br />
Macapá &#8211; AP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A festa teve origem na antiga fortaleza portuguesa de Mazagão, na Mauritânia (África). Segundo a lenda, São Tiago lutou como soldado anônimo, levando os cristãos à vitória. Desativada aquela praça forte, houve deslocamento de famílias para a Amazônia e, conseqüentemente, a Fundação da vila Nova Mazagão. Além de cerimônias religiosas, há a simulação das lutas (Cavalhadas) entre &#8220;mouros&#8221; e &#8220;cristãos&#8221;.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Julho, 27 a Agosto, 5<br />
Festa de Nossa Senhora das Neves<br />
João Pessoa &#8211; PB</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa de cunho religioso, em homenagem à padroeira da cidade &#8211; N. Senhora das Neves, com missas, procissão e novenas. Durante a festa, realizam-se shows musicais, vendas de comidas e bebidas típicas, e há barracas de jogos e parque de diversões.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">AGOSTO<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Agosto, 1 a 6<br />
Romaria de Bom Jesus da Lapa<br />
Bom Jesus da Lapa &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em fins do século XVII, o penitente português Francisco Mendonça Mar encontrou na cidade ribeirinha de Bom Jesus uma gruta e construiu um santuário invocando Nosso Senhor, devoção que a navegação pelo rio são Francisco se encarregou de difundir. O ciclo de romarias se estende de maio a outubro. A novena começa no dia 28 de julho e, no dia seis seguinte é rezada missa pela manhã e procissão ao Senhor Bom Jesus da Lapa, à tarde.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Agosto, 1 a 31<br />
Festa de Nossa Senhora da Boa Morte<br />
Cachoeira &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Antiga festa, organizada pela Irmandade de N. Sra. da Boa Morte, composta apenas por mulheres negras. Consta de tríduo, vigília, missa solene e duas procissões. Comidas típicas são servidas na sede da Irmandade e, em seguida, há apresentação de samba-de-roda.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Agosto, 1 a 31<br />
Micarecandanga<br />
Brasília &#8211; DF</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Carnaval de meio de ano. Tornou-se costume em Brasília, atraindo visitantes de todos os recantos, que durante três dias, ao som de Trios Elétricos, percorrem a Esplanada dos Ministérios.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Agosto, 1 a 31<br />
Festa da Pinga<br />
Paraty &#8211; RJ</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">São montadas barraquinhas, onde cada dono de alambique mostra seus produtos, derivados da cana, com o objetivo de comercializar a cachaça fabricada na região. Durante a noite acontecem shows e muita animação. Também são expostos e vendidos os produtos típicos da terra como melado de cana, biju de tapioca, pé de moleque etc.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Agosto, 6 a 15<br />
Festa de Nossa Senhora da Glória<br />
Cruzeiro do Sul &#8211; AC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Ocorre desde 1912 e é hoje, considerada a maior festa religiosa do município. Durante o novenário, há a apresentação de bandas de música, exposições e quermesse e, no último dia, grandiosa procissão, com a imagem de Nossa Senhora da Glória.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Agosto, 9 a 19<br />
Festa de São Joaquim &#8211; Batuque<br />
Macapá &#8211; AP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Evento da cultura africana, africanas rememorado por habitantes do Curiaé, remanescentes de escravos que, na segunda metade do século XVIII, refugiados, formaram na localidade um quilombo. O ritual constitui-se basicamente de folia, ladainha e batuque. A celebração é materializada nos brasões, no tocar dos instrumentos e na batida dos tambores rústicos.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Agosto, 18 a 27<br />
Festa do Peão  Boiadeiro<br />
Barretos &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Sua principal atração é o rodeio, concurso de montaria que reúne os melhores peões do Brasil e do exterior. Organizada pelo clube &#8220;Os Independentes&#8221;, entidade de Barretos, a Festa do Peão Boiadeiro está entre os principais eventos do roteiro turístico do país.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Agosto, 30 a Setembro,<br />
Festa de Nossa Senhora do Porto<br />
Morretes &#8211; PR</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa que tem início com novenas, missas e procissões pelas ruas da cidade, almoço típico (barreado e churrasco de búfalo), venda de artesanato e outras diversões, fazem parte do evento.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">SETEMBRO<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 1 a 15<br />
Festa do Tucunaré‚<br />
Nhamundá &#8211; AM</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Torneio incluindo provas de velocidade de lanchas, canoagem, natação com a travessia do rio Nhamundá, vôlei de praia, concurso da Garota Tucunaré e a pesca do tucunaré movimentam a Praia da Liberdade.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 1 a 30 Data móvel<br />
Festa de San Gennaro<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A homenagem ao padroeiro da Mooca, antigo bairro da colônia italiana, teve sua origem na cidade de Nápoles, Itália. A festa se desenvolve em espaços distintos: o religioso com missa e procissão, no dia do aniversário do santo (19 de setembro) e o do entretenimento, nos finais de semana, com grande número de pessoas festejando gastronomicamente, à italiana, com os mais variados tipos de comidas típicas, regadas com vinhos, muita dança e shows de cantores de música italiana.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 1 a 30<br />
Grande Vaquejada de Quixeramobim<br />
Quixeramobim &#8211; CE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O Sertão Central reúne anualmente, no mês de setembro, vaqueiros de vários estados do Nordeste para a grande disputa entre várias duplas de cavaleiros, cujo objetivo é derrubar o boi pela cauda no menor espaço de tempo. São distribuídos aos vencedores prêmios e mais 40 troféus para os classificados da 1a a 20a colocação. A animação fica a cargo de bandas de forró.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 1 a 30<br />
Micaroa &#8211; Carnaval fora de época<br />
João Pessoa &#8211; PB</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa realizada nas principais avenidas da orla marítima. A cidade vive momentos de muita alegria e descontração, e foliões dançam e brincam nos blocos atrás dos trios elétricos, especialmente decorados para a ocasião.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 1 a 30 Data móvel<br />
Vaquejada de Caruaru<br />
Caruaru &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Transformada em folguedo folclórico, a vaquejada, que anteriormente era a reunião do gado nos fins de inverno para a marcação, tornou-se uma festa popularíssima no Nordeste, congregando grande número de vaqueiros, que tomam parte na &#8220;derrubada do boi&#8221;. Complementam a festa repentistas, violeiros, forró, exposições, barracas com bebidas e comidas típicas, parque de diversões, e manifestações folclóricas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 1 a 30 Data móvel<br />
Vaquejada de Surubim<br />
Surubim &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Vaquejada famosa  entre outras que ocorrem no Nordeste. O evento transforma a cidade em festa, com a presença dos vaqueiros. Os festejos se desenvolvem com grande participação de aboiadores, emboladores, violeiros, bandas de pífaros. Paralelo ao evento, parque de diversões, forró e barracas com bebidas e comidas típicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 6 a 21<br />
Festa das Flores e Morangos<br />
Atibaia &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em setembro, Atibaia faz a colheita de morangos que coincide com a entrada da primavera. Flores e saborosos morangos com seus perfumes, formatos e cores transformam a cidade num verdadeiro jardim, razão da festa, onde são saboreados doces e outros pratos à base de morangos.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 12 a 21<br />
Festa de São José de Ribamar<br />
São José de Ribamar &#8211; MA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa que se realiza na época da lua cheia do mês de setembro, em que acontecem festas de largo e bailes populares. O ponto culminante é a romaria do povo à ermida de São José de Ribamar, santo da devoção do maranhense. A cidade recebe fiéis e turistas atraídos pela beleza da cidade balneária, famosa por suas praias e culinária à base de frutos do mar.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 13 a 20<br />
Semana Farroupilha<br />
Vários Municípios do Rio Grande do Sul &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Acontecimento histórico de relevância na formação do Rio Grande do Sul. Para comemorá-lo, congregam-se todos os representantes dos Centros de Tradições Gaúchas onde são debatidos os assuntos relacionados ao “tradicionalismo” regional. Em diversas localidades se dá a comemoração cívica com destaque para o desfile de cavalarianos pelas ruas das cidades. Em Porto Alegre, o encerramento é com espetáculo de luz e som com final apoteótico simbolizando o &#8220;abraço&#8221; das raças representativas das etnias que formaram o &#8220;gaúcho&#8221;.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 15 a 30<br />
Olinda Carnaval e Arte na Maior Idade<br />
Olinda &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Carnaval fora de época dirigido à “maior idade” com apresentação de trios elétricos, bandas, desfiles, grupos folclóricos espalhados pelas ruas de Olinda.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Setembro, 19 a 28<br />
Festas dos Povos<br />
Novo Hamburgo &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa popular que reúne etnias diversas, buscando o resgate de velhos costumes populares, num clima de muita alegria e descontração.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 1 a 31 &#8211; Data móvel<br />
Festa do Rosário<br />
Vários Municípios de Minas Gerais &#8211; MG</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">As comemorações abrangem o chamado Ciclo do Rosário, a partir de agosto, culminando no dia 7 de outubro, que é o dia de Nossa Senhora do Rosário. Os festejos acontecem nos municípios de Diamantina, Carmo do Cajuró, Divinópolis, Campos Altos, Sabará, Nova Era, Nova Lima, São Romão, Ouro Preto e Congonhas. A parte religiosa é representada por missa, procissão e rezas; a profana pelos festejos de rei, rainhas, príncipes e toda a corte com coloridas roupagens, coroas e cetros, desfilando harmoniosamente pelas ruas, seguidos das &#8220;Congadas&#8221;.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 1 a 31 Data móvel<br />
Oktoberfish &#8211; Festa do Peixe<br />
Coxim &#8211; MS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na praia do Michel, no bairro da Piracema, realiza-se torneio aberto de pesca embarcada, em água doce, para duplas de pescadores de grande expressão regional. Os diversos tipos de peixes capturados são doados, conforme normas da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Sub-aquáticos. Paralelamente, realiza-se Feira Náutica, com a participação de empresas fabricantes e vendedoras de equipamentos para a pesca de todo o país.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 1 a 31 Data móvel<br />
Recifolia<br />
Recife &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Chamado &#8220;Carnaval fora de época&#8221;, acontece na praia de Boa Viagem, com a participação de bandas, trios elétricos, orquestras de frevo e cantores populares. A festa mistura ritmos, tais como: maracatú, afoxé, samba, frevo, timbalada e axé-music.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 1 a 31 Data móvel<br />
Vaquejada Maria da Luz<br />
Campina Grande &#8211; PB</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa popular e folclórica, de grande participação que se realiza, anualmente na Fazenda Maria da Luz. Grande número de vaqueiros tomam parte na &#8220;derrubada do boi&#8221;. Completam o torneio apresentação de violeiros e repentistas, shows artísticos e, também, comidas e bebidas típicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 2 a 19<br />
Festa Nacional do Marreco &#8211; Fenarreco<br />
Brusque &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Evento gastronômico de grande projeção, conhecido como &#8220;Fenarreco&#8221;. Durante todos os dias da festa, o marreco é servido temperado com especiarias, regado com muito chope e ao som das bandas de música típica alemã. Acontecem apresentações do folclore germânico com seus trajes coloridos.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 2 a 19<br />
Oktoberfest<br />
Blumenau &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Comidas típicas regadas a muito chope, bandas, grupos folclóricos e concursos, além do &#8220;bierwagem&#8221; &#8211; o carro do chope, que percorre as ruas da cidade distribuindo chope gratuitamente, desfiles e brincadeiras constituem a festa<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 3 a 12<br />
Festa de Nossa Senhora Aparecida &#8211; Padroeira do Brasil<br />
Aparecida do Norte &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novenas de 03 a 11 de outubro. Realização de eventos culturais, peças de teatro e filmes. No dia 12 de outubro, feriado nacional, a população promove uma estrondosa queima de fogos às 12 horas. O dia da padroeira do Brasil tem como comemorações a celebração de missas festivas e a realização de uma gigantesca Procissão.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 3 a 12<br />
Schutzenfest<br />
Jaraguá do Sul &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No parque municipal de eventos realiza-se a festa do tiro, uma antiga tradição germânica, tem como principais atrações: competição de tiro ao alvo, desfile de carros alegóricos, bandas e danças típicas germânicas, muita comida e chope.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 3 a 19<br />
Festa Nacional do Chope &#8211; Fenachopp<br />
Joinville &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa germânica, com bandas típicas comandando os bailes diários. A gastronomia alemã e o chope movem a alegria e descontração dos visitantes. Como atrações especiais há o concurso Choppendúzia &#8211; onde o concorrente bebe doze copos pequenos de chope em tempo recorde e o Salão Internacional da Cerveja, com marcas de bebidas de todas as regiões do mundo.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 5 a 29<br />
Festa da Juçara<br />
São Luís &#8211; MA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Do fruto da juçareira, palmeira típica da região, prepara-se bebida de alto valor nutritivo, cujo consumo é estimulado através da festa, nitidamente popular que se realiza somente nos quatro domingos de outubro. Durante a festa são vendidos outros produtos típicos, tais como: beijus de tapioca e macaxeira, mingau de milho, camarão, caldo de cana e artesanato. Também são realizadas apresentações de grupos folclóricos entre os quais o Tambor de Mina e de Crioula, Dança da Peneira e Bumba-meu-Boi. É realizado em área de preservação ambiental.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 8 a 19<br />
Marejada &#8211; Festa Portuguesa e do Pescado<br />
Itajaí &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa de origem portuguesa, que busca enaltecer as raízes étnicas do povo catarinense, apresentando desde shows típicos, feiras dos produtos locais e folclore, até‚ culinárias de seus colonizadores, com produtos retirados do mar. Paralelamente, exposição realizada pelas indústrias da pesca.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 10 a 12<br />
Sudoktoberfest<br />
São Lourenço do Sul &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">São Lourenço do Sul, colonizada por imigrantes alemães promove, anualmente, uma grande festa típica com muita comida, chope, música, dança, alegria e jogos, tudo da maneira alemã.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 11<br />
Romaria Fluvial<br />
Belém &#8211; PA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na véspera do Círio, logo pela manhã, desloca-se um cortejo de carros liderados por um ônibus, que conduz a imagem de Nossa Senhora de Nazaré desde a Basílica até o trapiche municipal da vila de Icoaraci. Lá, uma pequena multidão aguarda a imagem. É rezada a missa oficial e, depois, a santa é embarcada na nau capitânia, que segue pela baia de Guarajá até a praça Mauá, acompanhada por um grande número de embarcações. Esta romaria, que abre as festividades do Círio de Nazaré‚ desde 1986, é mais uma demonstração de fé do povo à sua santa padroeira.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 11 a 19<br />
Festa Nacional do Boléo, &#8211; Kegelfest<br />
Rio do Sul &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A Kegelfest &#8211; Festa Nacional do Boléo &#8211; foi criada com objetivo de resgatar, preservar e divulgar a cultura dos imigrantes alemães além de difundir o esporte do Boléo e as manifestações culturais do povo catarinense. Animam a festa bandas típicas, desfiles e grupos folclóricos. E ainda a inconfundível culinária alemã onde são servidos diversos pratos, acompanhados de chope.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 12 a 26<br />
Círio de Nossa Senhora de Nazaré<br />
Belém &#8211; PA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A grande procissão do Círio mobiliza os paraenses e atrai romeiros de todo o país. Realiza-se na manhã do segundo domingo de outubro, percorrendo a cidade em monumental cortejo até a Basílica de Nazaré, onde a imagem é venerada nos quinze dias de festas. A santa é conduzida em um andor &#8220;berlinda&#8221; puxado por extensa corda que milhares de pessoas disputam o privilégio de segurar como pagamento de promessas feitas e de graças recebidas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Outubro, 15 a 31<br />
Festas das Rosas e Flores<br />
Barbacena &#8211; MG</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Exposição dos mais variados tipos e cores de rosas e flores cultivadas no município, um dos principais produtores brasileiros. O encerramento ocorre sempre no dia 12 de outubro, data do aniversário de Barbacena, com desfile de carros alegóricos, baile e eleição da rainha das rosas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">NOVEMBRO<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 1 a 2<br />
Festa do Padre Cícero<br />
Juazeiro do Norte &#8211; CE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Várias homenagens ao padre Cícero Romão Batista culminam, no dia 02, com missa campal, benção de imagens e peregrinação à estátua do sacerdote, na serra do Horto. É uma das mais impressionantes e consagradas romarias do Nordeste e nessa ocasião a cidade se converte não só no centro da devoção, mas também num extraordinário mercado de artesanato regional.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 1 a 30 Data móvel<br />
Festa da Laranja<br />
Boquim &#8211; SE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No município onde a produção de frutos cítricos constitui a principal atividade, a festa contribui para a comercialização efetiva da laranja.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 1 a 30 Data móvel<br />
Festival do Morango<br />
Gravatá &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa popular com shows musicais, apresentações folclóricas, exposição do artesanato local e degustação de culinária e bebidas à base do morango, que hoje já se constitui em fruta típica daquela localidade. O evento movimenta não só o município, mas todas as localidades vizinhas, trazendo diversos fluxos de visitantes de toda a parte.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 5 a 15<br />
Festa de Nossa Senhora do Rocio<br />
Paranaguá &#8211; PR</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No bairro do Rocio, situado à margem da baia de Paranaguá, o santuário é ponto de devoção. A imagem da santa é levada em procissão até a catedral, de onde retorna ao local original. Há novenas e romarias além da festa de largo, onde são comercializados artesanato, bebidas e comidas típicas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 8 a 9<br />
Festa da Lingüiça &#8211; Werstfest<br />
Chapecó &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa gastronômica realizada nos pavilhões da EFAPI, onde são servidos todos os tipos de lingüiça produzidos na região. Paralelamente, acontece bailes com bandas, enfocando o folclore italiano, gaúcho e alemão, etnias predominantes na região.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 14 a 22<br />
Festa das Flores<br />
Joinville &#8211; SC</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Realizada desde 1936, inicialmente organizada pelos colonos alemães, tem como atrativo principal a exposição de orquídeas e plantas ornamentais. Paralelamente, há a EXPOFLORES -coletiva de obras de arte que tem como tema principal as flores, o verde, e o &#8220;espaço cultural&#8221;, com manifestações artístico- culturais e shows de dança folclórica de diversas etnias. Ainda, estandes de comercialização de flores, mudas e plantas ornamentais, bem como uma boa oportunidade para a troca de informações entre orquidófilos de todo o mundo.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 22 a Dezembro<br />
Festa Nacional do Chope Escuro &#8211; &#8220;Munchenfest&#8221;<br />
Ponta Grossa &#8211; PR</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A &#8220;Munchenfest&#8221; reserva aos visitantes muita alegria e entretenimento: shows artísticos e culturais, bandas da Alemanha e Brasil, comidas típicas, desfiles de carros alegóricos e concursos além de muito chope escuro.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 27 a 29<br />
Festa do Guaraná<br />
Maués &#8211; AM</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O guaraná, segundo os nativos, tem um poder afrodisíaco, dando energia e vigor aos guerreiros que o bebem em jejum. É quando os guaranazais estão no auge de sua produtividade, em plena época da colheita, que acontece a festa. O principal acontecimento é a apresentação da &#8220;Lenda do Guaraná&#8221; feita por artistas locais. Ainda há exposições de quadros, shows e exposição de preparo do guaraná.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 29 a Dezembro<br />
Festa de Nossa Senhora da Conceição<br />
Recife &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Manifestação religiosa e popular, que se realiza no morro da Conceição, onde está situada a capela votiva. A festa acontece em seu interior com missas cânticos  e no pátio em meio a fogos de artifício pelas escadarias do morro, ruas e ladeiras.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Novembro, 29 a Dezembro, 8<br />
Festa de Nossa Senhora da Conceição<br />
Salvador &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Festa sincrética em homenagem a Nossa Senhora da Conceição (Iemanjá, no candomblé). Desde o dia 29, realiza-se novena e festa de largo. No dia consagrado à santa, 08 de dezembro há celebração de missa solene após procissão pelas ruas. Nos terreiros de candomblé‚ realizam-se  &#8220;obrigações&#8221; à Iemanjá.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">DEZEMBRO<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 1 a 15<br />
Carnatal<br />
Natal &#8211; RN</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Realização de carnaval estilizado em nível regional e nacional, com a participação de trios elétricos da Bahia, bandas de músicas e artistas locais; bailes populares animando e intensificando o fluxo de turistas.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 1 a 25<br />
Natal Luz<br />
Gramado &#8211; RS</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Evento que atrai turistas com sua beleza e originalidade. Gramado vive no Natal, num cenário totalmente iluminado com milhares de lâmpadas, pinheiros enfeitados e uma feira de Natal, uma festa que faz com que as pessoas vivam este acontecimento de luz, cor, alegria e confraternização.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 1 a 31 Data móvel<br />
Serenata de Natal<br />
Brasília &#8211; DF</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Composto por cerca de 300 jovens universitárias, o Coral percorre, durante a semana de Natal, vários pontos do Plano Piloto e cidades satélites, levando à comunidade o anúncio da chegada do &#8220;Menino Deus&#8221;.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 1 a 31 Data móvel<br />
Serenata Natalina<br />
Olinda &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Espetáculo de muita poesia e beleza e um dos principais eventos musicais de Olinda. Durante toda a noite e madrugada, seresteiros e público percorrem as ruas enladeiradas do sítio histórico de Olinda.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 4<br />
Festa de Santa Barbara<br />
Salvador &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Alvorada de fogos, missa solene e procissão abrem os festejos organizados pelos barraqueiros do mercado de Santa Bárbara. Após a programação religiosa os barraqueiros oferecem caruru e acarajé nas imediações da igreja ao som dos atabaques. O caruru, comida típica, costuma ser oferecido no mercado de Santa Bárbara.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 8<br />
Festa de Iemanjá<br />
Praia Grande &#8211; SP</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Várias divindades, além de Iemanjá, entre elas Oxalá e Ogum, são homenageadas nesta festa que louva a Rainha do Mar. Na noite que antecede o dia 8, há uma concentração de terreiros que se dirigem para esta cidade do litoral paulista. Mais de mil tendas são armadas e se espalham pelos 24,5 km de praia, cuja faixa de areia fica totalmente iluminada por milhares de velas acesas neste grande culto da umbanda.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 15 a 31<br />
MaceióFest<br />
Maceió &#8211; AL</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Carnaval fora de época, com apresentações de blocos, bandas e trios elétricos de renome nacional.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 18 a 26<br />
Marujada / Corrida de São Benedito<br />
Bragança &#8211; PA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">É uma manifestação folclórica tipicamente bragantina. As festividades começam no dia 18, com novenas. A grande comemoração é no dia 26, com uma procissão, quando a imagem de São Benedito é levada pelas principais ruas da cidade. Dança-se, então, a marujada, com destaque para o retumbão, sua principal dança. A festa só termina na madrugada do dia seguinte com a corrida de São Benedito, uma maratona com a participação de atletas de todos os pontos do país e um prêmio para os vencedores.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 23 a Janeiro, 1<br />
Festa do Santo Cristo de Ipojuca<br />
Ipojuca &#8211; PE</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Realizada em um dos mais antigos municípios do Estado, a Festa de Santo Cristo reúne fiéis, romeiros e penitentes de várias regiões, novenas, procissão, paga de promessas, parque de diversões, apresentações folclóricas, barracas com gastronomia e artesanato local, concursos, desfiles, queima de fogos e shows com artistas regionais.<br />
 </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Dezembro, 31 a Janeiro, 1<br />
Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes<br />
Salvador &#8211; BA</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">É celebrada em Salvador, no bairro da Boa Viagem, onde também acontece Reveillon popular. De origem portuguesa, a devoção na Bahia começou no século XVIII, com a construção da Capela da Boa Viagem, em 1750. Duas procissões marítimas caracterizam esta festa. A primeira acontece no final da tarde do dia 31, com percurso da Igreja da Boa Viagem até à Basílica da Conceição da Praia. A segunda, na manhã do dia primeiro é um dos cortejos mais populares da Bahia. Em ambas a imagem do Senhor Bom Jesus dos Navegantes é conduzida na galeota Gratidão do Povo, pelas águas da baia de Todos os Santos. Milhares de pessoas acompanham a procissão marítima que dá boas-vindas ao Ano Novo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
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		<title>O Brasil dá samba? (Os sambistas e a invenção do samba como &#8220;coisa nossa&#8221;)</title>
		<link>http://www.brasilcultura.com.br/cultura/o-brasil-da-samba-os-sambistas-e-a-invencao-do-samba-como-coisa-nossa/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 11:47:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo de Adalberto Paranhos, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia, no qual discute a transformação do samba em símbolo nacional a partir de análise da produção musical das décadas de 20 a 40 do séc. XX.
“O samba, a prontidão e outras bossas,
São nossas coisas, são coisas nossas!”
(Noel Rosa)
Num distante junho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Brasil-da-Samba.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7117" title="Brasil da Samba" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Brasil-da-Samba.jpg" alt="Brasil da Samba" width="349" height="400" /></a>Artigo de Adalberto Paranhos, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia, no qual discute a transformação do samba em símbolo nacional a partir de análise da produção musical das décadas de 20 a 40 do séc. XX.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="right"><span style="color: #000000;">“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O samba, a prontidão e outras bossas,<br />
São nossas coisas, são coisas nossas!”<br />
(Noel Rosa)</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Num distante junho de 1980, o jornal inglês <em>The Guardian</em> deu a conhecer o resultado de uma pesquisa de opinião pública realizada pelo Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Essex. Tendo como tema-alvo as particularidades que notabilizariam internacionalmente os países da América Latina, as respostas oferecidas pelos pesquisados continham, à primeira vista, no mínimo uma surpresa. Solicitados a indicar três coisas que poderiam ser associadas ao Brasil, eles vasculharam a memória e, com uma freqüência bastante significativa, fizeram com que ressurgisse como símbolo nacional ninguém menos que Carmen Miranda. Como se sabe, a “brazilian bombshell”, como foi chamada nos Estados Unidos, correu mundo, a bordo dos filmes de Hollywood, especialmente nos anos 40, na condição de “embaixadora do samba”. Passados mais de 30 anos, a lembrança dela não se apagara, figurando em nono lugar nas referências do público britânico.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Não por mera coincidência, Rio de Janeiro, samba e carnaval despontaram em quarto, sétimo e oitavo lugares, respectivamente. Alguém questionará a existência de uma estreitíssima relação entre esses três elementos? Somados à fama desfrutada por Carmen Miranda, todos esses fatores remetem, numa palavra, ao processo de invenção social do Brasil como “terra do samba”, imagem que perdura até os dias de hoje, atravessando os tempos apesar de todos os contratempos no terreno da música popular brasileira. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Denominador comum da propalada identidade cultural brasileira no segmento da música, o samba urbano teve que enfrentar um longo e acidentado percurso até deixar de ser um artefato cultural marginal e receber as honras da sua consagração como símbolo nacional. Essa história, cujo ponto de partida pode ser recuado até a virada dos séculos XIX e XX, foi toda ela permeada por idas e vindas, marchas e contramarchas, descrevendo, dialeticamente, uma trajetória que desconhece qualquer traçado uniforme ou linear.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Os caminhos trilhados pelo samba &#8211; mais especificamente pelo &#8220;samba carioca&#8221; &#8211; estão conectados ao contexto mais geral do desenvolvimento industrial capitalista. Embora me dispense de abordar, aqui, em detalhes as transformações que estavam em andamento, aponto, de passagem, algumas mudanças fundamentais que levaram o samba – mesmo sem perder contato com suas raízes negras – a incorporar outras atitudes e outros tons. Enquanto música popular industrializada, sua expansão girou, e nem poderia ser diferente, na órbita do crescimento da indústria de entretenimento ou, como queira, da indústria cultural. Para tanto jogaram um papel decisivo a própria urbanização e a diversificação social experimentada pelo Brasil nas primeiras décadas deste século.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Interligada a essas transformações, a música popular, convertida em produto comercial de consumo massivo, revelará a sua face de mercadoria. Pelo menos quatro fatores básicos, a meu ver, convergirão no sentido de favorecer esse processo que atingirá em cheio o samba: a) originariamente, bem cultural socializado, isto é, de produção e fruição coletivas, com propósitos lúdicos e/ou religiosos, o samba alcança também o estágio de produção e apropriação individualizadas com fins comerciais; b) ancorada nos processos elétricos de gravação, a indústria fonográfica, com suas bases sediadas no Rio de Janeiro, avança tecnologicamente em grande escala e conquista progressivamente consumidores de setores médios e de altas rendas; c) o autoproclamado “rádio educativo” cede passagem, num curto lapso de tempo, ao rádio comercial, que adquire o <em>status</em> de principal plataforma de lançamento da música popular, deixando em segundo plano os picadeiros dos circos e os palcos do teatro de revista; d) a produção e a divulgação do samba, num primeiro momento praticamente restritas às classes populares e a uma população predominantemente negra ou mulata, passam a ser igualmente assumidas por compositores e intérpretes brancos de classe média, com mais fácil acesso ao mundo do rádio e do disco.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Não constitui novidade alguma falar sobre a conversão de símbolos étnicos em símbolos nacionais, inclusive no caso do samba. Uma extensa bibliografia já se ocupou do assunto e não pretendo repisar, a todo momento, fatos e argumentos ao alcance de todos. O que me proponho fazer nesta comunicação consiste simplesmente em destacar apenas mais um ângulo de visão do mesmo tema, por entender que, em geral, ele não foi suficientemente explorado. Por outras palavras, sem pretensões a um trabalho de caráter musicológico, me disponho a tomar como ponto de referência um aspecto particular: o discurso musical de compositores e intérpretes da música popular brasileira industrializada entre o final dos anos 20 e 1945, período que cobre desde o surgimento do “samba carioca” até sua consolidação como expressão musical de “brasilidade”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Buscarei, por conseqüência, privilegiar os registros sonoros – a produção fonográfica – como corpo documental. Tomando como ponto de referência a audição de gravações da época, trata-se de evidenciar como, no campo de forças que se delineia na área da produção musical, o samba vai sendo inventado como elemento básico da singularidade cultural brasileira por obra dos próprios sambistas.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Obviamente não se deve ignorar a presença em cena de outros sujeitos sociais engajados nesse movimento de fabricação/invenção dessa tradição. No entanto, irei me concentrar no papel desempenhado pelos produtores/divulgadores do samba como protagonistas de uma história cujo enredo não foi tão somente ditado pela ação das elites e/ou do Estado.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">À medida que o Estado entra em campo para empreender uma operação simultânea de institucionalização e/ou ressignificação do samba – notadamente a partir do “Estado Novo” –, ele atuará seletivamente na perspectiva de aproximar o samba dos seus projetos político-ideológicos e de apartá-lo daquilo que era tido e havido como dissonante frente ao ideário do Governo Vargas. Esbarrando em limitações de espaço, não poderei, neste trabalho, deter-me na análise da ação estatal. Quero, desde já, entretanto, deixar registrado que este texto está em sintonia com as críticas que, não é de hoje, se vêm formulando às tendências historiográficas que erigem o Estado como “o grande sujeito” ou o sujeito demiúrgico que faz a história, relegando os demais atores à condição de meros coadjuvantes, quando não de massa carente de voz própria. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Gostaria de enfatizar que a ação estatal – que não é única nem uniforme – aparece em meio a tensões permanentes que marcaram esse processo de legitimação do samba. Tensões presentes seja na trincheira da produção musical brasileira, seja no interior das classes dominantes e elites intelectuais, seja entre integrantes do próprio aparelho de Estado. Tensões, aliás, que se estenderão inclusive às relações entre a música popular e o “Estado Novo”, que alimentou um dia a ilusão da criação do coro da unanimidade nacional.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>I. Salve o prazer: o samba como produto nacional</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Nos últimos anos da década de 20, um terremoto de efeito prolongado abalou, de alto a baixo, a música popular brasileira. Seu epicentro foi o bairro de Estácio de Sá, encravado entre o Morro de São Carlos e o Mangue, nas proximidades do centro do Rio de Janeiro. Reduto de gente pobre, com grande contingente de pretos e mulatos, era um prato cheio para as associações que normalmente se estabelecem entre “classes pobres” e “classes perigosa omo lembra Tinhorão, “em seus botequins reuniam-se os representantes da massa flutuante da população, que, figurando como excedente de mão-de-obra num quadro econômico-social acanhado, dedicava-se a biscates, ao jogo e à exploração de mulheres da região do Mangue” Daí viverem cercados de especial atenção por parte da polícia. Berço do novo samba urbano, o Estácio não terá, todavia, exclusividade no seu desenvolvimento. Quase simultaneamente, o “samba carioca”, nascido na &#8220;cidade&#8221;, irá galgar as encostas dos morros e se alastrar pela periferia afora, a ponto de, com o tempo, ser identificado como “samba de morro”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Até impor-se como tal e, mais ainda, como ícone nacional, uma batalha, ora estridente, ora surda, teve que ser travada. Estava-se diante daquilo que Roger Chartier caracteriza como “lutas de representações” Tornava-se necessário remover resistências até no próprio campo de produção do samba, das gravadoras e dos hábitos musicais dos maestros. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Para alguns, o novo samba urbano em gestação representaria, na verdade, uma deturpação do samba. Sinhô, Donga e outros mais cerravam fileiras contra a modalidade de samba à la Estácio &amp; cia. Figuras proeminentes da primeira geração de “fundadores” do samba urbano baiano-carioca, eles não se conformavam com o estilo que ganhava mais e mais adeptos. Em vez da sua feição amaxixada, emergia um samba que, sem deixar de ser batucado, adquiria uma característica de música mais “marchada”, como decorrência da aceleração rítmica, considerada mais apropriada para os desfiles de carnaval.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Para quem fora educado na tradição do samba amaxixado – a chula raiada ou samba raiado ou, tanto faz, o samba de partido-alto –, os “modernistas” estavam indo longe demais.  Em tempos de expansão da indústria fonográfica e da mercadoria disco, outras mudanças se processavam, contribuindo para maior adequação da música gravada às novas realidades. Com o samba do Estácio ocorria, por exemplo, a valorização da(s) segunda(s) parte(s) da música e letra das composições. Em lugar da improvisão costumeira das rodas de samba de partido-alto –apoiado numa célula-mãe, o estribilho, com base no qual corriam soltos os versos improvisados – tinham-se agora seqüências preestabelecidas, com unidade temática e possibilidade de se encaixar tudo no tempo médio das gravações de 78 rpm, algo ao redor de três minutos. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Por algum tempo nem as gravadoras nem os maestros conseguiram apreender muito bem o significado dessa ebulição na área do samba. Para provar isso basta um exercício comparativo que ponha frente a frente quatro gravações de sambas típicos da safra do Estácio. De um lado, <em>Novo Amor</em> (de Ismael Silva), com Mário Reis e acompanhamento da Orquestra Pan-American, regida pelo russo Simon Bountman, de 1929, e <em>Se Você Jurar</em> (de Ismael Silva, Nilton Bastos e Francisco Alves), com Mário Reis e Orquestra Copacabana, de 1930. De outro lado, <em>Adeus</em> (de Ismael Silva, Noel Rosa e Francisco Alves), com Jonjoca e Castro Barbosa, acompanhados pelo Grupo da Guarda Velha, de 1932, e <em>Agora É Cinza</em> (de Bide e Marçal), com Mário Reis e Diabos do Céu, de 1933.  No primeiro caso, a combinação rítmico-sonora é marcada por uma orquestração amaxixada, que pouco tinha a ver com a concepção que inspirara os compositores do Estácio. Essa constatação nos adverte quanto aos nexos existentes entre percepção e experiência, ou ainda quanto à historicidade da percepção. Não sendo a partitura um fato em si, dotado de sentido unívoco, o próprio olhar e/ou a própria leitura é interpretação. Por isso, nessa linha de raciocínio, Gombrich ressalta o peso dos “hábitos conceituais” ou de uma <em>schemata</em>, a partir dos quais “pedir um olhar (ou um ouvir, acrescento eu) inocente é pedir o impossível”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Rompendo com os músicos que ficavam reféns de uma lógica tradicional, Pixinguinha, regente e orquestrador, líder do Grupo da Guarda Velha e dos Diabos do Céu, ajustava seus passos e seus compassos à situação musical emergente. Não é à toa que acabou por ser enaltecido como o inventor da linguagem orquestral brasileira. Ele que dera um salto que o projetou à frente de si mesmo, como se percebe ao ouvi-lo, anos antes (1929), conduzindo, à moda antiga, a Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, no registro do samba de sua autoria, <em>Gavião Calçudo</em>, interpretado por Patrício Teixeira.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Debaixo daquilo que agora parecia ser cinza do passado, ainda ardia fogo em plenos anos 30. Caninha, que devia seu apelido à condição de ex-vendedor de roletes de cana, um dos pioneiros do samba, também tinha suas razões para manifestar inconformismo. O autor do famoso samba carnavalesco <em>Esta Nega Qué Me Dá,</em> de grande sucesso em 1921, se aliava a Visconde de Bicoíba (pseudônimo de Horácio Dantas) para protestar em <em>É Batucada,</em> pela voz de Moreira da Silva: “<em>samba de morro/ não é samba/ é batucada/(&#8230;) cá na cidade/ a história é diferente/ só tira samba/ malandro que tem patente</em>”. Ao insistir em apartar morro e cidade, samba e batucada, essa composição – vencedora, em 1933, do primeiro concurso oficial de músicas carnavalescas do Rio de Janeiro – tomava rumo oposto à evolução dos acontecimentos.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Vinculados nas suas origens a práticas lúdicas e religiosas de escravos e seus descendentes, o batuque e, mais explicitamente, a batucada já estavam intimamente associados ao samba e à malandragem. Como cantava de novo Moreira da Silva em <em>Confissão de Malandro</em> (de Gilberto Martins), também de 1933:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>O samba, confissão de um malandro/ Que neste mundo vive sempre a sonhar/ É o eterno companheiro da orgia/ Das batucadas e das noites de luar/ (&#8230;) Samba de morro com batuque de pandeiro/ Tu és a alma deste Rio de Janeiro/ Quem te conhece desta vida tudo esquece/ És o consolo do malandro que padece</em>. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Quando se pesquisam os registros fonográficos, o que se constata é que o samba – originalmente ligado à idéia de festa regada a música – começa ser designado como gênero específico a partir da primeira metade da década de 10. Após conhecer um incremento significativo nos anos 20, tanto sob a rubrica de “samba” como de “samba carnavalesco”, se torna hegemônico na década de 30, na área da produção musical brasileira. Quanto à denominação de batuque ou batucada, ela aparecerá com alguma freqüência ao longo de todo o período pesquisado. Seja como for, aparadas as arestas, um sentido de equivalência irmanava agora samba e batucada, como no clássico <em>Alegria</em> (de Assis Valente e Durval Maia), com Orlando Silva, gravação na qual Pixinguinha, com seus Diabos do Céu, faz com que os instrumentos de sopro se integrem admiravelmente à cozinha rítmica: </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Alegria/ Pra cantar a batucada/ As morenas vão sambar/ Quem canta tem alegria/ Minha gente/ Era triste, amargurada/ Inventou a batucada/ Pra deixar de padecer/ Salve o prazer!/ Salve o prazer!</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Sim, trazidos para o mesmo campo semântico, feitos sinônimos, samba e batucada se darão as mãos em inúmeras composições. É o que se vê em Noel Rosa, por exemplo, em <em>Quando o Samba Acabou, Quem Dá Mais</em> e principalmente em <em>Feitio de Oração</em> (“batuque é privilégio/ ninguém aprende samba no colégio”), na qual o acompanhamento da Orquestra Copacabana se mostra à altura dessa obra-prima, com particular destaque para a marcação da bateria. É o que acontece igualmente em <em>Ao Voltar do Samba</em> (de Sinval Silva) ou na modelar <em>Em Cima da Hora</em> (de Russo do Pandeiro e Walfrido Silva), que, flagrando instantâneos comuns naqueles tempos, conjuga mais uma vez samba, batucada, lua e orgia. E, se alguém julgar necessário, o argumento mais categórico pode ser buscado não numa letra de música, mas num discurso nu de palavras: no criativo arranjo do maestro Fon-Fon (Otaviano Romero Monteiro), elaborado na década seguinte (1941), para o “samba-exaltação” <em>Isto Aqui O Que É</em> (de Ari Barroso), cantado com o peito estufado por Moraes Neto. Para além das modulações melódico-harmônicas da orquestra – uma marca registrada de Pixinguinha nestes trópicos –, o que se ouve na seção de pancadaria é samba/ batucada da pesada.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Na corrida do samba para afirmar-se como produto nacional, era preciso saltar outros obstáculos dispostos pelo caminho. Ao enfocar aqui a área da produção musical, chamo a atenção para a necessidade do samba incorporar outros grupos e classes sociais, promovendo um deslocamento relativo de suas fronteiras raciais e sociais. Esse avanço em direção a outros territórios encontra a sua figuração simbólica mais acabada nas relações Estácio-Vila Isabel e na parceria Ismael Silva-Noel Rosa.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Estácio de Sá, centro populsor do “samba carioca”, do “samba de carnaval” ou do “samba de morro”, era, como já vimos, bairro de gente simples. Nele as práticas musicais das classes populares contavam com o talento de pessoas que ganhariam projeção na história da música popular brasileira, como Ismael Silva, Bide (Alcebíades Barcelos) e Armando Marçal. Esbanjando engenho e arte, eles confeccionavam freqüentemente seus próprios instrumentos de percussão, uma forma de tentar contornar crônicos problemas financeiros (consta, por sinal, que Bide foi o inventor do surdo de marcação utilizado nas escolas de samba, feito de couro de cabrito ou de gato que por vezes se comia aqui ou ali&#8230;). Ao compor, em 1936, música e letra da belíssima <em>O X do Problema</em>, Noel Rosa simplesmente se rendia aos encantos do samba do Estácio, que admirava de há muito. E exprimia a atração que parcela ponderável das classes médias sentia pelo novo tipo de samba que viera à tona a partir da segunda metade dos anos 20.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ainda na passagem das décadas de 20 e 30, integrantes do Bando de Tangarás tinham lá seus pudores em mexer com “esse negócio de música” e se meter com “gente do rádio”. Tamanho preconceito de setores significativos das classes médias e das elites, em relação ao samba e a cantores profissionais de rádio, levaria – para me fixar num único exemplo – o filho de um executivo de indústria, o tangará Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha, a adotar o pseudônimo de João de Barro ou mesmo de Furnarius Rufus, nome pelo qual é conhecido o pássaro joão-de-barro no jargão científico.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Noel Rosa, no entanto, lançaria uma ponte entre bairros e segmentos sociais diversos, e transitaria muito à vontade entre os bambas do Estácio. “Poeta da Vila”, ele reconhecia como ninguém o <em>Feitiço da Vila </em>(Isabel) nos versos com os quais deu voz à sofisticada melodia de Vadico:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Quem nasce lá na Vila/ Nem sequer vacila/ Ao abraçar o samba/ Que faz dançar os galhos do arvoredo/ E faz a lua nascer mais cedo/ (&#8230;) Eu sei tudo que faço/ Sei por onde passo/ Paixão não me aniquila/ Mas tenho que dizer:/ Modéstia à parte/ Meus senhores, eu sou da Vila!</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A Vila Isabel do final dos anos 20 e início dos 30 transpirava musicalidade. A tal ponto que o compositor e radialista Haroldo Barbosa costumava, muitos anos mais tarde, compará-la à Ipanema da década de 60. “Point” do agito cultural, a Vila, bairro de classe média, legou à história da música e do rádio no Brasil nomes da envergadura de Almirante, João de Barro, Francisco Alves, Nássara, Cristóvão de Alencar, Orestes Barbosa, Antonio Almeida, Ciro de Sousa, J. Cascata, os irmãos Evaldo Rui e Haroldo Barbosa, Barbosa Jr. etc., mais “agregados” como Lamartine Babo e as amizades “estranhas” de Noel, recrutadas entre “gente do morro”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Mas não se pense que a Vila cultivasse pretensões hegemônicas relativas à apropriação do samba, apesar de sua contribuição para o refinamento da canção popular no Brasil. O que se evidencia nas palavras de Noel Rosa é que o samba carioca não pertence ao Estácio ou à Vila Isabel. Ele é produto do Rio de Janeiro, como está dito, com todas as letras, em <em>Palpite Infeliz</em>, com Araci de Almeida, composição que fez parte da polêmica musical travada entre Noel e Wilson Batista:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Quem é você que não sabe o que diz/ Meu Deus do céu, que palpite infeliz!/ Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira/ Oswaldo Cruz e Matriz/ Que sempre souberam muito bem/ Que a Vila não quer abafar ninguém/ Só quer mostrar que faz samba também/ (&#8230;) A Vila é uma cidade independente/ Que tira samba mas não quer tirar patente/ Pra que ligar a quem não sabe/ Aonde tem o seu nariz?/ Quem é você que não sabe o que diz.</em> </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Como que pondo fim, musicalmente, a qualquer discussão envolvendo a oposição morro x cidade, o mesmo Noel, figura central na definição das feições do samba urbano carioca, dissera, de forma categórica, dois anos antes (1933), em <em>Feitio de Oração</em> (dele e Vadico), que “<em>o samba na realidade/ não vem do morro nem lá da cidade/ e quem suportar uma paixão/ sentirá que o samba então/ nasce do coração</em>”. E outros compositores de alguma maneira fariam coro com ele. Benedito Lacerda e Herivelto Martins, via interpretação despojada de Alzirinha Camargo, frisavam em <em>Ritmo do Coração</em> (de 1936) que “<em>o samba é paixão/ o samba tem o mesmo/ ritmo do coração</em>”. Ari Barroso, pela voz de Sílvio Caldas, emendaria em <em>Morena Boca de Ouro</em> (de 1941), um primor de combinação percussiva entre ritmo, melodia e letra: “<em>meu coração é um pandeiro/ marcando o compasso de um samba feiticeiro</em>”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Diferentemente, porém, dos compositores de sua origem social, Noel Rosa revelava um apego às coisas e às pessoas do subúrbio e do morro que, também sob esse aspecto, o transformava num tipo excepcional, cruzando e intercruzando mundos distintos, numa palavra, aproximando-os como autêntico “mediador cultural”.. Francisco Alves tinha um faro extraordinário para garimpar novidades e talentos onde quer que eles surgissem, para, em seguida, produzir discos de sucesso. Noel ia muito além: de modo mimético, se integrava aos “sambistas de morro”, como atestam as suas parcerias com Canuto (do Salgueiro), Cartola e Gradim (da Mangueira), Ernani Silva, o Sete (do subúrbio de Ramos), Bide e Ismael Silva (do Estácio), sem falar no exímio ritmista Puruca, em Antenor Gargalhada e outros mais. Não é por si só emblemático que o ex-estudante de Medicina e boêmio Noel Rosa tivesse justamente em Ismael Silva o parceiro com quem mais músicas compôs? Justo ele, um negro pouco afeito ao trabalho, que vivia de biscates, trapaças de jogo, e que, imbuído do orgulho de criador artístico de respeito, proclamava em <em>O Que Será de Mim</em>, uma espécie de auto-retrato: </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Se eu precisar algum dia/ De ir pro batente/ Não sei o que será/ Pois vivo na malandragem/ E vida melhor não há/ (&#8230;) Deixa falar quem quiser/ Deixa quem quiser falar/ O trabalho não é bom/ Ninguém pode duvidar/ Oi, trabalhar só obrigado/ Por gosto ninguém vai lá.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A vida e a obra de Noel Rosa fornecem um testemunho eloqüente do movimento de “transregionalização”do “samba carioca”. Nascido numa determinada região do Rio de Janeiro, o samba migra, num processo dinâmico de permanente recriação, para outras áreas da cidade. Simultaneamente, conduzido pelas ondas do rádio, ele se transporta para outros lugares do país, que elevarão o “samba carioca” à condição de “samba nacional”, embora não se excluam outras pronúncias ou outras dicções do samba. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Esse reconhecimento surgiria na linguagem musical dos sambistas. “<em>O samba já foi proclamado/ sinfonia nacional</em>”, enfatizavam, em 1936, por meio de Carmen Miranda, os compositores Custódio Mesquita e Mário Lago, em <em>Sambista da Cinelândia</em>. Enquanto isso, o piano de Custódio Mesquita, com sua habitual elegância, aderia, em breves passagens, à marcação rítmica da batucada. Aparentemente estavam derrotados os preconceitos mencionados, dois anos atrás, por Maércio de Azevedo e Francisco Matoso em <em>Abandona o Preconceito</em>, com o Bando da Lua. Afinal, em 1935, numa gravação em que música, letra e acompanhamento do conjunto regional estão estreitamente ajustados, Carmen Miranda cantava em <em>Se Gostares de Batuque</em> (cuja autoria se atribui a Kid Pepe): </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Oi, se gostares de um batuque/ Tem batuque que é produto nacional/ Sobe o morro e vai ao samba/ E lá verás que gente bamba/ Está sambando no terreiro/ Pois tudo aquilo é bem brasileiro.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">E isso com direito, ao final da gravação, a um provocativo e escrachado <em>yeah</em>!</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>II. Yes, nós temos samba: o nacionalismo musical</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Yes, nós temos samba. E o samba se converteria na principal peça da artilharia musical brasileira na batalha desencadeada contra as “más influências” culturais norte-americanas, que, no <em>front</em> da música popular, seriam encarnadas acima de tudo pelo fox-trot.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Se para uns era perfeitamente admissível que o sambista e o compositor de fox habitassem uma mesma pessoa, para outros essa dualidade era intragável. Se de ambos os lados se podiam recolher manifestações de afirmação do samba como símbolo musical da identidade nacional, os usos de um ritmo de procedência estrangeira os dividiam, mesmo quando pudessem até atuar como parceiros, como foi o caso, por exemplo, de Noel Rosa e Custódio Mesquita.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ao se examinar a discografia brasileira em 78 rpm, verifica-se também que há elementos suficientemente expressivos da penetração do fox-trot desde a segunda metade da década de 10. A influência de gêneros musicais norte-americanos, com o fox à frente, se acentuou nos anos 20. É a época da constituição de diversas jazz-bands, dentre as quais a do Batalhão Naval do Rio de Janeiro.  Nos anos 30, quando o fox-trot rodava pelo mundo com inegável sucesso, sua presença continuou a crescer, notadamente na primeira metade da década, para, depois, voltar a estar em grande evidência até, a grosso modo, o término da Segunda Guerra Mundial. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Durante esses aproximadamente 30 anos do fox-trot em terras brasileiras, as etiquetas dos discos aqui gravados farão menção a uma gama imensa de foxes: fox-canção, fox-cançoneta, fox-cowboy, fox-marcha, fox-sertanejo e &#8230; fox-samba. E se ouvirão foxes nacionais e estrangeiros, no original ou em versões (em compensação, também serão registrados fado-samba, guarânia-samba, mazurca-samba, samba-rumba, samba-tango e &#8230; samba-fox, sem contar samba-boogie e samba-swing).</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Armado esse cenário, pode-se então compreender por que, já em 1930, num samba amaxixado de Randoval Montenegro, Carmen Miranda descarregava a ira do setor nacionalista contra o fox-trot, esse intruso, e espalhava aos quatro cantos que <em>Eu Gosto da Minha Terra</em>:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Sou brasileira, reparem/ No meu olhar, que ele diz/ E o meu sabor denuncia/ Que eu sou filha deste país// Sou brasileira, tenho feitiço/ Gosto do samba, nasci pra isso/ O fox-trot não se compara/ Com o nosso samba, que é coisa rara.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">E por aí ia esse precursor do “samba-exaltação”, a transbordar de felicidade com as belezas naturais do Brasil. Sem ser dado a compartilhar de qualquer ufanismo tolo – supondo-se, é claro, a possibilidade de existir ufanismo que não seja tolo –, Noel Rosa era um dos que compactuavam, no entanto, com as restrições feitas ao modismo do fox-trot. Na verdade, com freqüência ele torcia o nariz diante do que lhe parecesse americanizado, da mesma maneira como achava deplorável ver brasileiros cantando em outras línguas. Por ser, também nessa discussão, uma figura da maior importância na cena musical brasileira, vale a pena nos determos um tanto mais nas implicações do seu nacionalismo, algo que recendia a um nacionalismo popular.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Nas palavras dos seus melhores biógrafos, “os estrangeirismos simplesmente não combinam com seu jeito de ser. São chiquês de grã-finos e intelectuais enfatuados, pura moda, mania de exibição”. Sob a ótica de Noel, o Brasil está “aqui perto, na cidade do interior, no morro, no bairro, na esquina. Ou mesmo no botequim, na gafieira, na pensão de mulheres, no carnaval, na roda de jogo, nos lugares enfim onde todos os brasileiros se igualam. Seu nacionalismo tem esse sentido. De gostar das ‘coisas nossas’. De preferir o samba ao <em>fox-trot</em>”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Tudo isso está sintetizado de forma magistral por Noel Rosa numa composição de 1933, <em>Não Tem Tradução</em>, na qual música e letra se integram à perfeição num corpo só:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>O cinema falado/ É o grande culpado/ Da transformação/ Dessa gente que sente/ Que um barracão/ Prende mais que um xadrês/ Lá no morro, se eu fizer uma falseta/ A Risoleta/ Desiste logo do francês e do inglês// A gíria que o nosso morro criou/ Bem cedo a cidade aceitou e usou/ Mais tarde o malandro deixou de sambar/ Dando pinote/ E só querendo dançar o fox-trot!// Essa gente hoje em dia/ Que tem a mania/ Da exibição/ Não se lembra que o samba/ Não tem tradução/ No idioma francês/ Tudo aquilo que o malandro pronuncia/ Com voz macia/ É brasileiro, já passou de português// Amor, lá no morro, é amor pra chuchu/ As rimas do samba não são “I love you”/ Esse negócio de “alô”, “alô, boy”/ “Alô, Johnny”/ Só pode ser conversa de telefone.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Música-plataforma, por assim dizer, <em>Não Tem Tradução</em> entrava em linha de sintonia com Macunaíma, personagem gerado pelo modernista Mário de Andrade, que já percebera e procurava apre(e)nder as “duas línguas da terra, o brasileiro falado e o português escrito”. Como se sabe, a preocupação básica de Mário de Andrade, no caso, se nutria do desejo de captar a fala que nasce do Brasil popular, do “Brasil brasileiro”, como que a saborear o coco que o coqueiro dá. Nessa perspectiva, a sintaxe é submetida a um processo de abrasileiramento em busca de uma “língua brasileira”. E essa sintaxe, musicalmente falando, para Noel era o samba. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Seria, de fato, o cinema falado o vilão apontado por Noel Rosa? Exageros à parte, era indiscutível que, ao desembarcar no Brasil em 1929 – trazendo consigo o idioma inglês e os musicais norte-americanos –, ele contribuiria poderosamente para originar uns tantos modismos. Do cultivo da aparência física ao vestuário, passando pela incorporação de expressões inglesas à linguagem cotidiana, seu raio de influência foi amplo. E Noel estava a postos para satirizar certas situações que precipitavam no ridículo os cultores dessas ondas, como o fez no samba-choro <em>Tarzan (O Filho do Alfaiate)</em>. Aqui seu alvo são os jovens de famílias de “boa cepa”, que, querendo ombrear-se ao musculoso Tarzan do cinema, muitas vezes corriam ao alfaiate para rechear de algodão as ombreiras dos paletós&#8230;</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Mas o deboche, de certo fundo nacionalista, não era obra apenas de Noel Rosa. Lamartine Babo, autor de classe média, aberto a todo tipo de música, não era, logo se vê, exatamente um nacionalista. Nem por isso, entretanto, deixou de elaborar, em 1931, uma obra-prima do <em>non-sense</em>, o fox-charge <em>Canção Para Inglês Ver:</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Morguet Five Underwood/ I shell/ No bonde Silva Manuel/ Manuel/ Manuel/ I love you/ To have steven Via-Catumbi/ Independence lá do Paraguai/ Studebaker&#8230; Jaceguai!/ Yes, my glass/ Salada de alface/ (&#8230;) Elixir de inhame/ Reclame de andaime/ Mon Paris je t’aime/ Sorvete de creme&#8230;/ (&#8230;) Isto parece uma canção do Oeste/ Coisas horríveis lá do Far West.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Nacionalista assumido, Assis Valente se insurgia contra esse estado de coisas. Mulato de origem humilde, que dividia seu tempo entre a arte de fazer prótese dentária e a arte de compor. Numa marcha de 1932, <em>Good-Bye,</em> ele aconselhava: “<em>good-bye, boy, good-bye, boy/ deixa a mania do inglês/ fica tão feio pra você/ moreno frajola/ que nunca freqüentou/ as aulas da escola</em>”. Aliás, já na sua estréia em disco, com <em>Tem Francesa no Morro</em>, ele confiava a Araci Cortes, estrela cintilante do teatro de revista nas décadas de 20 e 30, a missão de mostrar, com muita graça, que samba e “morrô” (ou seria “morreau”?) não rimavam com França: “<em>vian/ petite francesa/ dancê/ le classique/ em cime de mesa</em>”. Alguns anos mais tarde, em <em>Oui&#8230; Oui&#8230;</em>, Floriano Pinho tornaria a bater na mesma tecla: “<em>as francesas sambando/ eu fiquei a sorrir/ marcação de bailado/ à moda chic de Paris!/ (&#8230;) no Brasil o samba é patenteado/ e nós, os brasileiros, somos diplomados</em>”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">As conseqüências da chegada do cinema falado ao Brasil não se resumiam, contudo, à área dos costumes. Ela provocou, no começo dos anos 30, desemprego em massa de instrumentistas, até então habitualmente convocados para trabalhar nas salas de projeção ou nas salas de espera dos cinemas. O número de músicos atirados ao “completo abandono” era calculado em cerca de 30.000 por todo o país. Daí uma manifestação de protesto por parte da corporação musical” do Rio de Janeiro, que, recebida em palácio, passou às mãos de Getúlio Vargas um documento no qual, entre outras coisas, se reivindicavam: a) “a obrigatoriedade da inclusão de dois terços de música brasileira em todo e qualquer programa das casas de diversões”; b) “obrigatoriedade de conservação de orquestras típicas nacionais nos salões de espera ou nos salões de exibição, quando aqueles não existirem”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Essa iniciativa de cunho protecionista combinava com a proposta de constituição de uma Orquestra Típica Brasileira. Defendida em 1933 por Orestes Barbosa e bancada por Mário Reis, a idéia que os animava era a de fazer frente às <em>jazz-bands</em>, estrangeiras ou nacionais, formadas sob inspiração do figurino norte-americano, bem como às “orquestras típicas argentinas”. Isso propiciou até uma experiência natimorta, por falta do esperado amparo oficial: sob a liderança de Pixinguinha, ocorreu uma única apresentação da Orquestra Típica Brasileira, cujo precedente tinha sido a formação, em 1928, da Orquestra Típica Pixinguinha-Donga. Por essas e outras, em 1935, Noel Rosa lamentava a inexistência no Brasil de uma “orquestra típica” como as dos Estados Unidos e Argentina.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O panorama musical brasileiro da época era, obviamente, um campo de forças, com suas disputas e concorrências. O samba, hegemônico, não reinava sozinho, como também é óbvio. A verificação dos gêneros musicais veiculados no mundo dos discos indicava, em segundo lugar, a freqüência de gravação de marchas (por sinal, era muito comum a dobradinha samba-marcha, figurando em cada um dos lados dos discos de 78 rpm, especialmente nos meses que antecediam o carnaval). Mas se gravavam em grande quantidade “canções”, valsas (estas, quase exclusivamente de autores nacionais, em escala bem maior que o fox), músicas “sertanejas” ou “regionais” (agrupando muitos gêneros ou subgêneros). Sem o mesmo peso quantitativo de antes, o choro era outra modalidade sempre presente, inclusive sob a nova designação de samba-choro. Já o samba-canção, que despontara como rubrica musical em 1928, ainda contava com um número de registros relativamente reduzido. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O fado, o tango e o fox-trot eram, sem dúvida, os gêneros populares “estrangeiros” mais em voga nos anos 30, no Brasil. Até meados da década o fado tinha aqui considerável ressonância. Orestes Barbosa, misto de jornalista, compositor e boêmio, nacionalista até a medula, nunca escondeu sua particular aversão aos estrangeiros. E crivava de críticas os portugueses, que a seu ver eram sinônimo de atraso de vida. Ele tapava os ouvidos diante de um fado e partia logo para a esculhambação: “o fado é um arroto! O fado só fala de miséria. Em cadelas de rua. Em bacalhau. Em catres de hospital. É sempre a mesma lamúria: ‘Minha mãe, minha mãe, minha mãe&#8230;’ Rimando com <em>tambãe</em>”.  Sua impressão sobre o tango, com coisas tipo <em>Por Vos Yo Me Rompo Todo</em> (<em>Por Ti Eu Me Rasgo Todo</em>, na versão gravada por Orlando Silva), certamente não era muito diferente. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A maior influência, entretanto, continuava a ser exercida pelos foxes, nacionais ou estrangeiros (incluindo-se versões de João de Barro, Alberto Ribeiro, Lamartine Babo e&#8230; Orestes Barbosa, muitas delas de filmes musicais norte-americanos). O versionista-mor do momento era Osvaldo Santiago, posto ocupado por Haroldo Barbosa na década de 40.  Até o encarniçado nacionalista Orestes Barbosa se tornou co-autor de fox-canções e de fox-trots, em parceria com o maestro J. Tomás. Chegarão ao ponto de compor um “fox-samba”, <em>Flor do Asfalto</em>, em 1931. Nesse campo, todavia, ninguém excedeu musicalmente em qualidade Custódio Mesquita, com impecáveis composições em que dava mostras da assimilação criativa de procedimentos musicais norte-americanos, tais como em <em>Nada Além</em> (dele e Mário Lago) e <em>Mulher</em> (dele e Sadi Cabral). </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Nesse cenário, de novo se pode recorrer a Noel Rosa como uma espécie de tipo-ideal weberiano da trincheira do samba. O exame da sua obra é um atestado eloqüente disso. Desço aos detalhes, aqui. Num esforço de recuperação meticuloso, João Máximo e Carlos Didier arrolaram 259 canções de Noel, entre as que foram gravadas (em vida ou postumamente), não gravadas e/ou das quais se teve conhecimento de sua existência (mesmo quando melodia e/ou letra se perderam) por informações várias. Limitei-me apenas ao trabalho de quantificá-las para que o perfil musical do autor pudesse emergir mais claramente.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A imensa maioria de suas composições é constituída por sambas, 164 ao todo, dos quais, na prática, se se considerar a existência de diversas parcerias fictícias, cerca de metade é tão-somente dele (música e letra). Em segundo lugar aparecem as marchas, 31 no total, 23 delas em regime de parceria. Todos os demais gêneros têm uma presença pouco significativa no conjunto da produção de Noel. Sozinho ele compôs a sério não mais do que uma valsa e uma “canção”, dentre as 7 valsas e as 6 canções que integram seu repertório, sendo 4 valsas e 4 “canções” meras paródias, além de uma valsa e uma “canção” feitas nos moldes de opereta ou com fim humorístico. A pouca ou quase nenhuma importância desses dois gêneros para Noel vale como um indicador do seu entranhado e moderno anti-romantismo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">4 emboladas, 3 marchas-rancho, 3 sambas-canções  3 sambas-choros, 2 choros, 2 canções sertanejas e uma toada completam sua obra, ao lado de 20 peças não identificadas e 3 musicadas postumamente. E quanto aos gêneros “estrangeiros”? Tango, rumba e fox-trot têm também o seu lugar, mas um lugar gritantemente menor na obra desse parodista notável que jamais compôs sozinho qualquer fox-trot, rumba ou tango. Os dois tangos em que Noel aparece como co-autor são paródias; a única rumba se reveste de feição nitidamente teatral, para os devidos fins. Dos 7 fox-trots a que associou seu nome, 3 assumem a forma de paródia, um é parte de uma opereta e outro atende a finalidades teatrais. O nacionalismo musical de Noel fala, portanto, através da análise da sua produção. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Em sua curta vida, interrompida por complicações pulmonares aos 26 anos, nada mais do que um fox-trot com letra sua (música do irmão Hélio Rosa, aliás, coisa de irmão pra irmão) chegou ao disco: <em>Você Só&#8230; Mente. Estátua da Paciência,</em> com música do regente de orquestra de teatro de revista Jerônimo Cabral, teria que amargar mais de 50 anos de esquecimento até ser gravada pela primeira vez.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Gozador de marca maior, Noel foi autor de operetas, “óperas bufas cariocas” ou “revistas radiofônicas”. Parodista implacável, parodiou a si próprio com a mesma facilidade com que seus traços o caricaturizaram, ele que, “sem queixo”, fazia a alegria dos caricaturistas. Num período em que a febre dos musicais norte-americanos arrastava multidões aos cinemas, ele não respeitou sequer Irving Berlin. <em>Cheek to Cheek</em>, música ao som da qual Fred Astaire e Ginger Rogers contracenavam em <em>Picolino</em>, virou nada mais nada menos do que um reles <em>Vagolino de Cassino</em> (não gravada).</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O procedimento parodístico sublinha a diferença, quando não institui a inversão. Afasta-se radicalmente da paráfrase, que atua como recurso argumentativo de reforço e de celebração da identidade. No caso, a ação de Noel novamente o aproxima de um dos elementos críticos utilizados pelos poetas modernistas, o poema-piada, em meio à reavaliação que fizeram, na década de 20, da cultura brasileira. Como salienta Affonso Romano de Sant’Anna, “da mesma maneira que é possível estabelecer um paralelo entre a <em>paródia</em> – como efeito cáustico e crítico em Noel Rosa – e a paródia em Oswald de Andrade, Murilo Mendes e Carlos Drumond de Andrade, talvez seja possível aproximar a paráfrase – como endosso e cópia – tal como aparece através do ufanismo de poetas como Cassiano Ricardo e Guilherme de Almeida, e o ufanismo de Ari Barroso na década de 30 e 40 sob os auspícios da ditadura de Getúlio Vargas”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O nacionalismo popular de Noel não se permite arrebatamentos ou derramamentos grandiloqüentes. O Brasil lhe deu régua e compasso para desenhar o “Brasil de tanga”, o Brasil da “prontidão”. De olhos voltados para o corpo-a-corpo do dia-a-dia, seu mundo é povoado pela mulher, pelo pandeiro, batuque, violão, prestamista e vigarista, como em <em>Coisas Nossas,</em> que ele canta com sua voz pequena e em tom coloquial: “<em>malandro que não bebe/ que não come, que não abandona o samba/ pois o samba mata a fome/ (&#8230;) e o bonde que parece uma carroça/ coisa nossa, muito nossa!</em>”</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Noel Rosa, Ari Barroso, João de Barro, Alberto Ribeiro e muitos outros mais, quaisquer que fossem as diferenças que os separassem, tinham em comum traços nacionalistas, mais ou menos pronunciados, e, acima de tudo, erigiam o samba como produto nacional. Com a marchinha <em>Yes! Nós Temos Bananas&#8230;,</em> sucesso carnavalesco de 1938 em diante, João de Barro e Alberto Ribeiro faziam uma réplica a um fox-trot que deu volta ao mundo, <em>Yes! We Have No Bananas</em>, de Frank Silver e Irving Cohn. Isso equivalia a um brado nacionalista, de quem se sabia subdesenvolvido, sim, mas achava, ainda assim, razões para se orgulhar de seu país: “<em>yes! nós temos banana/ banana pra dar e vender/ banana, menina/ tem vitamina/ banana engorda e faz crescer</em>”. E, musicalmente, quem ia para o trono, no Brasil, era, de fato, o samba, como cantava Almirante em <em>Touradas em Madri</em>, da mesma dupla que se celebrizou com suas marchas:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Eu conheci uma espanhola/ Natural da Catalunha/ Queria que eu tocasse castanhola/ E pegasse o touro à unha/ Caramba/ Caracoles/ Sou do samba/ Não me amoles/ Pro Brasil eu vou fugir/ Isso é conversa mole/ Para boi dormir</em>. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>III. Essa gente bronzeada: o samba e a mestiçagem</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A escalada do samba para obter seu lugar ao sol na galeria dos símbolos nacionais o levou a percorrer territórios minados. Sofrendo nos primeiros tempos com as investidas policiais, que não poupavam a malandragem e a capoeiragem, ele foi achincalhado como “coisa de negros e de vadios”. O violão, companheiro das horas certas e incertas, foi desqualificado como “instrumento de capadócios”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O reconhecimento de que o samba era negro de nascença provinha inclusive de compositores e intérpretes brancos que não viam nisso, necessariamente, algo de negativo. Como no amaxixado <em>O Nego no Samba</em> (de Ari Barroso, Luiz Peixoto e Marques Porto), com Camen Miranda, que zombava, em 1929, da falta de jeito dos brancos ao cairem no remelexo do samba:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Samba de nego/ Quebra os quadri/ Samba de nego/ Tem parati/ (&#8230;) Num samba, branco se escangaia/ Num samba, nego bom de saia/ Num samba, branco não tem jeito, meu bem/ Num samba, nego nasce feito</em>.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Coisa de nego que envolve negaça (sedução, provocação, requebro) e parati (cachaça) para festejar o momento lúdico, eis, em suma, o retrato falado do samba. Poucos anos mais tarde, porém, já não seria esta a imagem que outros compositores fariam dele.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Na realidade, o samba – no seu fazer-se e refazer-se permanente – ia incorporando outra tez e outro tom, quer dizer, outras dicções e tonalidades, imerso num processo simultâneo de relativo “embranquecimento” e “empretecimento” dos grupos e classes sociais que lidavam com ele. Sua prática o conduzia rumo a direções opostas e complementares, tecendo a dialética da unidade dos contrários, tão bem expressa nas contraditórias trocas culturais realizadas entre as classes populares e as classes médias. Abria-se, assim, caminho para a entronização do samba como ícone cultural de toda a nação e não apenas desse ou daquele segmento étnico. Testemunha ocular e ativo participante dessa história da nacionalização do samba, Orestes Barbosa prestava o seu depoimento em <em>Verde e Amarelo</em>, calcado em música de J. Tomás, revelando, em 1932, sinais de um novo tempo:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Vocês quando falam em samba/ Trazem a mulata na frente/ Mas há muito branco e bamba/ Que no samba é renitente/ Não me falem mal do samba/ Pois a verdade eu revelo/ O samba não é preto/ O samba não é branco/ O samba é brasileiro/ É verde e amarelo.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Para acentuar o clima nacionalista, essa gravação é entrecortada por acordes do hino nacional. E mais: nos versos seguintes (“<em>nesta terra de </em>palmeiras/ onde <em>canta o sabiá</em>/ <em>as almas das brasileiras/</em> <em>são da flor do resedá</em>”) há uma citação de “<em>Canção do Exílio</em>”, de Gonçalves Dias, poeta romântico repetidamente parodiado pelos modernistas. Nada aí é casual: o arremate recorda a coloração amarela da flor do resedá.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O Brasil parecia se encher de cores, a julgar ainda pela denominação de algumas formações musicais. Entre fins dos anos 20 e princípio dos 30, estava em ação o Grupo Verde e Amarelo, liderado pelo compositor e cantor Paraguassu, cujo interesse se direcionava para as “coisas brasileiras”. Temperando o café com leite, entre março de 1934 e dezembro de 1939, a Dupla Preto e Branco (respectivamente, Francisco Sena, depois Nilo Chagas, e Herivelto Martins) emplacou diversos sucessos. Para culminar, de 1937 em diante, a Dupla Verde e Amarelo (com Wilson Batista e Erasmo Silva) coloca no mercado seus primeiros discos. Tudo isso parecia ser sintoma de alguma coisa.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Sintoma da mestiçagem que passou a ser cantada como nunca se viu por estas terras. Sua trilogia pode ser buscada, por exemplo, na seqüência das marchas compostas por um dos maiores nomes dos carnavais brasileiros, o branco Lamartine Babo, originário da classe média. Em <em>O Teu Cabelo Não Nega</em> (dele e dos Irmãos Valença), de 1931, a mulata é reverenciada. No ano seguinte ela cede seu lugar à <em>Linda Morena</em>. Em 1933 ele cantará <em>Dá Cá o Pé&#8230; Loura</em> (dele e de Alcir Pires Vermelho). Numa palavra, o que se tematizava musicalmente não era senão o caráter “misto”, “multirracial” da sociedade brasileira. A miscigenação, ora execrada, ora exaltada, permanecia no centro de debates intelectuais que punham à mostra como a questão da identidade nacional se ligava umbilicalmente à temática racial. Nesse contexto é que o antropólogo Gilberto Freyre louvará a miscigenação brasileira como a simbiose de negros, índios e brancos com final supostamente feliz na história do Brasil. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Simbiose que será retratada em outra marcha de Lamartine Babo, <em>Hino do Carnaval Brasileiro</em>, na qual ele apresenta a síntese de suas três composições anteriores e joga com outros símbolos nacionais: “<em>salve a morena!/ a cor morena do Brasil fagueiro/ (&#8230;) salve a loirinha!/ dos olhos verdes, cor das nossas matas/ salve a mulata!/ cor do café, a nossa grande produção</em>”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Outros compositores consagrarão, indistintamente, as loiras e as morenas, como Jaime Brito e Manezinho Araújo em <em>Lalá e Lelé</em>, com Luiz Barbosa. Cantor cheio de bossa, criador do samba de breque, Luiz Barbosa batucava aqui na copa de seu chapéu de palha – “instrumento de percussão” patenteado por ele – para homenagear, alegremente, a loira Lalá e a morena Lelé, “<em>duas garotas do desacato”, </em>que “<em>quando caem no samba/ (&#8230;) provocam até cenas de pugilato</em>”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O leque da miscigenação na música popular se abre por inteiro, todavia, na marcha <em>É do Barulho</em> (de Assis Valente e Zequinha Reis). Nela são referidas expressamente as morenas, loiras, mulatas e crioulas. E se diz, em alto e bom som: “<em>sou pacificador/ não quero brigar/ por causa de cor/ (&#8230;) todas elas são rainhas/ de igual valor</em>”. O Bando da Lua canta essa música harmonizando vozes da mesma maneira como idealmente se harmonizam cores e raças no Brasil.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Esse policromatismo, base sobre a qual se ergueu o mito da democracia racial brasileira, consistia, igualmente, num dos pontos de partida de reflexões político-sociais de pensadores ideologicamente comprometidos com a ditadura estado-novista. Cassiano Ricardo não se cansava de enaltecer o “berreiro cromático” ou o “escândalo” de cores chamado Brasil. Nacionalista de corte autoritário, à moda dos ideólogos de Estado, ele, ao reescrever a história do Brasil, enfatizava, entre outras coisas: “parece que Deus derramou tinta por tudo”. Da exaltação à natureza à exaltação da fábula das três raças (índios, negros e brancos) era um passo: “todas as cores raciais na paisagem humana”. Mas nem tudo era consonância quando a questão dizia respeito à raça e ao samba. Vozes dissonantes também se faziam ouvir, quebrando a aparente harmonia estabelecida. No palco de disputas montado em torno dos destinos da música popular não faltaram ataques de fundo racista. O samba do morro, por exemplo, ficou sob a alça de mira de articulistas inconformados com a propagação dessa “coisa de negros”. Um deles, Almeida Azevedo, pegava pesado contra esse tipo de samba ao escrever, em março de 1935, na revista <em>A Voz do Rádio</em>. Qualificava-o de “maltrapilho, sujo, malcheiroso”, incriminando-o como o “irmão vagabundo” do samba “que não quer limpar-se nem a cacete”. Daí conclamar os responsáveis pelas emissoras de rádio: “o rádio pode, se o quiser, higienizar o que por aí anda com o rótulo de <em>coisas nossas</em> a desmoralizar a nossa cultura e bom gosto”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Isso representaria, aos olhos desses críticos “refinados”, um desacato aos nossos padrões de “civilidade”. Desacatar, aliás, era um verbo muito conjugado por sambistas ao fazerem alusão a mulatas do desacato, a sambas que desacatavam, no sentido de “botar pra quebrar”. Nessas circunstâncias é que, na esteira do sucesso que Carmen Miranda começava a alcançar nos Estados Unidos, foi detonada, em meados de 1939 – por intermédio de <em>A Noite</em> e <em>O Jornal </em>–, uma polêmica que tinha como contendores Pedro Calmon e José Lins do Rego. Um, historiador, outro, romancista, ambos preocupados com o samba.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">José Lins não deixava por menos ao desferir suas críticas àquele filho dileto das classes dominantes baianas: “O sr. Pedro é contra o samba. (&#8230;) quer que se extinga de nossa vida essa coisa vil e negra que é a música brasileira”. Pedro Calmon se defendia, deixando vir à tona seus pressupostos racistas: “Denunciei não o samba, porém o batuque e onomatopéias que lembram, ao luar da fazenda, o perfil sombrio da senzala”. Nada poderia haver de pior para a imagem do país: “lá fora nos tomarão como pretos da Guiné ou hotentotes de camisa listrada. (&#8230;) Em vez de parecer o que chegamos a ser – um povo de culta e ambiciosa civilização (&#8230;)”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Na verdade, tal debate se vinculava, pelo menos em parte, a outra discussão que, volta e meia, sacudia a música popular ao longo dos anos 30. Entrava, então, em pauta a “higienização” ou o “saneamento” do samba. Vale relembrar, de passagem, o episódio sobre a composição <em>Lenço no Pescoço</em>, de 1933, cantada malandramente por Sílvio Caldas. Seu autor, o mulato Wilson Batista, dava os primeiros passos como compositor, ele que se converteria num dos mais destacados personagens da história do samba. Semi-alfabetizado, sem jamais haver se fixado num trabalho regular, habitante dos cabarés da Lapa, preso diversas vezes, constantemente às voltas com “más companhias”, Wilson Batista dizia, em <em>Lenço no Pescoço</em>: “<em>provoco e desafio/ eu tenho orgulho/ em ser tão vadio”. </em>E advertia: “<em>sei que eles falam/ deste meu proceder/ eu vejo quem trabalha/ andar no miserê </em>”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Nessa música ele se referia a um determinado tipo de malandro em tom de glorificação: “<em>meu chapéu de lado/tamanco arrastando/ lenço no pescoço/ navalha no bolso/ eu passo gingando</em>”. A reação foi imediata. Orestes Barbosa, na sua pioneira coluna de rádio no jornal <em>A Hora</em>, estrilou: “num momento em que se faz a higiene poética do samba, a nova produção de Sílvio Caldas, pregando o crime por música, não tem perdão”. . E tanto não teve perdão entre os guardiães dos bons costumes que a comissão de censura da Confederação Brasileira de Radiodifusão vetou sua irradiação. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Até Noel Rosa irritou-se com <em>Lenço no Pescoço</em>, compondo e divulgando em programas de rádio a réplica <em>Rapaz Folgado</em>, ainda em 1933. No que foi apoiado por Almirante, que via na sua atitute a procura da “regeneração dos temas poéticos da música popular”. Essa interpretação fez escola, sendo repetida por estudiosos da música popular, que parecem ter descoberto, de uma hora para outra – em aberta contradição com toda a obra anterior e posterior do poeta da Vila – um Noel Rosa subitamente travestido de agente moralizador/civilizador do samba. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Seria esse, de fato, o significado dos versos de Noel, ao recomendar: “<em>compra sapato e gravata/ joga fora essa navalha/ que te atrapalha/ com chapéu do lado deste rata/ da polícia quero que escapes (&#8230;) proponho ao povo civilizado/ não te chamar de malandro/ e sim de rapaz folgado</em>”? Independentemente dos problemas pessoais/afetivos que permeavam as relações entre Wilson Batista e Noel (eles foram assinalados por João Máximo e Carlos Didier), o que <em>Rapaz Folgado</em> põe em questão, a meu ver, é a falta de malandragem do alegado malandro ao escancarar a sua condição de “malandro” e atrair sobre si o “olhar de doberman” da lei, esquecido do ditado popular segundo o qual “o bom cabrito não berra”. Em outras palavras, dentro dos códigos da malandragem, a arte da dissimulação é ponto de honra, e por isso mesmo não é inteligente oferecer-se como caça ao caçador. Coisa que, de resto, Noel sabia muito bem, como fica evidente tanto em <em>Escola de Malandro</em>, de 1932 (“<em>a escola do malandro/ é fingir que sabe amar/ (&#8230;) fingindo é que se leva vantagem/ isso, sim, é que é malandragem/ quá, quá, quá, quá&#8230;</em>”), quanto em <em>Se a Sorte Me Ajudar</em>, de 1934:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Se a sorte me ajudar/ Eu vou te abandonar/ Vou mudar de profissão/ Porque a palavra malandragem/ Só nos trouxe desvantagem/ E você não vai dizer que não// Quem faz seus versos/ E no morro faz visagem/ Leva sempre desvantagem/ Dorme sempre no distrito/ Entretanto quem é rico/ E faz samba na avenida/ Quando abusa da bebida/ Todo mundo acha bonito</em>. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Polêmica Wilson Batista x Noel Rosa à parte, o debate musical sobre as raízes negras do samba e suas projeções prosseguia. Outro defensor do saneamento musical do Brasil era Joubert de Carvalho. Filho de fazendeiro, médico, socialmente muito bem relacionado, ele apreciava músicas eruditas. Pouco chegado ao samba, seu forte eram as composições românticas, “músicas para uso interno”. Numa década de inequívoco domínio do samba como gênero musical, Joubert de Carvalho propunha um deslocamento do eixo sobre o qual se apoiava a música popular brasileira e, em descompasso com os adeptos da miscigenação, clamava pela valorização da raça branca. Em <em>Sai da Toca, Brasil!</em>, de 1938, afirmava que senzala, macumba, o bater o pé no chão, tudo isso pertencia ao passado: “<em>a dança agora é no salão</em>”. Urgia, para elevar o Brasil ao foro de civilidade, trocar a favela pelo arranha-céu. E proclamava: “<em>Brasil das avenidas/ da praia de Copacabana e do asfalto/ a tua gente branca e forte/ ninguém cantou ainda bem alto</em>”. Em tempo: <em>Sai da Toca, Brasil!</em> era uma rumba&#8230;</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A resposta não se fez por esperar. Vestindo a carapuça, Nelson Petersen, integrante do Bando Carioca, replicou num diapasão francamente nacionalista. Em <em>Quem Condena a Batucada</em> ele ia direto e reto ao assunto: “<em>quem condena a batucada/ dessa gente bronzeada/ não é brasileiro/ e nada mais bonito é/ que um corpo de mulher/ a sambar no terreiro</em>”. Era uma quimera, no seu entender, alguém pensar em pôr fim ao samba e à malandragem. O samba que, frisava Nelson Petersen, “<em>nasceu num cruel barracão</em>” e “<em>foi educado sambando no chão/ com a gente de cor</em>”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Por um tempo as resistências ainda vão estalar, aqui ou ali. Serão todas elas, no entanto, insuficientes para barrar a consagração do samba como símbolo nacional e ícone da mestiçagem. Com tudo o que Carmen Miranda possa ter de expressão caricatural, característica de um “exotismo apimentado” (basta mencionar a salada de frutas que transportava sobre a cabeça, a sua imagem mais difundida no exterior), ela não deixou de encarnar o “paradigma mestiço”. Como sublinha Hermano Vianna, “branca européia, Carmen Miranda não via nenhuma contradição em se vestir de baiana (usando a roupa ‘típica’ das negras da Bahia), ou em cantar ou dançar samba (música de origem negro-africana)”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Nesse contexto, afinal, “<em>chegou a hora/ dessa gente bronzeada/ mostrar seu valor</em>”, como disse Assis Valente na esfusiante <em>Brasil Pandeiro</em>. Os ganhos advindos da nacionalização do samba não foram, porém, divididos na sua justa proporção. Os cantores brancos de classe média com certeza estavam entre os que mais tiraram proveito do fato do samba se encontrar na crista do sucesso. Multiplicavam-se as queixas de compositores das classes populares em relação à dificuldade de acesso às gravadoras, que acumularam lucros e mais lucros com a exploração do trabalho alheio. Criadores do nível de Bide e Marçal, de origem negra, se profissionalizaram, quer em rádios quer em gravadoras, figurando como simples acompanhantes, eles, os bambas, transformados em pano de fundo como ritmistas. Por sua vez, os proprietários das emissoras de rádio apelaram até para o <em>lockout</em> a fim de manter no mais baixo patamar possível a remuneração por conta de direitos autorais. Enfim, nada de novo sob o sol. Na sociedade de classes a acumulação do capital se dá, em regra, exatamente assim. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>IV. Mulato filho de baiana e gente rica de Copacabana: o samba de todas as classes</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Mesmo com a desigualdade que imperava na hora da distribuição dos lucros gerados pelos negócios montados em volta da mercadoria samba, este, em termos gerais, será comumente convertido em ponto de atração e de encontro das mais diferentes classes sociais. Um Brasil, digamos, pluriclassista se agrupa e se concilia ao redor do samba. Moda que se espraia, sua mobilidade social abarca amplos segmentos, como já atestava Josué de Barros numa composição de 1929, o choro <em>Se o Samba é Moda </em>(lado B do primeiro disco gravado por Carmen Miranda):</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>O samba era/ Original dança dos pobres/ E, no entanto, hoje/ Vive nos salões mais nobres/ (&#8230;) Ainda há quem diga/ Que o samba não tem valor/ Mas lá se encontra/ O deputado e o senador</em>.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Novos cenários acolhiam o samba entre fins dos anos 20 e princípio da década de 30. E eles não passaram despercebidos a observadores atentos da cena musical, como Pixinguinha e Cícero de Almeida (Baiano). Na interpretação despojada de Patrício Teixeira, o partido-alto <em>Samba de Fato</em> (que era, de fato, um samba-choro), de 1932, registrava:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Samba do partido-alto/ Só vai cabrocha/ Que samba de fato </em>(estribilho)// <em>Só vai mulato filho de baiana/ E a gente rica de Copacabana/ Dotô formado de ané de oro/ Branca cheirosa de cabelo louro, olé.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Apesar de reconhecer que “<em>no samba nego tem patente</em>” e, mais, que no samba sem cachaça “<em>a boca fica com um gosto mau/ de cabo velho de colher de pau</em>”, celebra-se o congraçamento social promovido por esse ritmo que se nacionaliza. É como se, do subúrbio à &#8220;cidade&#8221;, ninguém permanecesse alheio à sua pulsação, fruindo o <em>Sabor do Samba</em>, que dá nome a uma composição, de 1935, assinada por Kid Pepe e Germano Augusto:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Peço licença pra dizer/ Que hoje em dia/ O samba lá no morro/ Também tem sua valia/ Eu fui a um samba/ Na alta sociedade/ Vendo sambista de smoking/ Eu me senti à vontade.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Se nesses exemplos de conciliação social via samba os sambistas festejam, em última análise, o reconhecimento por outras camadas sociais da importância da sua criação, haverá casos, no campo da produção musical, em que se procurará deliberadamente, de forma programática, a harmonização das classes sociais. É o caso do compositor e regente da área erudita Heitor Villa-Lobos, empenhado em puxar o coro da unidade nacional.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Defensor, ao lado de outros músicos modernistas, de uma proposta musical nacionalista, sob a capa protetora do Estado, ele concebia o canto coral como arma de combate ao individualismo. Na sua visão, a música deveria exteriorizar a conciliação das classes sociais, funcionando como uma alavanca para a integração social e política sob a batuta estatal. Daí o peso que atribuía à prática do canto orfeônico: ao entoarem, irmanados, as composições de celebração à disciplina e ao civismo, seus integrantes fariam juras de eterno amor à pátria. Pátria que, ainda segundo Villa-Lobos, necessitava do trabalho disciplinado e uma atmosfera de ordem para decolar rumo ao desenvolvimento. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Essas concepções, como é sabido, se conectavam a um movimento de grande amplitude que trazia à superfície a crise internacional do liberalismo no quadro da sociedade de massas e do agravamento das lutas de classe. Vislumbrado como antídoto eficaz, o corporativismo nacionalista ganhava seguidores mundo afora, quaisquer que fossem os seus matizes ideológicos. Estava na ordem do dia o combate sem tréguas à luta de classes como meio de impedir o avanço da “barbárie comunista”. E para tanto, como ressaltava em 1937 o futuro ministro da Justiça estado-novista Francisco Campos, sabia-se a que recorrer, pois só “o corporativismo interrompe o processo de decomposição do mundo capitalista previsto por Marx como resultante da anarquia liberal”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Enquanto isso, sem maiores preocupações com as questões políticas que agitavam o mundo, os sambistas iam, na prática, ao som da batucada, aproximando as classes sociais. Até no plano estritamente sonoro tal fato podia ser percebido ao longo do tempo, com os rearranjos feitos, por exemplo, na composição da família instrumental do samba. Ao falar do conjunto Gente do Morro – um grupo regional cujas gravações vão de 1930 a 1934 e cujo nome, a julgar pela procedência de seus componentes fixos, era mais uma espécie de fachada comercial –, Tinhorão chama a atenção para a simbiose musical que ele representava: “o que o conjunto Gente do Morro fazia – e isso era de fato novidade – era realizar a fusão dos velhos grupos de choro à base de flauta, violão e cavaquinho com a percussão dos sambas populares herdeiros dos improvisos das rodas de batucada, com base em estribilhos marcados por palmas. Sob o nome logo popularizado de conjunto regional, o que tais grupos vinham a realizar (o próprio líder do Gente do Morro à frente, com seu depois famoso Conjunto de Benedito Lacerda) era o casamento da tradição do choro da pequena classe média com o samba das classes baixas”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A adesão da classe média ao samba, em meio à sua recriação incessante, contará com exemplos notáveis. Sem me referir novamente a Noel Rosa, podem ser lembrados os bacharéis em Direito Ari Barroso e Mário Lago, o médico homeopata Alberto Ribeiro, além de Custódio Mesquita, moço de “boa família”, regente diplomado pela Escola Nacional de Música, e muitos outros mais. No nível estilístico, uma evidência a mais pode ser colhida na aparição, em 1928, de um gênero ou subgênero musical – o samba-canção – que buscava maior apuro melódico e que terá como marco <em>Ai, Ioiô</em>, de Henrique Vogeler. Lançada com sucesso, a partir de 1929, sob 4 títulos diferentes e, na falta de uma, ostentando 3 letras, sua versão definitiva – com o título de <em>Iaiá</em> – surgiria em março desse ano, com uma dicção interpretativa um tanto quanto operística de Araci Cortes, escorada por um acompanhamento da Orquestra Parlophon com acento amaxixado.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O samba-canção – estilo particularmente adequado ao período de entre-carnavais, fazendo parte do conjunto das então denominadas “músicas de-meio-de-ano” – de início deslancharia junto a compositores que sabiam ler música (caso, aliás, de Ari Barroso e Custódio Mesquita), alguns inclusive com formação erudita. Posteriormente, num movimento de sentido contrário ao do samba, <em>stricto sensu</em>, ele expandirá seu alcance em direção às classes populares. Historicamente, Cartola e Nelson Cavaquinho são exemplos marcantes desses intercâmbios culturais, testemunhados por Roberto Martins e Waldemar Silva em <em>Favela</em>, de 1936, ao cantarem a “<em>favela dos sonhos de amor</em>/ <em>e do samba-canção</em>”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">As relações entretidas entre a classe média e a “gente do povo” estão flagradas em diversas composições. Não foram Vadico e Noel Rosa, dois compositores provenientes das camadas médias da sociedade, que, em <em>Feitiço da Vila</em>, já afirmavam que “<em>lá em Vila Isabel/ quem é bacharel/ não tem medo de bamba</em>”? Três anos depois, em 1937, com sua veia satírica saltada, Assis Valente produziria mais uma de suas brilhantes crônicas/críticas musicais de costumes. Na berlinda um acontecimento que se integrara à vida cotidiana: a escapada de doutores de classe média, fantasiados de malandros, que se entregavam ao reinado da folia nos dias de carnaval. <em>Camisa Listada</em>, apesar da rejeição que sofreu da parte de diretores de gravadoras, acabou sendo gravada por Carmen Miranda ante a insistência de Assis valente e obteria enorme sucesso. Mais ainda: com esse samba-choro se perpetuou uma das mais memoráveis interpretações da “pequena notável”, encarnando, aí, a graça em pessoa:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Vestiu uma camisa listada e saiu por aí/ Em vez de tomar chá com torrada/ Ele bebeu parati/ Levava o canivete no cinto/ E um pandeiro na mão/ E sorria quando o povo dizia/ Sossega leão, sossega leão// Tirou o anel de doutor/ Para não dar o que falar/ E saiu dizendo/ Eu quero mamar/ Mamãe, eu quero mamar.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Esse estado de coisas, é lógico, só jogava a favor da nacionalização do samba, na medida em que apagava as linhas demarcatórias que pudessem subsistir, dificultando o livre tráfego do samba pela sociedade. E sem isso dificilmente o samba exibiria suas credenciais de “coisa nossa”. Afinal, como demonstrou com bastante argúcia Hermano Vianna, múltiplos sujeitos sociais intervirão nesse processo, dentre os quais se deve mencionar “negros, ciganos, baianos, cariocas, intelectuais, políticos, folcloristas, compositores eruditos, franceses, milionários, poetas”. Vem daí que “o samba não se transformou em música nacional através dos esforços de um grupo social ou étnico específico, atuando dentro de um território específico”. Da mesma forma, complementa esse antropólogo, “nunca existiu um samba pronto, ‘autêntico’, depois transformado em música nacional. O samba, como estilo musical, vai sendo criado concomitantemente à sua nacionalização”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Nada disso, porém, significa dizer que tivesse se evaporado, como que por efeito de um passe de mágica, todo e qualquer ressentimento de classe ou a percepção da discriminação social/racial. As contradições inerentes a uma sociedade assentada nas desigualdades compunham, obviamente, o dia-a-dia dos sambistas. E Assis Valente, por exemplo, não engolia aquilo que afetava, em especial, as pessoas simples. Assim, em <em>Isso Não se Atura</em>, de 1935, depois de, sintomaticamente, atirar farpas visando ao pessoal do Café Nice, ele atacava a questão da desigualdade social ou do tratamento diferenciado dispensado pela polícia. Determinadas manifestações dos sambistas populares, “<em>a polícia não consente/ aparece o tintureiro </em>(carro de polícia, camburão)/ <em>e seu guarda leva a gente</em>”, denunciava o autor. Por outro lado, completava, “<em>eu já fui numa macumba/ que no fim o pau comeu/ mas foi entre gente fina/ e a polícia não prendeu</em>”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Vestígios de que, mesmo com a nacionalização do samba em marcha, ainda se guardava, nos setores populares, uma certa distância em relação a “penetras” de outras classes são captados também em <em>Você Nasceu pra Ser Grã-Fina</em>. Nessa composição Laurindo de Almeida zomba de uma madame que queria aprender samba, sem voz, sem ritmo, nem nada que a credenciasse a tanto: “<em>se compenetre/ que o samba é alta bossa/ e é pra nego de choça/ que não fala o inglês</em>”. Na mesma linha, na outra face desse disco de 1939, o mesmo autor retratava um <em>Mulato Antimetropolitano</em> “<em>que não gosta da cidade</em>”, “<em>dispensa o cinema/ e neres </em>(nada) <em>de fox-trot/ é do samba-canção/ (&#8230;) e hoje ele vive no morro/ onde há samba pra cachorro/ e o povo é mais igual</em>”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Embora esses exemplos deixem claro que o discurso musical dos sambistas não atingira um grau de uniformidade plena, não há, contudo, como descartar que o tom preponderante apontava para uma relativa comunhão de classes em volta do samba. Quanto a isso, torno a insistir num ponto que me parece crucial. O samba, ao extrapolar os territórios e os grupos sociais de onde se originou, era motivo de orgulho para os sambistas. Numa palavra, ele atuava como fator de afirmação social e identificação sócio-cultural de grupos e classes sociais normalmente marginalizados na esfera da circulação dos bens simbólicos. Eles assistiam, com justa satisfação, à transformação, seja lá como for, da obra brotada do seu talento em símbolo de “brasilidade”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Custódio Mesquita soube interpretar como poucos esse sentimento que tomava conta dos construtores do samba em geral, aqui incluída a parcela das classes médias que ele próprio exprimia. Sua composição <em>Doutor em Samba</em>, de 1933, é por si só eloqüente, não fora ainda a interpretação do mestre do canto-falado, Mário Reis, bem como a participação primorosa dos Diabos do Céu no acompanhamento:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Sou doutor em samba/ Quero ter o meu anel/ Tenho esse direito/ Como qualquer bacharel// Vou cantar a vida inteira/ Para meu samba vencer/ É a causa brasileira/ Que eu quero defender// Só o samba me interessa/ E me traz animação/ Quero o meu anel depressa/ Pra seguir a profissão.</em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O protético Assis Valente, outro doutor não-doutor, manifestava igualmente o sentimento de superioridade dos sambistas na arte de criar música popular. Os termos eram praticamente equivalentes. No clássico <em>Minha Embaixada Chegou</em>, de 1934, ele recordava que “<em>não tem doutores na favela/ mas na favela tem doutores/ o professor se chama bamba/ medicina na macumba/ cirurgia lá é samba</em>”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Paralelamente, do próprio solo do samba floresceriam mediadores políticos e culturais, dentre os quais Paulo da Portela talvez seja o mais emblemático. Homem de fácil acesso junto à imprensa, constantemente em contato com as autoridades, funcionou como traço de união entre grupos e classes sociais distintos, contribuindo, à sua maneira, para a maior aceitação do samba. Como frisa Sérgio Cabral, “a sua luta consistia em tirar as escolas (de samba) da marginalidade e que não fossem mais olhadas como antro de malandros e desordeiros”. Nesse particular certamente haveria um amplo campo de entendimento entre o mundo do samba e o “grand-monde”. E o Estado brasileiro não tinha por que não aplaudir iniciativas do gênero. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Do mesmo modo, soavam, em mais de um sentido, como música, aos ouvidos das classes dominantes e dos governantes, palavras como as do ex-capoeirista Heitor dos Prazeres em favor da regeneração do malandro. É “<em>doloroso</em>”, “<em>vergonhoso</em>”, “<em>não é negócio ser malandro</em>”, pregava ele em <em>Vou Ver Se Posso</em>, enquanto expressava a confiança de que, com trabalho, tudo mudaria. Como quem se demite da malandragem, anunciava em 1934: “<em>eu vou deixar esta vida de vadio/ ser malandro hoje é malhar em ferro frio</em>”. E ainda estávamos um tanto quanto distantes da cruzada antimalandragem promovida pelo “Estado Novo”, quando, em nome da unidade nacional, todos foram convocados, para dizer o mínimo, a engrossar as fileiras do exército da produção em prol do “progresso nacional”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>V. Os sambas da minha terra: cenas dos próximos capítulos</strong></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O(s) território(s) do(s) samba(s) permanecerá (ão) em aberto, dotado(s) de fronteiras móveis, nele(s) tendo lugar sempre novos “<em>rounds</em>” das “lutas de representações”. Basta recordar que, no momento em que a Bossa Nova, a partir do final dos anos 50, avança o sinal e dilata o universo do samba, inúmeras foram as reações de indignação das forças sociais esteticamente mais conservadoras, deflagrando-se um debate musical em escala jamais vista neste país. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">No período a que me restringi nesta comunicação, a vigência do “Estado Novo” e a relação especial que ele estabeleceu com a música popular constituem tema do maior interesse para a análise dos canais institucionais de comunicação que se criaram entre as agências estatais e a produção/difusão do samba. Deliberadamente, no entanto, pus de lado o enfrentamento dessa questão. Primeiro porque, premido por razões de espaço, não teria como desenvolver o assunto nas diferentes perspectivas que ele requer. E também porque pretendo fazê-lo na continuação deste trabalho. Para abrandar, ao menos parcialmente, a frustração sentida por não poder, aqui, ir além de uns tantos limites, contento-me em apontar, muito por alto, sem maiores preocupações de natureza documental, alguns aspectos do processo de nacionalização do samba que ficam pendentes de aprofundamento.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O Estado, desde meados dos anos 30, já começava a emitir claros sinais de aproximação com a área da música popular. A oficialização do desfile de carnaval pela Prefeitura do Distrito Federal, em 1935, é um indicador disso. Com a instauração do “Estado Novo”, o ditador Getúlio Vargas, em pessoa, passou a manter, de tempos em tempos, contato direto com os “cartazes” da música popular brasileira. Realizaram-se apresentações públicas de artistas nacionais em eventos muito badalados, como o Dia da Música Popular e a Noite da Música Popular. O Teatro Municipal, na presença do alto escalão do Governo Federal, abriu suas portas ao samba. Cantores renomados chegaram inclusive a integrar a comitiva presidencial em viagem a países latino-americanos.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Simultaneamente, transmissões radiofônicas oficiais, destinadas ao público estrangeiro, se incumbiam de levar o samba, identificado como produto genuinamente brasileiro, a outros pontos do planeta. Um desses programas foi irradiado para a Alemanha nazista diretamente do terreiro da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Por outro lado, estava em curso a ardilosa política de boa vizinhança do governo norte-americano, que favorecia, até certo ponto, as trocas culturais entre as nações latino-americanas e o “grande irmão do norte”, o que, de uma forma ou de outra, resultou em alguma abertura de mercado para o samba e um punhado de sambistas.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O samba, que já chegara igualmente aos cassinos e às telas de cinema, conhecerá, então, sob o “Estado Novo”, o momento de consolidação da sua afirmação como símbolo musical nacional. Despido, pelo menos na versão oficial, dos pecados de origem que o mantiveram afastado dos lugares respeitáveis, ele ganhava terreno. Não por acaso, este será o período do florescimento de uma grande safra de sambas cívicos, os chamados “sambas-exaltação”, dentre os quais sobressairá <em>Aquarela do Brasil</em>, de Ari Barroso, como exemplo mais bem acabado. Essa composição exalava o espírito oficial da época, mesmo sem conter, é bom que se diga, qualquer referência ao regime estado-novista.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Com um ar grandiloqüente, próprio de quem transporta para o campo da música popular a “estética monumental”, essa fornada de “sambas-exaltação” recorrerá a clichês do ufanismo tupiniquim. Da exaltação à natureza se passará, sem nenhuma dificuldade aparente, à exaltação mais ou menos explícita da vida política brasileira (subentenda-se, do regime político vigente). Tal é o caso de <em>Brasil!</em> (de Benedito Lacerda e Aldo Cabral) ou ainda de <em>Brasil, Usina do Mundo</em> (de João de Barro e Alcir Pires Vermelho), samba que nos coloca diante de trabalhadores cantando felizes, cúmplices ou, mais do que isso, parceiros dos novos tempos simbolizados pelo “Estado Novo”. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O “nacionalismo espontâneo” originário de compositores de extração popular e/ou de classe média, que se orgulhavam da sua condição de criadores do samba, era, portanto, ressignificado, em sintonia com a política cultural estado-novista. Ao mesmo tempo, os temas da mestiçagem e da conciliação de classes eram retrabalhados pelos ideólogos do regime, tendo em vista o enaltecimento da “democracia racial” e da “democracia social” supostamente existentes no país.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Nem tudo, porém, acontecia ao sabor dos desejos dos governantes ou dos defensores do “Estado Novo”. O DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) procurava, seja através de políticas de aliciamento, seja através da mão de ferro da censura, coagir compositores renitentes a abandonarem a temática da malandragem nos seus sambas. Daí decorreu, basicamente, o aparecimento de um número apreciável de sambas de exaltação ao trabalho, de autoria até de malandros escolados, como Wilson Batista (o caso mais notório é o de <em>O</em> <em>Bonde de São Januário</em>, sucesso do carnaval de 1941). Entretanto, nem com os meios draconianos a seu dispor o “Estado Novo” logrou silenciar e/ou cooptar por completo os compositores. Multiplicaram-se às dezenas as composições que, de uma ou de outra maneira, driblavam e/ou contornavam o poder censório ditatorial.  Uma obra exemplar, nesse sentido, é <em>Recenseamento</em>, de Assis Valente, que, parecendo reproduzir o discurso do “Brasil grande e trabalhador”, desmonta com sutileza os argumentos oficiais, salpicando de ironia a fala da mulher que responde ao funcionário público que a interpela. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Sob esse prisma pode-se dizer que, na verdade, são muitos os sambas da minha terra, até sob a ditadura estado-novista. Em momento algum se conseguiu alcançar um tal nível de uniformidade na produção do samba que calasse as divergências, inclusive as estilísticas. Aliás, nem sequer no interior dos aparelhos de Estado se corporificou um pensamento único, monolítico, acerca do significado do samba. As contradições e conflitos típicos das lutas de representações afloraram aí também.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Na falta de um projeto cultural hegemônico, diferentes propostas de disciplinarização das manifestações artísticas de origem popular terminaram por emergir. Pondo à mostra seu ranço profundamente elitista, um grupo de intelectuais ligados ao Estado deu vazão à sua repulsa ao samba em artigos publicados na revista <em>Cultura Política</em>.  Nivelando-o a expressões artísticas primitivas, ao desregramento da sensualidade, à batucada da ralé do morro, eles o elegeram como objeto de uma campanha movida por propósitos “educativos” e “civilizadores”. Tratava-se não de abatê-lo – objetivo que reconheciam ser impossível –, mas, sim, de domá-lo. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">As disputas iriam se acirrar na própria área da produção do(s) samba(s). De novo a mobilidade de fronteiras do samba se evidenciava. E ele começava, aos poucos, a enveredar, uma vez mais, por territórios inexplorados, como prelúdio de outros tempos que estariam por vir, cenas dos próximos capítulos que desembocariam na Bossa Nova. Sob a rubrica de samba-swing – que por si mesma anunciava a presença e a assimilação de elementos musicais norte-americanos – um compositor como Janet de Almeida trazia o futuro para o presente.  <em>Pesadelo</em> (dele e de Leo Vilar), gravado em 1943 pelos Anjos do Inferno, é rico em dissonâncias e recortes harmônicos pouco usuais no Brasil. Daí ao samba <em>Boogie-Woogie na Favela</em> (de Denis Brean, pseudônimo de Augusto Duarte Ribeiro), de 1945, havia um curto caminho a ser vencido. Apesar da reação que, em honra às tradições nacionais, insistia em se manifestar por meio de <em>Boogie-Woogie Não é Samba</em> (de Hélio Sindô). </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Acima das disputas, pairando sobre as suas diferentes pronúncias, o samba seguia sua(s) trilha(s), já consolidado como símbolo da nacionalidade. Expressão cultural plural, ele era glorificado como portador da nossa singularidade musical. E o samba soava como algo tão natural, tão entranhadamente brasileiro, que, em 1940, Dorival Caymmi, já proclamara em <em>Samba da Minha Terra</em> : “<em>quem não gosta de samba/ bom sujeito não é/ é ruim da cabeça/ ou doente do pé</em>”.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>DISCOGRAFIA CITADA</strong> </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Abandona o Preconceito</em> (Maércio de Azevedo e Francisco Matoso), Bando da Lua, g.: 25/10/34, l.: mar/35, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Samba da Minha Terra”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Adeus</em> (Ismael Silva, Noel Rosa e Francisco Alves), Jonjoca e Castro Barbosa, g.: 12/04/32, l.: mai/32, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Noel Rosa: Coisas Nossas”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Agora É Cinza</em> (Bide e Marçal), Mário Reis, g.: 25/10/33, l.: dez/33, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Os Grandes Sambas da História” (GSH), nº 3, Globo/BMG, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Ai, Ioiô (Iaiá)</em> (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto), Araci Cortes, l.: mar/29, 78 rpm, Parlophon. Rel.: caixa (cx.) “Apoteose do Samba”, vol. 1, CD nº 1, Emi, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Alegria</em> (Assis Valente e Durval Maia), Orlando Silva, g.: 26/07/37, l.: dez/37, 78 rpm, Victor. Rel.: cx. “O Cantor das Multidões”, CD nº 2, RCA/BMG, 1995.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Ao Voltar do Samba</em> (Sinval Silva), Carmen Miranda, g.: 26/03/34, l.: ago/34, 78 rpm, Victor. Rel.: cx. “Carmen Miranda” (C.M.), CD nº 3, RCA/BMG, 1998.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Aquarela do Brasil</em> (Ari Barroso), Francisco Alves, g.: 18/08/39, l.: out/39, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “Apoteose do Samba”, vol. I, CD nº 2, Emi, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Bonde de São Januário, O</em> (Ataulfo Alves e Wilson Batista), Ciro Monteiro, g.: 18/10/40, l.: dez/40, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “GSH”, nº 10, Globo/BMG, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Boogie-Woogie na Favela</em> (Denis Brean), Ciro Monteiro, g.: 03/05/45, l.: jul/45, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Sambistas de Fato”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Boogie-Woogie Não É Samba</em> (Hélio Sindô), Hélio Sindô, g.: 10/05/45, l.: jun/46, 78 rpm, Continental.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Brasil!</em> (Benedito Lacerda e Aldo Cabral), Francisco Alves e Dalva de Oliveira, g.: 16/08/39, l.: set/39, 78 rpm, Colúmbia. Rel.: LP “Os Rouxinóis”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Brasil Pandeiro</em> (Assis Valente), Anjos do Inferno, g.: 26/02/41, l.: abr/41, 78 rpm, Colúmbia. Rel.: CD &#8220;Samba da Minha Terra&#8221;, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Brasil, Usina do Mundo</em> (João de Barro e Alcir Pires Vermelho), Déo, l.: set/1942, 78 rpm, Colúmbia. Reg.: Rogério Duprat, LP “Brasil com ‘S’”, Emi, 1974.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Brigamos Outra Vez</em> (José Maria de Abreu e Jair Amorin), Orlando Silva, g.: 24/07/45, l.: set/45, 78 rpm, Odeon. Rel.: LP “Poema Imortal”, Revivendo, 1989.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Cabaré no Morro</em> (Herivelto Martins), Carmen Miranda, g.: 20/07/37, l.: set/37, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 3, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Camisa Listada</em> (Assis Valente), Carmen Miranda, g.: 20/09/37, l.: nov/37, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 3, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Canção para Inglês Ver</em> (Lamartine Babo), Lamartine Babo, g.: 1931, 78 rpm, Odeon. Reg.: Joel e Gaúcho, LP de 1962; rel.: fascículo (fasc.) “Lamartine Babo”, História da Música Popular Brasileira (HMPB), Abril Cultural, 1982.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Coisas Nossas </em>(Noel Rosa), Noel Rosa, l.: mar/32, 78 rpm, Colúmbia. Rel.: CD “Noel Rosa: Coisas Nossas”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Confissão de Malandro </em>(Gilberto Martins), Moreira da Silva, g.: 20/06/33, l.: jul/34, 78 rpm, Victor. Rel.: LP “Quem É o Tal?”, Revivendo, 1989.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Conversa Fiada</em> (Wilson Batista), Roberto Paiva, LP “Polêmica”, Odeon, 1956.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Dá Cá o Pé&#8230; Loura</em> (Lamartine Babo e Alcir Pires Vermelho), Lamartine Babo, g.: 10/11/33, l.: jan/34, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “O Carnaval de Lamartine Babo – Sua História, Sua Glória”, vol. 13, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Doutor em Samba</em> (Custódio Mesquita), Mário Reis, g.: 06/11/33, l.: dez/33, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “GSH”, nº 4, Globo/BMG, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>É Batucada</em> (Caninha e Visconde de Bicoíba), Moreira da Silva, l.: mar/33, 78 rpm, Colúmbia. Rel.: CD “GSH”, nº 6, Globo/BMG, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>É do Barulho</em> (Assis Valente e Zequinha Reis), Bando da Lua, g.: 23/01/35, l.: mar/35, 78 rpm, Victor. Rel.: LP “Cadê Vira-Mundo”, Revivendo, 1989.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Em Cima da Hora</em> (Russo do Pandeiro e Walfrido Silva), João Petra de Barros, g.: 23/11/39, l.: jan/40, 78 rpm, Victor. Rel.: LP “Tenho Prazer”, Revivendo, 1989.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Escola de Malandro</em> (Noel Rosa, Ismael Silva e Orlando Luiz Machado), Noel Rosa e Ismael Silva, g.: 15/09/32, l.: 1932, 78 rpm, Odeon.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Estátua da Paciência </em>(Jerônimo Cabral e Noel Rosa), Conjunto Coisas Nossas, LP de 1983, Eldorado. Rel.: CD “Noel Rosa Inédito e Desconhecido”, Eldorado, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Eu Gosto da Minha Terra </em>(Randoval Montenegro), Carmen Miranda, g.: 06/08/30, l.: dez/30, 78 rpm, Victor. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 1, RCA/BMG, 1998.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Eu, Você e Mais Ninguém</em> (José Maria de Abreu e Saint-Clair Sena), Francisco Alves, g.: 02/04/42, l.: mai/42, 78 rpm, Odeon. Rel.: LP “Quando a Saudade Vier”, Revivendo, 1990.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Favela</em> (Roberto Martins e Waldemar Silva), Francisco Alves, g.: 20/04/36, l.: jun/36, 78 rpm, Victor. Rel.: cx. “O Rei da Voz”, CD nº 3, RCA/BMG, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Feitiço da Vila</em> (Vadico e Noel Rosa), João Petra de Barros, g.: 22/10/34, l.: dez/34, 78 rpm, Odeon. Reg.: Ivan Lins e Nana Caymmi, “V<em>ivan</em>oel <em>Lins</em> – Tributo a Noel Rosa”, CD nº 2, Velas, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Feitio de Oração</em> (Vadico e Noel Rosa), Francisco Alves e Castro Barbosa, g.: 07/07/33, l.: ago/33, 78 rpm, Odeon. Rel.: CD “Noel Rosa: Feitiço da Vila”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Flor do Asfalto </em>(J. Tomás e Orestes Barbosa), Castro Barbosa, g.: 30/10/31, l.: dez/31, 78 rpm, Victor. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Gavião Calçudo</em> (Pixinguinha), Patrício Teixeira, l.: mar/29, 78 rpm, Parlophon. Rel.: CD “Quando o Samba Acabou”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Good-bye</em> (Assis Valente), Carmen Miranda, g.: 29/11/32, l.: jan/33, 78 rpm, Victor. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 1, RCA/BMG, 1998.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Hino do Carnaval Brasileiro</em> (Lamartine Babo), Almirante, g.: 08/12/38, l.: jan/39, 78 rpm, Odeon. Rel.: fasc. “Lamartine Babo”, HMPB, Abril Cultural, 1982.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Isso Não Se Atura</em> (Assis Valente), Carmen Miranda, g.: 26/06/35, l.: jul/35, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 1, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Isto Aqui O Que é</em> (Ari Barroso), Moraes Neto, g.: 04/12/41, l.: fev/42, 78 rpm, Odeon. Rel.: LP “Quando a Saudade Vier”, Revivendo, 1990.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Juramento Falso</em> (J. Cascata e Leonel Azevedo), Orlando Silva, g.: 15/03/37, l.: mar/37, 78 rpm, Victor. Rel.: cx. “O Cantor das Multidões”, CD nº 1, RCA/BMG, 1995.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Lalá e Lelé</em> (Jaime Brito e Manezinho Araújo), Luiz Barbosa, g.: 20/04/37, l.: jun/37, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Gosto que Me Enrosco”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Lenço no Pescoço</em> (Wilson Batista), Sílvio Caldas, g.: 18/07/33, l.: out/33, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “GSH”, nº 10, Globo/BMG, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Linda Morena</em> (Lamartine Babo), Mário Reis e Lamartine Babo, g.: 26/12/32, l.: fev/33, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “O Carnaval de Lamartine Babo – Sua História, Sua Glória”, vol. 13, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Minha Embaixada Chegou</em> (Assis Valente), Carmen Miranda, g.: 28/09/34, l.: nov/34, 78 rpm, Victor. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 3, RCA/BMG, 1998.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Morena Boca de Ouro</em> (Ari Barroso), Sílvio Caldas, g.: 04/07/41, l.: set/41, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “GSH”, nº 11, Globo/BMG, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Mulato Antimetropolitano</em> (Laurindo de Almeida), Carmen Miranda, g.: 05/04/39, l.: nov/39, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 5, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Mulher</em> (Custódio Mesquita e Sadi Cabral), Sílvio Caldas, g.: 24/01/40, l.: mar/40, 78 rpm, Victor. Rel.: fasc. “Custódio Mesquita”, Nova História da Música Popular Brasileira (NHMPB), Abril Cultural, 1977.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Nada Além</em> (Custódio Mesquita e Mário Lago), Orlando Silva, g.: 11/05/38, l.: jul/38, 78 rpm, Victor. Rel.: cx. “O Cantor das Multidões”, CD nº 2, RCA/BMG, 1995.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Não Tem Tradução</em> (Noel Rosa), Francisco Alves, g.: 23/08/33, l.: set/33, 78 rpm, Odeon. Reg.: João Nogueira, CD “Songbook Noel”, Lumiar, 1991.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Nego no Samba, O </em>(Ari Barroso, Luiz Peixoto e Marques Porto), Carmen Miranda, g.: 14/12/29, l.: mai/30, 78 rpm, Victor. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 1, RCA/BMG, 1998.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Novo Amor</em> (Ismael Silva), Mário Reis, g.: 27/02/29, l.: abr/29, 78 rpm, Odeon. Rel.: CD “Gosto que Me Enrosco”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Oui&#8230; Oui&#8230; </em>(Floriano Pinho), Sônia Carvalho, g.: provavelmente 1937, 78 rpm, Colúmbia. Rel.: LP “Jóias da Nossa Música”, Revivendo, 1988.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Palpite Infeliz</em> (Noel Rosa), Araci de Almeida, g.: 17/12/35, l.: jan/36, 78 rpm, Victor. Rel.: fasc. “Noel Rosa”, HMPB, Abril Cultural, 1970.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Pesadelo</em> (Janet de Almeida e Léo Vilar), Anjos do Inferno, g.: 25/03/43, l.: abr/43, 78 rpm, Colúmbia. Rel.: LP “Anjos do Inferno”, Revivendo, 1988.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Por Ti Eu Me Rasgo Todo </em>(Francisco Canaro, versão de Oswaldo Santiago), Orlando Silva, g.: 24/07/39, l.: out/39, 78 rpm, Victor. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Pra Que Discutir com Madame?</em> (Janet de Almeida e Haroldo Barbosa), Janet de Almeida, l.: out/45, 78 rpm, Continental. Reg.: João Gilberto, CD “Live at the 19th Montreux Jazz Festival”, g.: 18/07/85, WB, 1991.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Quando o Samba Acabou</em> (Noel Rosa), Mário Reis, g.: 11/04/33, l.: mai/33, 78 rpm, Odeon. Rel.: CD “Quando o Samba Acabou”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Que Será de Mim, O </em>(Ismael Silva, Nilton Bastos e Francisco Alves), Francisco Alves e Mário Reis, g.: 28/02/31, l.: abr/31, 78 rpm, Odeon. Rel.: CD “GSH”, nº 18, 1998.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Quem Condena a Batucada</em> (Nelson Petersen), Carmen Miranda, g.: 01/08/38, l.: set/38, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 4, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Quem Dá Mais?</em> (Noel Rosa), Noel Rosa, g.: 02/07/32, l.: 1933, 78 rpm, Odeon. Rel.: CD “Noel Rosa: Feitiço da Vila”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Rapaz Folgado</em> (Noel Rosa), Araci de Almeida, g.: 28/04/38, l.: out/38, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Noel Rosa”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Recenseamento</em> (Assis Valente), Carmen Miranda, g.: 27/09/40, l.: dez/40, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 5, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Ritmo do Coração </em>(Benedito Lacerda e Herivelto Martins), Alzirinha Camargo, g.: 15/10/36, l.: nov/36, 78 rpm, Odeon. Rel.: LP “Nós Somos as Cantoras do Rádio&#8230;”, Revivendo, 1990.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Sabor do Samba</em> (Kid Pepe e Germano Agusto), Patrício Teixeira, g.: 23/10/34, l.: jul/35, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Quando o Samba Acabou”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Sai da Toca, Brasil!</em> (Joubert de Carvalho), Carmen Miranda, g.: 08/03/38, l.: jun/38, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 4, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Samba da Minha Terra</em> (Dorival Caymmi) Bando da Lua, g.: 19/10/40, l.: nov/40, 78 rpm, Colúmbia. Rel.: CD “Samba da Minha Terra”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Samba de Fato</em> (Pixinguinha e Baiano), Patrício Teixeira, g.: 06/07/32, l.: ago/32, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “GSH”, nº 6, Globo/BMG, 1997.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Sambista da Cinelândia</em> (Custódio Mesquita e Mário Lago), Carmen Miranda, g.: 14/05/36, l.: ago/36, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 2, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Se a Sorte Me Ajudar</em> (Noel Rosa e Germano Augusto), Aurora Miranda e João Petra de Barros, g.: 08/05/34, l.: jun/34, 78 rpm, Odeon.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Se Gostares de Batuque</em> (Kid Pepe), Carmen Miranda, g.: 09/07/35, l.: ago/35, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 1, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Se o Samba É Moda</em> (Josué de Barros), Carmen Miranda, g.: 2º sem/29, l.: jan/30, 78 rpm, Brunswick. Rel.: LP “Cartão de Visitas”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Se Você Jurar</em> (Ismael Silva, Nilton Bastos e Francisco Alves), Francisco Alves e Mário Reis, g.: 05/12/30, l.: jan/31, 78 rpm, Odeon. Rel.: fasc. “Ismael Silva”, HMPB, Abril Cultural, 1983.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Tarzan (O Filho do Alfaiate)</em> (Vadico e Noel Rosa), Almirante, g.: 04/08/36, l.: set/36, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Noel Rosa: Coisas Nossas”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Tem Francesa no Morro</em> (Assis Valente), Araci Cortes, g.: 1932, 78 rpm, Colúmbia. Reg.: Araci Cortes e Rosa de Ouro, CD “Rosa de Ouro”, g.: 1967, Emi, 1993.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Tenho Prazer</em> (Ataulfo Alves), Carlos Galhardo, g.: 01/06/33, l.: ago/36, 78 rpm, Victor. Rel.: LP “Tenho Prazer”, Revivendo, 1989.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Teu Cabelo Não Nega, O</em> (Irmãos Valença e Lamartine Babo), Castro Barbosa, g.: 21/12/31, l.: jan/32, 78 rpm, Victor. Rel.: fasc. “Lamartine Babo”, HMPB, Abril Cultural, 1982.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Touradas em Madri </em>(João de Barro e Alberto Ribeiro), Almirante, g.: 28/11/37, l.: jan/38, 78 rpm, Odeon. Rel.: fasc. “João de Barro e Alberto Ribeiro”, NHMPB, Abril Cultural, 1977.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Último Desejo</em> (Noel Rosa) Araci de Almeida, g.: 01/07/37, l.: mar/38, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Noel Rosa”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Verde e Amarelo</em> (J. Tomás e Orestes Barbosa), Araci Cortes, l.: jun/32, 78 rpm, Colúmbia. Rel.: LP “Grandes Cantoras”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Vida É um Samba, A</em> (Ivani Ribeiro e Sônia Carvalho), Sônia Carvalho, l.: provavelmente 1937, 78 rpm, Colúmbia. Rel.: LP “Jóias da Nossa Música”, Revivendo, 1988.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Você Nasceu pra Ser Grã-Fina</em> (Laurindo de Almeida), Carmen Miranda, g.: 05/04/39, l.: nov/39, 78 rpm, Odeon. Rel.: cx. “C.M.”, CD nº 5, Emi, 1996.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Você Só&#8230; Mente</em> (Hélio Rosa e Noel Rosa), Francisco Alves e Aurora Miranda, g.: 05/07/33, l.: ago/33, Odeon. Reg.: Grupo Rumo, LP “Rumo aos Antigos” (independente), 1982.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Vou Ver Se Posso</em> (Heitor dos Prazeres), Mário Reis, g.: 11/05/34, l.: ago/34, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “GSH”, nº 20, Globo/BMG, 1998.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>X do Problema, O</em> (Noel Rosa), Araci de Almeida, g.: 09/09/36, l.: out/36, 78 rpm, Victor. Rel.: CD “Noel Rosa”, Revivendo, s/d.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Yes! Nós Temos Bananas&#8230; </em>(João de Barro e Alberto Ribeiro), Almirante, g.: 04/11/37, l.: jan/38, 78 rpm, Odeon. Reg.: Caetano Veloso, LP de 1967, Philips; rel.: fasc. “João de Barro e Alberto Ribeiro”, NHMPB, Abril Cultural, 1977.</span></span></span></p>
<p align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Notas</strong> </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Adalberto Paranhos</strong>, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia, é autor, entre outros, do livro <em>O Roubo da Fala: Origens da Ideologia do Trabalhismo no Brasil </em>(São Paulo, Boitempo, 1999). Publicou diversos textos em coletâneas e revistas especializadas, dentre os quais o ensaio <em>Novas Bossas e Velhos Argumentos: Tradição e Contemporaneidade na MPB</em> (Uberlândia, <em>História &amp; Perspectivas</em>, n.º 3, jul-dez/1990). </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Este texto elaborado a partir de comunicação apresentada na mesa-redonda “Samba: História e Crítica”, durante o II Congreso Latinoamericano del IASPM (International Association for the Study of Popular Music), realizado em Santiago de Chile, entre 24 e 27 de março de 1997. </span></span></span></p>
<div id="sdfootnote1">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Para saciar a curiosidade de uns e outros, informo que em primeiro lugar apareceu o café, em terceiro, o futebol, e, em sexto, Pelé. V. “British public opinion and Latin America”, em <em>The Guardian</em>, Londres, 15/jun/1980.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote2">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">V. Peter Fry, “Feijoada e soul food”, em <em>Ensaios de Opinião</em>, nº 2+2, Rio de Janeiro, Inúbia, 1977, Muniz Sodré, <em>Samba: O Dono do Corpo</em>, Rio de Janeiro, Codecri, 1979, e Ruben George Oliven, “A elaboração de símbolos nacionais na cultura brasileira”, em <em>Revista de Antropologia</em>, nº 26, São Paulo, USP, 1983.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote3">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">V. Eder Sader e Maria Célia Paoli, “Sobre ‘classes populares’ no pensamento sociológico brasileiro (Notas de leitura sobre acontecimentos recentes)”, em Ruth Cardoso (org.), <em>A Aventura Antropológica</em> (Teoria e pesquisa), Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1986.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote4">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">A construção histórica do conceito de “classes perigosas”, aplicado à realidade brasileira, e a sua equivalência prática às “classes populares”, como estratégia de dominação de classes, é sumariada por Sidney Chalhoub em <em>Cidade Febril</em> (Cortiços e epidemias na corte imperial), São Paulo, Companhia das Letras, 1996, ps. 19/29.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote5">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">José Ramos Tinhorão, “Com pandeiro, cuíca, surdo e tamborim”, fascículo <em>Samba de Terreiro e de Enredo</em>, História da Música Popular Brasileira (HMPB), São Paulo, Abril Cultural, 1983, p. 5.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote6">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Noutro contexto, esse autor observa que a “investigação sobre as representações supõe-nas como estando sempre colocadas num campo de concorrências e de competições cujos desafios se enunciam em termos de poder e de dominação”. Roger Chartier, <em>A História Cultural</em> (Entre práticas e representações), Rio de Janeiro, Difel/Bertrand Brasil, 1988, p. 17.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote7">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Sobre a crítica de Sinhô e Donga aos “modernismos” no samba, v. Sérgio Cabral, “Falando de samba e de bambas”, fasc. <em>Bide, Marçal </em>&amp; <em>Paulo da Portela</em>, HMPB, ob. cit., 1984.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote8">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Dados mais completos sobre essas e todas as demais gravações mencionadas são encontrados – inclusive com uma atualização discográfica – no final deste texto. Esclareça-se que o cantor Francisco Alves era, sem dúvida, o mais notório “comprositor” do mercado, transformando as criações alheias literalmente em moeda corrente.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote9">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">E.H. Gombrich, <em>Arte e Ilusão</em> (Um estudo da psicologia da representação pictórica), São Paulo, Martins Fontes, 3ª ed., 1995, p. 316.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote10">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">A relação visceral que uniu, historicamente, o samba à malandragem está exposta em diversos trabalhos. V., dentre outros, Gilberto Vasconcellos e Matinas Suzuki Jr., “A malandragem e a formação da música popular brasileira”, em Boris Fausto (dir.), <em>História Geral da Civilização Brasileira-III</em> – O Brasil Republicano (Economia e Cultura – 1930/1964), São Paulo, Difel, 1984, e Maria Angela Borges Salvadori, <em>Capoeiras e Malandros: Pedaços de uma Sonora Tradição Popular (1890-1950)</em>, Campinas, Unicamp, dissertação de mestrado, 1990, esp. cap. III.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote11">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">A designação da batucada como gênero musical será expressiva especialmente na primeira metade dos anos 40, com certeza para desagrado dos que, à época, continuavam sustentando a necessidade da “regeneração social” do samba. Para essas e outras observações dessa natureza, foi extremamente importante a análise do material coligido por Alcino Santos, Gracio Barbalho, Jairo Severiano e M.A. de Azevedo (Nirez), em <em>Discografia Brasileira 78 rpm – 1902-1964</em>, Rio de Janeiro, Funarte, 1982, vols. 1, 2 e 3.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote12">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Cf. Sérgio Cabral, <em>No Tempo de Almirante</em> (Uma história do Rádio e da MPB), Francisco Alves, Rio de Janeiro, 1990, p. 41.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote13">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Para um mapeamento musical da Vila Isabel da época, v. João Máximo e Carlos Didier, <em>Noel Rosa</em> (Uma biografia), Brasília, Linha Gráfica/UnB, 1990, cap. XV.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote14">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;"><em>Palpite Infeliz</em> foi a resposta que se seguiu a <em>Conversa Fiada</em>. Nesta composição, que permaneceu muito tempo inédita em disco, Wilson Batista batia duro em <em>Feitiço da Vila</em>, de Noel.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote15">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">É interessante atentar para o fato de que Noel, moço “lá da cidade”, se coloca, aqui, numa posição de distanciamento em relação à &#8220;cidade&#8221;.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote16">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Tomo emprestado de Vovelle o conceito de “mediador cultural”, por ele utilizado ao se referir aos desafios que perpassam as relações entre “cultura de elite” e “cultura popular”. Sobre os “intermediários culturais”, v. Michel Vovelle, <em>Ideologias e Mentalidades</em>, São Paulo, Brasiliense, 2ª ed., 1991, ps. 207-224.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote17">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Sobre sua inusitada experiência vivida, circulando por morros e subúrbios, v. J. Máximo e C. Didier, ob. cit., cap. XVI.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote18">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">V. Marcos A. da Silva, “A História e seus limites”, em <em>História </em>&amp; <em>Perspectivas</em>, nº 6, Uberlândia, Universidade Federal de Uberlândia, jan-jun/1992. Preocupado em capturar experiências vividas, o autor trabalha com o conceito de “transregional” para superar limites tradicionais da História Regional, que a confinam a espaços previamente demarcados com base em divisões de caráter institucional ou político-administrativo.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote19">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Inflexões diferenciadas estão presentes inclusive no “samba carioca”, que também não pode ser encarado como uma forma que uniformiza todos os seus produtos. Não admitir isso seria ignorar que o samba comporta várias vertentes.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote20">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">As tensões entre &#8220;cidade&#8221; e morro persistiam, todavia. Em <em>Sambista da Cinelândia</em> se conclamava o sambista de morro a descer até a cidade e se anunciava o fim da oposição entre eles. Já em <em>Cabaré no Morro</em>, de 1937, com a mesma Carmen Miranda, o compositor branco Herivelto Martins fala de uma personagem nascida no morro, criada na orgia e que rompe com a malandragem, ao se dar conta de que “<em>essa gente não tem civilização</em>&#8220;.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote21">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Para uma visão mais detalhada sobre o advento da música americana no Brasil, v. José Ramos Tinhorão, <em>História Social da Música Popular Brasileira</em>, Lisboa, Caminho, 1990, ps. 195/203.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote22">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">J. Máximo e C. Didier, ob. cit., p. 242.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote23">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Mário de Andrade, <em>Macunaíma</em>, São Paulo, Círculo do Livro, s/d (ed. orig.: 1928), p.115.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote24">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Modernismo e música popular se comunicavam inclusive por vias oblíquas. Como já foi muito bem salientado, em contraposição à “estética monumental”, presente na materialização do projeto musical modernista, “a música popular passa a se reger pela pauta da <em>simplicidade</em>. Quanto a este aspecto, os músicos populares, ainda que de maneira intuitiva, se mostram mais próximos do modernismo literário de Oswald de Andrade, Mário de Andrade e de Manuel Bandeira, do que Villa-Lobos, a maior expressão do modernismo musical”. Santuza Cambraia Naves Ribeiro, “Modéstia à parte, meus senhores, eu sou da Vila!: a cidade fragmentada de Noel Rosa”, em <em>Estudos Históricos</em>, vol. 8, nº 16, Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1995, ps. 253 e 254.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote25">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">A transcrição, na íntegra, desse documento aparece em Sérgio Cabral, <em>Pixinguinha</em> (Vida e obra), Rio de Janeiro, Lumiar, 1997 (2ª ed.), ps. 138 e 139, de onde foram extraídas as citações acima.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote26">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">O samba era líder não apenas em número de gravações como em aceitação popular. Quanto aos sucessos desse período, v. Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, <em>A Canção no Tempo</em> (85 anos de músicas brasileiras. Vol. 1: 1901-1957), São Paulo, 34, 1997, 3ª pte. (1929/1945).</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote27">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">É preciso ressaltar, no entanto, que os registros encontrados nas etiquetas dos discos acabam, de alguma forma, por subestimar o peso do samba-canção no conjunto da produção fonográfica nacional. Em primeiro lugar, porque são por vezes bastante tênues as linhas divisórias entre o samba e o samba-canção; este, na realidade, configura uma das vertentes do samba (lembremo-nos de que, ainda sem o andamento mais lento de gravações posteriores que a transformaram em samba-canção, <em>Feitio de Oração</em> é, originalmente, classificada como samba). Em segundo lugar, porque havia uma certa tendência em rotular como “samba” até aquilo que era mais propriamente samba-canção (basta ouvir, dentre muitos exemplos disponíveis, <em>Juramento Falso</em>: da composição de J. Cascata e Leonel Azevedo à interpretação de Orlando Silva e ao acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira, dirigida por Radamés Gnattali, tudo sugere o seu enquadramento como samba-canção. Do disco, porém, consta a identificação como “samba”).</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote28">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Citado por J. Máximo e C. Didier, ob. cit., p. 244.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote29">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Na primeira metade dos anos 40 a brasileira Leny Eversong (nascida Hilda Campos Soares da Silva) começará a gravar como <em>crooner</em> de Anthony Sergi (Totó) e sua Orquestra Colúmbia ou em discos-solo, e se sucederão igualmente as gravações de The Midnighters, grupo instrumental liderado por Zacarias, cujo <em>crooner</em> era Nilo Sérgio, que desenvolveria sua carreira-solo em disco a partir de 1945. Ambos cantavam em inglês, fosse “fox-trot” ou simplesmente “fox”. Data dessa época ainda a gravação do que se poderia chamar de “<em>fox-símiles”</em>, caso de canções musicalmente bem elaboradas de José Maria de Abreu, como o fox-canção <em>Brigamos Outra Vez</em> (com acompanhamento de Fon-Fon e sua Orquestra, criando uma sonoridade <em>à la</em> EUA, ao promover o feliz casamento entre o naipe de instrumentos de sopro e de cordas) e o fox <em>Eu, Você e Mais Ninguém</em> (com acompanhamento ao piano de Carolina Cardoso de Menezes e seu Quarteto, numa demonstração de pleno domínio da linguagem musical norte-americana).</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote30">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Mais uma vez, há, aqui, uma subestimação do samba-canção pelas razões já expostas. A propósito, mantive-me fiel ao quadro de canções de Noel Rosa que J. Máximo e C. Didier apresentam nas ps. 497/516 de seu livro. Passei, deliberadamente, por cima de pequenas incorreções (estatisticamente insignificantes), tais como o enquadramento de <em>Último Desejo</em> como “samba”, quando, na verdade, o que se lê no disco original é “samba-canção”, por sinal classificação mais de acordo com o estilo dessa composição.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote31">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">V. Affonso Romano de Sant’Anna, <em>Música Popular e Moderna Poesia Brasileira</em>, Petrópolis, Vozes, 3ª ed., 1986, esp. itens “As origens do samba, Noel Rosa e o modernismo” e “Ufanismo de Ari Barroso e o verde-amarelismo de Cassiano Ricardo” (citação da p. 179).</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote32">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">A primeira parte da composição evoca, sintomaticamente, Peri e Ceci, personagens saídos da literatura romântica do século passado, que exaltava os índios como fatores essenciais de sensibilização patriótica: “<em>eu fui às touradas em Madri/ pa-ra-ra-tchim-bum-bum-bum/ pa-ra-ra-tchim-bum-bum/ e quase não volto mais aqui-i-i/ pra ver Peri-i-i/ beijar Ceci</em>”.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote33">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Importa destacar, entretanto, que, lado a lado com a repressão, havia também a valorização e/ou assimilação de manifestações culturais das classes populares por uma parcela de membros das elites intelectuais e das classes dominantes. Este é, por sinal, o fio condutor do livro no qual Hermano Vianna mostra por que “a transformação do samba em música nacional não foi um acontecimento repentino, indo da repressão à louvação em menos de uma década, mas sim o coroamento de uma tradição secular de contatos (&#8230;) entre vários grupos sociais na tentativa de inventar a identidade e a cultura popular brasileiras”. Hermano Vianna, <em>O Mistério do Samba</em>, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, UFRJ, 2ª ed., 1995, p. 34.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote34">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">V. Gilberto Freyre, <em>Casa-Grande </em>&amp; <em>Senzala</em>, Rio de Janeiro, José Olympio, 1933. Ao passar em revista o debate sobre o assunto, Lilia Schwarcz ressalta que no Brasil, “sobretudo a partir do final dos anos 20, os modelos raciais de análise começam a passar por uma severa crítica, à semelhança do que já acontecera em outros contextos intelectuais”. E lembra o importante papel desempenhado pela escola culturalista norte-americana, principalmente por Franz Boas, na implosão dos equívocos do determinismo racial. Lilia Katri Moritz Schwarcz, “Complexo de Zé Carioca (Notas sobre uma identidade mestiça e malandra)”, em <em>Revista Brasileira de Ciências Sociais</em>, nº 29, São Paulo, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, out/1995, p. 54.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote35">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Para uma análise sobre a “ideologia de Estado” em movimento, à época do “Estado Novo”, v. Adalberto Paranhos, “O coro da unanimidade nacional: o culto ao ‘Estado Novo’”, em <em>Revista de Sociologia e Política</em>, nº 9, Curitiba, Universidade Federal do Paraná, 1997.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote36">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Cassiano Ricardo, <em>Marcha para Oeste</em>, Rio de Janeiro, José Olympio, 1940, ps. 501 e 500.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote37">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Citado por Sérgio Cabral, <em>A MPB na Era do Rádio</em>, São Paulo, Moderna, 1996, p. 55.</span><span style="font-size: x-small;">Idem, p. 71. Essa polêmica é reproduzida nas ps. 70/72.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote39">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Que não se pense que malandro, naquele momento, tinha um sentido unívoco. Pelo contrário, é possível capturar – seja entre os contemporâneos daquela década fundamental no processo de criação do samba, seja nas interpretações posteriores dos analistas – variadas e contraditórias acepções acerca do que era ser malandro. Quanto a estes, v., por exemplo, José Ramos Tinhorão, <em>Música Popular – Do Gramofone ao Rádio e TV</em>, São Paulo, Ática, 1981, ps. 128/134, J. Máximo e C. Didier, ob. cit., esp. ps. 289/295, M.A.B. Salvadori, ob. cit., esp. ps. 189/192, e G. Vasconcellos e M. Suzuki, ob. cit., esp. ps. 511/514 e 520/523.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote40">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Citado por S. Cabral, <em>A MPB na Era do Rádio</em>, ob. cit., p. 42.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote41">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Almirante, <em>No Tempo de Noel Rosa</em>, Rio de Janeiro, Francisco Alves, 2ª ed., 1977, p. 146. Sobre os desdobramentos da polêmica entre Wilson Batista e Noel Rosa, v. J. Máximo e C. Didier, ob. cit., ps. 291/292, 371/372 e 421/422, ou ainda S. Cabral, <em>A MPB na Era do Rádio</em>, ob. cit., ps. 42/46.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote42">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Para a crítica a essas interpretações consideradas simplistas, bem como a versão pessoal de João Máximo e Carlos Didier sobre a inesperada reação de Noel, v. ob. cit., ps. 291/292.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote43">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Em certos casos, para dançar à vontade, era preciso também dançar conforme a música. Recordo, a propósito, que o bloco Deixa Falar, do Estácio, se transformou formalmente em escola de samba, em 1928, para, com sua legalização, gozar de uns tantos direitos e afastar do caminho dos sambistas a perseguição policial. Do mesmo modo, Paulo da Portela (um hábil negociador) e outros mais foram constrangidos, em 1934, a aceitar a “sugestão” policial para a alteração do nome da Escola de Samba Vai como Pode, que passou a denominar-se, pomposamente, Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela. V. Sérgio Cabral, <em>As Escolas de Samba do Rio de Janeiro</em>, Rio de Janeiro, Lumiar, 1996, ps. 41 e 95.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote44">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Embora composta, ao que tudo indica, um ano antes, <em>A Vida É um Samba</em> (de Ivani Ribeiro e Sônia Carvalho) já criticava os que continuavam agarrados a velhos preconceitos: “<em>samba, tu és um grito de orgulho de uma raça/ (&#8230;) lá na cidade/ a sociedade por vaidade/ não samba o samba/ com vergonha de sambar/ e dança a rumba/ que é produto estrangeiro/ mas o samba é brasileiro/ e o povo deve sambar</em>”.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote45">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Hermano Vianna, ob. cit., p. 130.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote46">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Sobre a greve que tirou do ar, em julho de 1933, as cinco emissoras cariocas, v. S. Cabral, <em>A MPB na Era do Rádio</em>, ps. 41 e 42.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote47">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">V. José Miguel Wisnik, “Getúlio da Paixão Cearense (Villa-Lobos e o Estado Novo)”, em Enio Squeff e José Miguel Wisnik, <em>O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira – Música</em>, São Paulo, Brasiliense, 2ª ed., 1983, esp. ps. 178/190, e Arnaldo Daraya Contier, <em>Brasil Novo. Música, Nação e Modernidade: Os Anos 20 e 30</em>, São Paulo, USP, tese de livre-docência, 1988, esp. cap. III.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote48">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Francisco Campos, <em>O Estado Nacional</em> (Sua estrutura – seu conteúdo ideológico), Rio de Janeiro, José Olympio, 1940, p. 62.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote49">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">José Ramos Tinhorão, <em>História Social da Música Popular Brasileira</em>, ob. cit., p. 234.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote50">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Hermano Vianna, ob. cit., p. 151.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote51">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Nos belos versos dessa música, o craque Assis Valente retomava o sentido lúdico da prática do samba/batucada: “<em>vem vadiar no meu cordão/ cai na folia, meu amor/ vem esquecer tua tristeza/ mentindo a natureza/ sorrindo a tua dor</em>”.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote52">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Sérgio Cabral, “Falando de samba e de bambas”, ob. cit., p. 2.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote53">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">A temática da regeneração/abandono da malandragem aparecia, sob formas variadas, também em outras composições. V., por exemplo, <em>Tenho Prazer</em> (de Ataulfo Alves), de 1933.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote54">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Isso é discutido por mim em Adalberto Paranhos, “Novas bossas e velhos argumentos (Tradição e contemporaneidade na MPB)”, em <em>História </em>&amp; <em>Perspectivas</em>, nº 3, Uberlândia, Universidade Federal de Uberlândia, jul-dez/1990.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote55">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Os trabalhadores figuravam nos cálculos governamentais como peças da estratégia que objetivava reduzir o impacto das lutas de classe e subordiná-los aos projetos de desenvolvimento capitalista em vigor. V. Adalberto Paranhos, <em>O Roubo da Fala: Origens da Ideologia do Trabalhismo no Brasil</em>, São Paulo, Boitempo, 1999.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote56">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Este é, por sinal, o tema do trabalho a que venho me dedicando atualmente.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote57">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">V. A.D. Contier, ob. cit., esp. ps. 300/312.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote58">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;"><em>Cultura Política</em>, editada pelo DIP entre 1941 e 1945, acolhia sistematicamente em suas seções artigos sobre música e radiodifusão.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote59">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Está longe de ser mera coincidência sua “redescoberta”, várias décadas depois, exatamente pela figura-símbolo da Bossa Nova, João Gilberto, que regravará músicas como <em>Pra Que Discutir com Madame</em>. Nessa composição de 1945, Janet de Almeida e Haroldo Barbosa ainda se vêem obrigados a responder, com bom-humor, às críticas azedas endereçadas aos sambistas por Mag (que atendia pelo nome de Magdala da Gama Oliveira), crítica de rádio do “Diário de Notícias”. Ao resumirem as idéias de Mag, os autores pareciam nos conduzir de volta ao passado, nos colocando novamente em contato com preconceitos arraigados: “<em>madame diz que a raça não melhora/ que a vida piora por causa do samba/ madame diz que o samba tem pecado/ que o samba, coitado, devia acabar/ madame diz que o samba tem cachaça/ mistura de raça, mistura de cor/ madame diz que o samba democrata/ é música barata/ sem nenhum valor</em>”.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote60">
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">A discografia listada inclui as gravações originais das composições citadas, seguidas da indicação, tanto quanto foi possível ao autor, de seu relançamento em CDs e Lps ou, excepcionalmente, de regravações.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;">Abreviaturas utilizadas: g.: gravação; l.: lançamento; rel.: relançamento; reg.: regravação. As demais abreviaturas estão anotadas ao longo desta discografia.</span></p>
</div>
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		<title>8ª Edição Feira Cultural Preta 2009</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 10:50:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 13 de dezembro, das 12h às 22h, no Palácio das Convenções do Anhembi, será realizada a 8ª Edição Feira Cultural Preta, um dos maiores eventos de valorização e apreciação da cultura negra.
Nesta 8º edição o tema principal será: “Heranças Compartilhadas Negros e Índios”, temática que abordará duas culturas que tiveram que reagir se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"><a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2009/11/8ª-Edição-Feira-Cultural-Preta-2009.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6492" title="8ª Edição Feira Cultural Preta 2009" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2009/11/8ª-Edição-Feira-Cultural-Preta-2009.jpg" alt="8ª Edição Feira Cultural Preta 2009" width="200" height="300" /></a>No dia 13 de dezembro, das 12h às 22h, no Palácio das Convenções do Anhembi, será realizada a 8ª Edição Feira Cultural Preta, um dos maiores eventos de valorização e apreciação da cultura negra.</p>
<p>Nesta 8º edição o tema principal será: “Heranças Compartilhadas Negros e Índios”, temática que abordará duas culturas que tiveram que reagir se defender, resistir e tentar revidar para não sucumbir. Tanto o negro quanto o índio influenciaram com seus cânticos, artes, danças e religiões parte do que é produzido pela cultura contemporânea brasileira. Segundo Adriana Barbosa, idealizadora do projeto, a intenção é proporcionar ao público reflexão sobre duas culturas importantes na construção da nossa sociedade.<span id="more-6491"></span></p>
<p>A programação cultural de 2009 será marcada pela diversidade. Artistas plásticos, literários, cineastas, religiosos, estilistas, dançarinos, entre outros produtores de cultura que celebram esta riqueza.</p>
<p>O público será convidado a interagir com as artistas por meio de oficinas, bate-papo, desfiles e manifestações culturais. E mais: na Passarela da Preta, a marca de roupas Balaco traz em sua coleção a visão estética da mistura do negro com o índio.</p>
<p>No Palco Alternativo o espaço estará livre para experiências sonoras e a artistas underground. No Microfone da Preta, ambiente de troca de ideias, os visitantes terão o microfone aberto para expressar seus pensamentos.</p>
<p>A Feira conta ainda uma série de palestras e oficinas culturais nas áreas de gestão de negócios, empreendedorismo, política pública, turismo étnico, educação entre outros temas relevantes.</p>
<p>Espaços Culturais, Mercado da Preta e Degustasom com o Boteco Vila do Samba e atrações musicais com a Liga do Samba Rock: Clube do Balanço, Opalas e Sandálias juntos no mesmo espetáculo musical.</p>
<p>O encontro que recebe cerca de 10 mil pessoas em cada edição, é conhecido por reunir música, dança moda, culinária, literatura, cinema e outros elementos da cultura negra em um só local. Mais informações no site <a href="http://www.feirapreta.com.br/">www.feirapreta.com.br</a> ou pelo e-mail <a href="mailto:imprensa@feirapreta.com.br">imprensa@feirapreta.com.br</a></p>
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		<title>Literatura Brasileira</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 15:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almanaque Brasil Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Obras elaboradas no Brasil desde os textos de informação, informações que os viajantes e missionários europeus colhiam sobre a natureza e o homem do Brasil colônia, até nossos dias. Do ponto de vista literário interessa destacar a evolução das formas estéticas que correspondem aos estilos artísticos que tiveram representação no Brasil. A primeira etapa corresponde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;"><img class="alignleft size-medium wp-image-5877" title="Literatura Brasileir" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Literatura-Brasileira-231x300." alt="Literatura Brasileir" width="231" height="300" />Obras elaboradas no Brasil desde os textos de informação, informações que os viajantes e missionários europeus colhiam sobre a natureza e o homem do Brasil colônia, até nossos dias. Do ponto de vista literário interessa destacar a evolução das formas estéticas que correspondem aos estilos artísticos que tiveram representação no Brasil. A primeira etapa corresponde ao barroco literário. A segunda, às transformações do barroco, às tentativas de renovação arcádica e neoclássicas e ao romantismo e seus prolongamentos. A terceira, às tendências do fim do século: modernismo e pós-modernismo.</p>
<p>Segundo Antônio Cândido, a literatura brasileira pode ser dividida em três períodos: 1º: a era das manifestações literárias que vai do século XVI à metade do século XVIII. 2º: a era da configuração do sistema literário que tem início na primeira metade do século XVIII à segunda metade do XIX. 3º: a era do sistema literário consolidado, da segunda metade do século XIX até nossos dias.<span id="more-5876"></span></p>
<p><strong>Barroco</strong><br />
Os ciclos de ocupação da terra sucederam-se em consonância com as possibilidades demográficas e os interesses econômicos. Do litoral para o interior foram se definindo manchas de povoamento que originaram ilhas culturais. Estas, segundo Viana Moog, foram sementes da literatura regionalista que se faz presente ao longo de toda a história literária do país.</p>
<p>Nesta primeira fase é sensível a presença da Europa: ibéria, no barroco; Itália, no arcadismo; francesa, no iluminismo (ver Século das Luzes). Define-se, ainda, a mediação da metrópole na transposição de valores estéticos do arcadismo e iluminismo. As manifestações literárias dos três primeiros séculos brasileiros respondem, antes de mais nada, ao problema da expansão ultramarina. A Carta de Pero Vaz de Caminha, oficializando para Portugal a posse das terras brasileiras, e o Diário de Navegação de Pero Lopes e Martim Afonso de Souza (1530) podem ser incluídos na Literatura de Viagens, gênero definido ao longo do século XV, em Portugal.</p>
<p>O processo expansionista desdobra-se na colonização. Vencido o mar, começa a preocupação com a terra desconhecida que significava um desafio pois, aparentemente, era indomesticável. Logo surgiram propostas para a possível resistência, agressividade e inconquistabilidade do índio. Esta preocupação manifesta-se na necessidade de registrar informações, organizar elencos e catálogos. Por estes motivos são importantes os Textos de Informação, entre os quais se inserem Tratado da terra do Brasil (1570) e História da província de Santa Cruz (1576), de Pero de Magalhães Gandavo; Narrativa epistolar e o tratado da terra e gente do Brasil (1587), de Gabriel Soares; Diálogo das grandezas do Brasil (1618), de Ambrósio Fernandes Brandão; Diálogo sobre a conversão do gentio, do padre Manuel da Nóbrega; História do Brasil (1627), de frei Vicente de Salvador e os três primeiros séculos das Cartas jesuíticas.</p>
<p>Estes textos descrevem a terra, os costumes silvícolas e revelam a expectativa do colonizador em encontrar ouro e prata. Já os textos jesuíticos, mesmo os literários, de poesia ou teatro, têm como pano de fundo a preocupação missionária, alimentada pelo clima proporcionado pelas resoluções do Concílio de Trento. Esta realidade é facilmente identificada na obra do padre, poeta e dramaturgo José de Anchieta (1534-1597), autor de autos pastorís, entre eles, o Auto representativo da festa de São Lourenço (1583), e de poemas em metros breves, de tradição medieval espanhola e portuguesa, entre os quais se destacam Santíssimo Sacramento e A Santa Inês.</p>
<p>O teatro liga-se aos vilancicos ibéricos, centrando-se no antagonismo entre anjos e demônios, bem e mal, vício e virtude. Nos poemas épicos, Anchieta mostra a influência de Virgílio. O polilingüismo de muitas poesias e autos expressa uma atitude adaptativa ao meio. A palavra escrita ajustava-se à nova realidade, tentando inculcar valores portugueses e cristãos na população autóctone e mestiça que começava a se constituir. Estes primeiros escritos, feitos no Brasil e sobre o Brasil, de acordo com critérios estéticos vigentes no ocidente, desvendam relações com estilos de vida e arte. São importantes por conterem uma literatura de imaginação, possível raíz do mito ufanista que se projeta através do tempo até a contemporaneidade.</p>
<p>Esteticamente, as criações literárias dos três primeiros séculos são barrocas, neoclássicas e arcádicas. A organização da prosa identifica-se com o barroco no processo de identificação ilusória e sensorial, expresso nos jogos de palavras, trocadilhos e enigmas. Conceitualismo e cultismo, na melhor tradição cultural ibérica, misturam o mitológico ao descritivo, a alegoria ao realismo, o patético ao satírico, o idílico ao dramático. A literatura brasileira nasceu com o barroco, pelas mãos jesuíticas. Neste trabalho merecem destaque o padre Antônio Vieira, Bento Teixeira, Gregório de Matos, Manuel Botelho de Oliveira, secundados por frei Manuel de Santa Maria Itaparica, padre Simão de Vasconcelos, frei Manuel Calado, Francisco de Brito Freire. Quando não integrantes da Companhia de Jesus, muitos destes autores foram educados pelos jesuítas, nos colégios ao lado das igrejas, em aulas de letras e humanidades, focos de transmissão da cultura metropolitana. Nelas, escoava-se a tradição portuguesa da retórica, base da formação intelectual e literária, preocupada em ensinar a falar e escrever com persuasão e beleza. Projetava-se, também, a postura intelectual da imitação de modelos, realizada nos escritos destes primeiros autores, em variados graus que vão da inspiração à glosa e tradução.</p>
<p>Nesta primeira fase, a literatura brasileira segue o ritmo lusitano do tempo. A obra do jesuíta, catequista e orador sacro Antônio Vieira (1608-1697) sincretiza marcas européias, portuguesas e brasileiras. Os 15 volumes de Sermões são de particular interesse para nossa literatura, principalmente o Sermão da primeiro domingo da Quaresma (1653) que versava sobre a extinção do escravismo índio e o Sermão XIV do rosário (1633), sobre os escravos negros. Na História do futuro, Antônio Vieira escreve um tratado sobre o profetismo onde defende a mística do 5º Império do Mundo, que seria português, com sede no Brasil. Beirando a heterodoxia, este texto obrigou seu autor a explicar-se ante o Tribunal do Santo Ofício. Maior orador sacro do Brasil, o padre Antônio Vieira era um barroco. Sua oratória é prolixa, cheia de alegorias nas quais revela a argúcia de seu raciocínio.</p>
<p>Bento Teixeira (1561-1600), cristão-novo português, nascido no Porto e morador em Pernambuco, escreveu a Prosopopéia, exaltando o terceiro donatário da Capitania de Pernambuco, Jorge de Albuquerque Coelho. Obra barroca, calcada em Os Lusíadas, exalta o herói estóico cristão, realcando valores como o heroísmo, a estirpe, o poder, a glória, a honra, a riqueza, o saber e as virtudes. Inspira-se na terra e tem um caráter eminentemente social e individual. Criação diretamente estruturada pela realidade, permite a realização, num plano imaginário, de uma coerência jamais atingida pelo autor, cripto-judeu, no plano real.</p>
<p>Gregório de Matos (1838-1696), natural da Bahia, cria uma poética composta de poemas líricos, religiosos e satíricos, nos quais retrata o Brasil com pessimismo realista, mesclado de obscenidades. Pela temática e técnica estilística, é a mais forte expressão individual do barroco na colônia. Manifestação da mestiçagem cultural, Gregório de Matos coloca em seus escritos antíteses, equívocos e jogos de palavras, transpostos dos modelos de Góngora e Quevedo. Sua obra é marcada pelos dualismos: religiosidade e sensualismo, misticismo e erotismo, valores terrenos e aspirações espirituais.</p>
<p>Manoel Botelho de Oliveira (1838-1711) publicou Musica do Parnaso (1705), dividido em quatro coros de rimas portuguesas, castelhanas, italianas e latinas, com seu descante cômico reduzido em duas comédias: Hay amigo para amigos e Amor, Engaños y Celos. Poeta-literato, segue os modelos de Marino Góngora e, em seu processo estilístico, destacam-se a analogia e a acentuação dos contrastes.</p>
<p>Frei Manoel de Santa Maria Itaparica, nascido na Bahia em 1704, escreveu uma epopéia sacra, Eustáquidos (1769), imitação dos épicos, e um poema, Descrição da cidade da Ilha de Itaparica. Simão de Vasconcelos produziu uma obra de edificação religiosa em que se distingue a Vida do venerável padre José de Anchieta (1672).</p>
<p>Frei Manuel Calado inspira-se na defesa da terra contra invasores estrangeiros para criar Valeroso Lucideno (1648). De autoria de Francisco Brito Freire é A Nova Lusitânia (1675). Nesta primeira fase não se deve estranhar o teor das manifestações literárias. Primeiro, pela fragilidade da vida intelectual na colônia, fato compreensível uma vez que a colonização foi um fenômeno burguês, com caráter empresarial, visando a produção e o lucro no comércio do açúcar. Não havia público para a produção literária, nem interesse nela, em um meio acrítico e desinteressado da vida cultural. No entanto, não houve deseuropeização: as estruturas do mundo que se erigia eram genuinamente portuguesas, embora passíveis de adoçamentos. As manifestações literárias foram, pois, desdobramentos da literatura portuguesa que, por sua vez, ainda não tinha desenvolvido, perfeitamente, os gêneros literários. Salvo raras exceções, a literatura barroca produzida na colônia acabou sendo de qualidade inferior. A própria obra de Anchieta, a mais alta expressão do barroco no seu tempo, não teve valor estético de primeira grandeza.</p>
<p><strong>Neoclassicismo e Romantismo</strong><br />
Abrange as transformações do barroco, as tentativas de renovação arcádica e neoclássica e o romantismo. O início do século XVIII deixa entrever o declínio do barroco e as aberturas para o iluminismo, este ligado às transformações estéticas das Academias. No Brasil é coetâneo ao deslocamento do eixo político da Bahia para o Rio de Janeiro (1760) e a descoberta do ouro em Minas Gerais. Não é estranho que, nestas áreas, tenha surgido um movimento cultural ligado à crise do colonialismo e às aspirações de independência política. José de Santa Rita Durão (1722-1784) escreveu o poema épico Caramuru (1781) onde faz um balanço da colonização em meio a uma descrição hiperbólica da natureza. Neste poema são retratados os costumes dos índios, exaltadas a fé e a defesa da terra contra os invasores. José Basílio da Gama (1741-1795), com mentalidade iluminista e anti-jesuítica, escreveu o poema Uruguai (1769) em que descreve o choque da cultura branca com a indígena e, liricamente, adota uma atitude complacente com os selvagens.</p>
<p>Com o arcadismo, corrente de origem italiana, instalou-se a forma neoclássica que busca na natureza sua maior constante, identificando-a com a pureza e a bondade. No Brasil, este movimento nasce com os poetas da Escola mineira, Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Silva Alvarenga. Seu início é marcado pelas Obras poéticas (1768) de Cláudio Manoel da Costa (1729-1789). Em seus sonetos, églogas e no poema épico Vila Rica (1773), Cláudio Manuel da Costa deixa entrever influências de Petrarca e Camões, além de marcas de sua terra natal. Recorre ao procedimento temático da metamorfose, traduzindo a realidade brasileira em termos de tradição clássica. Incorporando o individualismo e o sentimento da natureza, o arcadismo mineiro inicia o lirismo pessoal.</p>
<p>Nesta linha, Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) escreveu uma coleção de poemas de amor dedicados à Marília que contêm reflexões sobre o destino, externando uma visão horaciana do mundo. Autor também de Cartas chilenas (1789), poema satírico contra a sociedade e o governador de Minas.</p>
<p>Silva Alvarenga (1749-1814) escreveu o poema heróico-cômico O desertor (1774), apoiando as reformas pombalinas da instrução. Em Glaura (1799), abriga uma série de madrigais e pequenos poemas. Souza Caldas (1762-1814), um liberal influenciado por Rousseau, deixou o poema didático As aves, uma epístola em verso e prosa onde se rebelava contra os modelos greco-latinos, além de um livro de cartas que reponta as idéias de emancipação.</p>
<p>Com a fuga da família real portuguesa, em 1808, e o estabelecimento da corte no Rio de Janeiro, houve sucessivos progressos na vida intelectual, facilmente identificável na criação da imprensa e publicação de periódicos. Após a independência (1822) despontam a prosa patriótica, o ensaio político, o sermão nacionalista que se, literariamente, não foram significativos, foram-no para a definição da consciência nacional. Neste momento, o dado mais importante é a definição de que existe, ou deveria existir, uma literatura portuguesa e outra, brasileira.</p>
<p>Literariamente, este momento coincide com o romantismo, ruptura estilística com o arcadismo. Neste predominaram as influências literárias européias às quais foram incorporadas as produções da colônia. No romantismo prevalece a dimensão localista, associada ao esforço de ser diferente, uma veia aberta às reivindicações de autonomia nacional. Também caracterizam o espírito romântico, o individualismo, o subjetivismo, o ilogismo, o senso de mistério, o escapismo, o reformismo, o sonho, a fé, o culto à natureza, o retorno ao passado, o pitoresco, o exagero (Hibbard). Há, ainda, traços formais e estruturais: ausência de regras e formas prescritas, preferência pela metáfora. O romantismo, configurado nas três primeiras décadas do século XIX, plenamente instalado na segunda metade do mesmo século, processou-se através de ondas sucessivas, definindo uma estética e um estilo composto de elementos formais e espirituais. A nova estética abrange a poesia, a ficção e o drama, além de teorias críticas e literárias. Objetivava a criação do caráter nacional da literatura.</p>
<p>O nacionalismo romântico expressou-se no indianismo. O índio transmutou-se em símbolo nacional. Gonçalves de Magalhães, Visconde de Araguaia, (1811-1822), escreveu a Confederação dos Tamoios (1856); Gonçalves Dias (1823-1864), em seu poema I-Iuca Pirama, narra a história de um índio sacrificado por uma tribo inimiga. Primeiros cantos (1846) foi referência para a poesia nacional do período. No romance, a valorização do índio foi feita por José de Alencar (1829-1877) no Guaraní (1857) e em Iracema (1863), trabalhos cuja popularidade chegou aos dias atuais. O indianismo transfigura não mais a terra, mas o &#8220;homem natural&#8221;, antes apenas objeto da descrição ou da sátira, dando ao brasileiro a ilusão de gloriosos antepassados. O indianismo mascara a origem africana, considerada menos digna (Roger Bastide).</p>
<p>Ainda no Romantismo surge a restauração do mito da infância e do retorno à inocência que encontra nos poemas Idéias íntimas de Álvares de Azevedo (1831-1851). Estados mórbidos de dúvidas evolam de Junqueira Freire e Casimiro de Abreu. Castro Alves (1847-1871) é autor de Espumas flutuantes (1867) e A cachoeira de Paulo Afonso (1876), poesia social e humanitária que teve peso nas campanhas pela abolição da escravidão negra. O movimento abolicionista inspiraram, ainda, A escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães e As vítimas algozes (1869) de Joaquim Manuel de Macedo. Joaquim Nabuco (1849-1910) deixou O Abolicionismo (1883), ensaio político de relevo.</p>
<p>Fagundes Varela (1841-1875) foi considerado o último poeta romântico. Escreveu um poema sobre a catequese, Anchieta ou o evangelho das selvas (1875), além de versos decassilábicos rimados em Cantos e fantasias (1865). Neles opõe campo à cidade, demonstra solidariedade com os escravos e dilata seu patriotismo por todo o continente americano.</p>
<p>Em meados do século aparecem o romance e a comédia de Martins Pena (1815-1848), considerado o maior comediógrafo brasileiro. No romance, José de Alencar impôs-se com obra extensa e desigual, mas que o coloca como expoente da consciência literária brasileira. De sua autoria destacam-se Lucíola (1862), Diva (1864), A pata da gazela (1870), Sonhos d&#8217;Ouro (1872), Senhora (1873), livros que inovam ao analisar os personagens em confronto com as condições sociais e descrevendo situações simbólicas com linguagem adequada.</p>
<p>Também em meados do século, o romance passa a descrever lugares e modos de vida. Em A Moreninha (1844), Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) narra amores convencionais da classe média. Em seus vinte romances, peças de teatro e poemas surge, pela primeira vez no Brasil, a figura profissional do escritor. Manuel Antônio de Almeida (1831-1861) escreveu Memórias de um sargento de milícias (1854), exemplo de simplicidade realista com que descreve a vida da pequena burguesia.</p>
<p>A invasão da poesia pela música leva às modinhas, poesia musicada, inspirada nas áreas de ópera. Com elas, a poesia penetra mais e diminui a distância entre cultos e incultos. Figuras representativas do último grupo dos românticos foram Franklin Távora, Bernardo Guimarães e Alfredo d&#8217;Escragnolle Taunay. Franklin Távora (1842-1888), teórico e romancista, escreveu sobre Pernambuco do século XVIII, adotando restrições à tendência da literatura de se relacionar com a cultura européia. Estabelece-se o conflito entre a tendência de vinculação à Europa e aquela que busca estabelecer uma tradição local, extremos entre os quais se debateria a consciência literária. Alfredo d&#8217;Escragnolle Taunay (1843-1899) compõe Inocência (1872) com cenário e costumes sertanejos, além de diálogos naturais pelo tom e vocabulário. Taunay voltou-se, depois, para o romance urbano, onde se destaca O declínio (1899) que trata do descompasso entre a paixão e o envelhecimento.</p>
<p>Em torno dos trabalhos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, fundado em 1838, e das revistas Minerva Brasiliense (1843-1845) e Guanabara (1851-1855) forma-se uma teoria nacionalista da literatura e se organiza o estudo sistemático da produção literária.</p>
<p>Nos anos 70 do século XIX, o país conheceu grande desenvolvimento e o progresso se fez sentir nas cidades maiores. A imprensa se desenvolveu e novas revistas surgiram, como a Revista Brasileira (2ª fase, 1878-1881). A erudição e a pesquisa documental aparecem na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1839) e nos Anais da Biblioteca Nacional (1878). Na mesma época tem início um movimento de idéias filosóficas e literárias, inspirado no positivismo de Comte e no evolucionismo de Spencer, que se estendeu até o início do século XX. Este movimento ressoou na literatura, principalmente em Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro.</p>
<p>Há um retorno crítico contra o idealismo romântico, a cosmovisão religiosa e a legitimidade das oligarquias, com o apoio no cientificismo e no relativismo. Surge o naturalismo. Os gêneros literários tinham ganho autonomia e consistência quanto aos temas e estrutura. O sistema de idéias e normas estéticas, implantado na década de 1870, constituiu o complexo estilístico do realismo, naturalismo e parnasianismo. Estava configurado o sistema literário no Brasil. A literatura já era, então, a atividade regular dos intelectuais, há veículos de difusão da produção escrita e a tradição local é ponto de referência.</p>
<p><strong>Realismo e Modernismo</strong><br />
Depois de 1870 há sensíveis modificações na posição mental dos intelectuais do Brasil que oscilavam entre o abolicionismo e a república, ou juntavam as duas motivações, unidas pela noção de liberdade e democracia. A passagem do estilo romântico para o realista é dada pela poesia científica e libertária de Silvio Romero, Fontoura Xavier e Valentim Magalhães. Instalava-se o realismo com sua vertente naturalista, tentando corrigir a espiritualização excessiva. O realismo procura a verdade retratando, fielmente, os personagens e a vida que interpreta objetivamente, analisando-a em todos os detalhes. Busca expressar-se numa linguagem simples, natural, próxima da realidade.</p>
<p>O realismo envereda pelo naturalismo no romance e no conto. O fatalismo pessimista emerge como pano de fundo da prosa de Aluízio de Azevedo (1857-1913), tanto em Mulato (1881), um estudo sobre o preconceito racial, como em Casa de pensão (1884) que versa sobre a conduta e a morte de um estudante. Em O cortiço (1890), Aluízio de Azevedo revela influência de Èmile Zola na inclusão do simbolismo significativo. O cortiço seria o Brasil, dependente e explorado pelas nações desenvolvidas.</p>
<p>Nesta fase a grande figura é Machado de Assis (1839-1908), jornalista, romancista, comediógrafo e primeiro escritor com noção exata do processo literário brasileiro. Como ficcionista escreveu uma centena de contos, entre os quais Papéis avulsos (1882), Histórias sem data (1884), Várias histórias (1896). Entre os romances de sua autoria estão Memórias póstumas de Braz Cubas (1881), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899), Esaú e Jacó (1904), Memorial de Aires (1908). Machado de Assis afasta-se dos modismos literários, transforma emoções em ambigüidades, demonstra interesse pela realidade social e se transforma no mais importante escritor brasileiro.</p>
<p>Raul Pompéia (1863-1895), em O ateneu (1888), guarda estreitas relações com experiências próprias ao descrever a vida colegial. Ataca o processo educativo por sua formalidade, considera-o uma expressão carcomida das instituições do império, entre as quais a escola seria um microcosmo.</p>
<p>O naturalismo voltou-se para o regional. Em Fortaleza, Ceará, surgem vários grêmios políticos e literários e alguns romances como Luzia-Homem (1903), de Domingos Olímpio Braga Cavalcanti (1850-1906), perfil da mulher excelente no pecado e na virtude.</p>
<p>Entre o crepúsculo do naturalismo e a Semana de Arte Moderna de 1922 instala-se a figura de Coelho Neto (1864-1934). No seu primeiro romance, A Capital Federal (1893), Coelho Neto fez uma crônica romanceada da vida carioca. Miragem (1895) tem narrativas sobre a vida doméstica onde, com realismo, retratam-se imagens burguesas. Em Inverno em flor (1897), a hereditariedade doentia gera a loucura e um amor incestuoso. Tormenta (1901) retoma a abordagem de patologias com o tema da morte e dos ciúmes.</p>
<p>Valdomiro Silveira (1873-1941) inicia a prosa regional patética em Os caboclos (1920), Nas serras e nas furnas (1931), Mixuango (1937), Leréias. Histórias contadas por eles mesmos (1945).</p>
<p>Monteiro Lobato (1882-1948) militou a favor do progresso. Urupês (1918), Cidades mortas (1919), Negrinha (1920) dão início à sua obra narrativa crítica em relação às oligarquias e à primeira República. Sua obra é permeada por costumes do interior e sátiras expressas em palavras pitorescas. O realismo &#8211; incorporando à literatura aspectos regionais, profissionais e populares -, concorreu para o desenvolvimento de um estilo e para a nacionalização da língua.</p>
<p>Simultaneamente, a poesia expressa-se no parnasianismo. O primeiro livro foi o de Teófilo Dias, Fanfarra (1882). Seguiram-no Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Olavo Bilac, e depois os neoparnasianos Martins Fontes e Amadeu Amaral. Caracterizam-se pela atenuação do sentimentalismo, desinteresse pela política, pedantismo gramatical e rebuscamento da linguagem. Os parnasianos resgatam o soneto, apegam-se ao rigor gramatical e ao casticismo vernacular, inspirado nos clássicos. De sua temática emergem descrições de salas de mármores, vasos de porcelana, metais preciosos, um quadro, uma cena, um retrato, corpos femininos.</p>
<p>Alberto de Oliveira (1857-1937) publica Canções românticas meridionais (1884), Sonetos e poemas (1885), Versos e rimas (1895). Olavo Bilac (1865-1918) recorre a motivos diversos: o índio, a guerra e a temática greco-romana em Poesias (1888), Crítica e fantasia (1906), Poesias infantis (1904). Raimundo Correa (1859-1911) estreou com uma coleção de versos intitulada Os primeiros sonhos (1879), vindo depois Sinfonia (1883), Versos e versões (1887), Aleluias (1891) e Poesias (1898).</p>
<p>Depois de 1890, o realismo naturalista começa a ser questionado pela introspecção do simbolismo, iniciado, no Brasil, por um grupo de escritores do Rio de Janeiro que se autodenominava &#8220;decadentistas&#8221;. Este grupo recorria ao hieratismo gramatical com truncamentos de sintaxe, em busca de efeitos lingüísticos. Alinham-se, entre os &#8220;decadentistas&#8221;, Cruz e Souza, B. Lopes e Oscar Rosas. Em Fortaleza, Ceará, autores se reúnem e fundam a &#8220;Padaria espiritual&#8221; (1892), passando a cultivar excentricidades. No simbolismo pode-se, ainda, inserir Aphonsus Guimarães (1870-1921), autor cristão que expressa a fé católica em poemas devotos e litúrgicos como Septenário das dores de Nossa Senhora (1899), Dona Mística (1899), Kyriale (1902), Pastoral aos crentes do amor e da morte (1923).</p>
<p>Depois de 1870, a consciência literária e crítica emerge, na História, com Capistrano de Abreu, Sílvio Romero na teoria da cultura e folclore, Araripe Jr. e José Veríssimo na crítica, Pedro Lessa no Direito, Miguel Lemos e Teixeira de Freitas nas idéias, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa na política. Capistrano de Abreu (1853-1927) esboçou, sob influência de Taine, uma teoria da literatura nacional a partir de uma consideração de fatores que envolvia o clima, o solo e a mestiçagem, em sua opinião, os definidores do caráter do povo. Além de sua obra histórica, editou e comentou textos coloniais como a História do Brasil de frei Vicente de Salvador, os documentos da Visitação do Santo Ofício à Bahia e Pernambuco.</p>
<p>Silvio Romero (1851-1914) defende a ligação da literatura e demais artes com os fatores naturais e sociais. Publica Literatura Brasileira e a Crítica Moderna (1880) e História da Literatura Brasileira (1881). Demonstra o sentido do progresso da humanidade em O evolucionismo e o positivismo na república do Brasil (1894). Dá início à crítica sociológica propondo a abordagem da obra literária em função das realidades antropológicas e sociais.</p>
<p>José Veríssimo (1857-1916), preocupado com a gramática, produziu a obra crítica Estudos de literatura brasileira (6 séries, 1901-1907). A história da literatura brasileira (1916) é norteada pelas qualidades estéticas e significado histórico. A poesia parnasiana e simbolista e a literatura realista naturalista dominaram o gosto do país e foram fatores de resistência às mudanças estéticas. À esta situação, reagiu o modernismo.</p>
<p>O modernismo foi um movimento cultural que reviu o Brasil. Resultou de modelos importados da Europa (vanguardas francesa e italiana) aos quais foram associadas tendências nacionais. A obra inicial do modernismo foi Paulicéia desvairada (1922), de Mário de Andrade, que tem como personagem a cidade de São Paulo em ritmo de desenvolvimento. O outro centro do movimento foi o Rio de Janeiro.</p>
<p>A Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, precedida dos trabalhos de Menotti del Picchia e Oswald de Andrade que prepararam os espíritos para uma renovação literária aconteceu em São Paulo. Alguns autores de vanguarda uniram-se para combater o que consideravam &#8220;passadismo&#8221;. A idéia inicial foi do pintor Di Cavalcanti que sugeriu a Paulo Prado organizar uma semana de escândalos em São Paulo. Esta &#8220;semana&#8221; — despida de qualquer conteúdo político, social ou popular — foi uma reunião de intelectuais. O modernismo teve linhas diversas, mas foi um importante fator de transformações e referencial da atividade artística e literária brasileira. Defendeu, basicamente, a liberdade da criação e experimentação. Investiu contra a estética acadêmica, valorizou os temas do cotidiano, pregou o uso da língua respeitando as diferenças geográficas do país.</p>
<p>Em São Paulo, surgiu o grupo Verde-amarelo, patriótico e sentimental, procurando se embasar no indianismo. A figura central deste movimento foi Mário de Andrade, (1893-1945), poeta, narrador, ensaísta, musicólogo, folclorista e líder cultural. Escreveu A Escrava que não é Isaura (1925), plataforma da nova poética, Amar, verbo intransitivo (1927) e um romance inovador, Macunaíma (1928), considerada sua obra prima.</p>
<p>Oswald de Andrade (1890-1954) escreveu Os condenados (1922) e Estrela do absinto (1927), prosa fragmentária, cheia de elementos contraditórios. Sua contribuição cresce nos romances Memórias sentimentais de João Miramar (1924) e Serafim Ponte Grande (1933) e nos poemas Pau Brasil (1925) e Primeiro caderno de poesia (1927). Interpreta a cultura brasileira como um processo de assimilação e recriação das idéias européias que resume no Manifesto antropofágico (1928) (ver Antropofagia cultural). Depois de 1930, aderindo ao comunismo, escreveu peças de teatro como O homem e o cavalo (1934). Mario e Oswald de Andrade lideram a ala inovadora do modernismo em São Paulo. No Rio de Janeiro a chefia do movimento foi de Graça Aranha (1868-1931) com seu romance Canaan (1902).</p>
<p>Importante, ainda, é citar o grupo da revista Festa (1928) onde aparece Cecília Meireles (1901-1964), e da revista Estética (1924-1925), dirigida por Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) e Prudente de Morais Neto (1905-1927). Aos modernistas de São Paulo, ligou-se um dos maiores poetas brasileiros: Manuel Bandeira. A parte mais importante de sua poesia está reunida em Libertinagem (1930).</p>
<p>A partir dos núcleos de São Paulo e Rio de Janeiro, a renovação literária se expandiu pelo Brasil através de manifestos, grupos e intercâmbio, frutificando, principalmente, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. Os anos de 1930 e 1940 aceitaram, plenamente, o modernismo ao lado do qual floresceu o regionalismo crítico do Nordeste.</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) aderiu ao movimento modernista com seus livros Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934) onde procura desenvolver uma poesia não-poética. Nos livros seguintes funde componentes tradicionais (o passado da família) a componentes utópicos (desejos de redenção social). Nesta fase surgem Sentimento do mundo (1940), José (1942) e Rosa do povo (1949).</p>
<p>Murilo Mendes (1901-1975) inicia sua produção com poesia humorística, sofre influências do surrealismo refletida na obra O anjo (1934), e desagua no mistério e na transcendência após sua conversão ao catolicismo refletida em A invenção de Orfeu (1952).</p>
<p>Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) é um neo-romântico que reage ao modernismo restaurando o mistério no tratamento de temas como o amor e a morte. Vinicius de Morais (1913-1980) inicia sua obra com um poema transcendente para se tornar, depois, um cantor da paixão e da simplicidade do cotidiano. A obra de Drummond e de Murilo enquadra-se na opção ideológica de volta ao cristianismo que marcou a cultura sob a liderança de Alceu Amoroso Lima, prolongando-se pela Ação Católica e pelo Integralismo.</p>
<p>No integralismo, a figura-central é Plínio Salgado (1895-1975), membro do grupo Verde-amarelo. Otávio de Faria (1908-1980) escreveu 13 volumes de romances visando temas como a adolescência face ao pecado e o comportamento entre a vocação e as convenções. Entre eles, merece destaque Tragédia burguesa.</p>
<p>Maior impacto teve o romance nordestino regionalista. Nele o homem pobre do campo e da cidade é focado na plenitude de sua condição humana. Graciliano Ramos (1892-1953) é o autor mais representativo com o romance Vidas Secas (1938) que narra a vida de uma família de retirantes. São Bernardo (1934) conta a história de um trabalhador rural que se torna proprietário e transpõe suas atitudes violentas para a vida afetiva. Angústia (1936) centra-se no drama do desajuste de um homem medíocre que se compensa com o crime. Graciliano Ramos, que sob a ótica regional tratava de problemas universais, não fez concessões à qualidade da escrita: é moderno pelo tratamento dispensado à tradição.</p>
<p><strong>Tendências Contemporâneas</strong><br />
O experimentalismo estético da Semana de 22 gera uma ideologia com a qual foram reexaminados os problemas da cultura, como qualidade e tradição. O interesse pela vida contemporânea norteou Josué de Castro, Caio Prado Júnior, Jorge Amado e Jorge de Lima. O Estado Novo (1937-1945) e a Segunda Guerra Mundial aguçaram as tensões no plano das idéias e novas configurações históricas geraram novas experiências nas artes, principalmente na literatura. A produção dos autores da primeira metade do nosso século deixa transparecer angústias e projetos inéditos nos trabalhos de poetas, narradores e ensaistas. Na poesia, a geração de 45 isolou os cuidados métricos, procurando se contrapor à literatura de 22, menosprezando as conquistas do modernismo.</p>
<p>No panorama da nova poesia brasileira, Fernando Ferreira de Loanda insiste na afirmação da diferença e na busca de novos caminhos. É a posição de Alphonsus Guimarães Filho, Péricles Eugenio da Silva Ramos, João Cabral de Melo Neto, Paulo Mendes Campos, Hélio Pellegrino e Lêdo Ivo, entre outros. Todos defendem um gênero intimista onde imagens são correlatas ao sentimento que os símbolos ocultam e sugerem. Submetem-se às exigências técnicas e formalizantes. Depois de 1950, a obsessão pelo desenvolvimento domina a literatura. O nacionalismo desloca-se da direita para as ideologias de esquerda. Renova-se o gosto pelo regional na obra de Ariano Suassuna, Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Dias Gomes. Na ficção, destaca-se João Guimarães Rosa em cuja obra o natural, o infantil e o místico são recuperados nas fontes da linguagem iletrada.</p>
<p>Ainda na ficção, o realismo cientificista do século XIX é substituído pela visão crítica das relações sociais, principalmente em Érico Veríssimo e José Américo de Almeida. No romance psicológico caminha-se pela introspecção da psicanálise. Socialismo, freudismo, catolicismo são usados para a compreensão do homem social. Na poesia, o concretismo &#8211; ou poesia concreta &#8211; impôs-se depois de 1956 como expressão da vanguarda estética. O grupo inicial é o da Antologia Noigrandes. Nomes de proa são os de Haroldo de Campos, Auto do possesso (1950), Augusto de Campos, O rei menos o reino (1951) e Décio Pignatari, O carnaval (1950). O grupo abandona o verso e busca uma linha de sintaxe espacial. O ponto de partida da estética é a estrutura verbo-visual. Inova no campo semântico (ideogramas), sintático (redistribuição de elementos do discurso), léxico (neologismos, estrangeirismos, tecnicismos), morfológico (desintegração dos sintagmas nos seus fonemas), fonético (aliterações, assonâncias), topográfico (abolição do verso, uso construtivo de espaços em branco).</p>
<p>São desdobramentos da vanguarda concretista os trabalhos de autores mineiros reunidos nas revistas Tendências (1957), Ptyx (1963) e Vereda (1964), publicadas em Belo Horizonte. Hoje, o poema é marcado pela objetividade, isto é, pela procura de imagens que tornem o texto instrumento de crítica da realidade social, além da procura de códigos que o insiram na comunicação de massas. Poesia participante e poemas tecnicistas estão em Ferreira Gullar com A luta corporal (1954), Dentro da noite veloz (1975) e Antologia poética (1976) e na obra de João Cabral de Melo Neto, entre elas a Pedra do sono (1942) e Educação pela pedra (1960).</p>
<p>Caminha, Pero Vaz de (c. 1450-1500), escrivão da expedição comandada por Pedro Álvares Cabral que descobriu o Brasil, em 22 de abril de 1500. Nascido, provavelmente, no norte de Portugal, faleceu na Índia, num conflito com muçulmanos.</p>
<p>Como seu pai o fizera, destacou-se como importante cidadão da cidade do Porto. Pertencente à classe dos letrados, muito próxima aos reis, foi cavaleiro de Afonso V, João II e Manuel I.</p>
<p>Sua importância para a história do Brasil e dos descobrimentos portugueses reside na Carta ao Rei D. Manuel o Venturoso escrita, em dias sucessivos, após a chegada da expedição de Cabral à Bahia, na qual narra o desenrolar dos acontecimentos.</p>
<p>No documento foi relatada a viagem, a descoberta da terra, os contatos com os indígenas, as características exuberantes da paisagem, as duas missas rezadas pelo franciscano frei Henrique Soares de Coimbra e a posse da nova terra em nome do rei de Portugal.</p>
<p>A descrição é rica, mais preocupada com os habitantes do que com a natureza. Revela interesse pela catequese dos indígenas e com a possibilidade de existência de ouro no interior.</p>
<p>Quanto aos indígenas, há certa ambigüidade, pois, embora a primeira parte do texto, relativa aos primeiros dias na terra, faça referências à beleza e inocência de homens e mulheres, sublinhando sua humanidade, na segunda parte eles aparecem como “seres bestiais”.</p>
<p>De qualquer modo, apesar da visão etnocêntrica a permear o texto, o autor faz, sem dúvida, uma imagem paradisíaca do homem primitivo.</p>
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		<title>BNDES libera R$ 12,9 milhões para 20 filmes</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 06:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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A direção do BNDES anunciou a lista dos 20 projetos escolhidos pelo Edital de Seleção Pública de Projetos Cinematográficos 2007. Entre eles, estão cineastas consagrados, como Fernando Meirelles (que finaliza a versão cinematográfica de Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago), Guel Arraes e Breno Silveira. Os contemplados receberão R$ 12,9 milhões para investirem na [...]]]></description>
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<p class=MsoNormal>A direção do BNDES anunciou a lista dos 20 projetos escolhidos pelo Edital de Seleção Pública de Projetos Cinematográficos 2007. Entre eles, estão cineastas consagrados, como Fernando Meirelles (que finaliza a versão cinematográfica de Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago), Guel Arraes e Breno Silveira. Os contemplados receberão R$ 12,9 milhões para investirem na produção e finalização de filmes de longa-metragem nos gêneros ficção, animação e documentário. O edital recebeu 182 inscrições. Entre os selecionados, há 15 filmes de ficção, três filmes de animação e dois documentários.</p>
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<p class=MsoNormal>Para isso, o novo presidente, com apoio do vice, o professor Albino Rubim, coordenador do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, da Faculdade de Comunicação da Ufba, deverá reestruturar o papel do conselho e suas atribuições, buscando fortalecer CEC para que possa a intensificar o diálogo do governo com a sociedade.</p>
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<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>“Precisamos, em pouco tempo, dar ao conselho as condições de ser um ator efetivo na condução da política cultural do estado. Temos de ser capazes, com a nossa diversidade, de contribuir, decisivamente, para este novo momento político, que tem um grande impacto no cenário cultural”, afirmou Emiliano.</p>
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<p class=MsoNormal>Albino Rubim reforçou o pensamento, defendendo a intensificação das discussões e do diálogo sobre as políticas culturais. Para o secretário de Cultura, Márcio Meirelles, que abriu a reunião, o conselho deve ser capaz de fazer a transição para um novo modelo, mais participativo para dar respostas à sociedade.</p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>Ineditismo</p>
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<p class=MsoNormal>Uma das principais funções do CEC é contribuir para o desenvolvimento da política estadual de cultura. Entre as competências, destaca-se ainda a de propor medidas para estímulo, valorização da cultura e proteção dos bens culturais baianos, além de opinar sobre tombamento e restauração de imóveis.</p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
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<p class=MsoNormal>O conselho foi empossado pelo governador Jaques Wagner, na abertura da II Conferência Estadual de Cultura, em 25 de outubro passado, após aprovação pela Assembléia Legislativa. Os representantes fazem parte da sociedade civil e atuam em diversas áreas como cultura indígena, culturas populares, políticas culturais, literatura, teatro, artes visuais, música, audiovisual, dança, arquitetura, cultura negra, cultura digital, entre outras.</p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>Quatro câmaras compõem o CEC &#8211; Articulação e Integração, Políticas Sócio-Culturais, Produção Cultural Contemporânea e Patrimônio Histórico, Artístico Cultural e Paisagístico. A escolha dos conselheiros foi realizada a partir de uma escuta pública feita a mais de 30 instituições, incluindo universidades, sindicatos, associações profissionais e instituições de notório saber. Pela primeira vez, o conselho conta com representação do interior, com 20% de sua formação de pessoas que residem ou trabalham no interior do estado.</p>
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		<title>Literatura Valoriza Cultura Negra</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 05:54:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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Dono de uma visão ácida, mas sempre bem-humorada, sobre as crueldades cometidas contra o negro em uma sociedade preconceituosa que não se assume como tal, o cartunista Maurício Pestana acaba de lançar “Racista, Eu? De Jeito Nenhum&#8230;”.
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O autor, que foi assistente de ninguém menos que Henfil no começo da década de 80, reúne nessa edição [...]]]></description>
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<p class=MsoNormal><img src="http://www.brasilcultura.com.br/imagens/igualdaderacial.bmp" class="size-full aligncenter"></p>
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<p class=MsoNormal>Dono de uma visão ácida, mas sempre bem-humorada, sobre as crueldades cometidas contra o negro em uma sociedade preconceituosa que não se assume como tal, o cartunista Maurício Pestana acaba de lançar “Racista, Eu? De Jeito Nenhum&#8230;”.</p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>O autor, que foi assistente de ninguém menos que Henfil no começo da década de 80, reúne nessa edição seus trabalhos dos últimos 20 anos que falam sobre a violação dos direitos humanos cometidas contra os negros no Brasil. </p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>O subtítulo, “Corra que a Polícia vem aí”, anuncia a crítica à pressão que a polícia sabidamente faz sobre a população afro-descendente.</p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>O livro teve um antecessor homônimo, que trazia outra parte do material sobre a questão racial produzido durante a carreira de Pestana: eram tirinhas sobre as dificuldades de inserção no mercado de trabalho e a discriminação do negro na educação.</p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>“Esse primeiro livro se esgotou nas bancas e livrarias e a editora (Scala) pediu para que eu fizesse o número dois. E já estou preparando uma terceira publicação”, adianta o autor, que tem no currículo 12 livros publicados. </p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>O engajamento de Pestana com a causa negra aparece em 42 cartilhas didáticas produzidas por ele para representativas entidades negras do país, como Olodum, Geledes, Instituto da Mulher Negra de São Paulo e o Centro de Estudos das Desigualdades Raciais do Brasil (Ceert). </p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>Como um afro-descendente que sempre observou de perto as relações raciais no país, o cartunista alerta para o fato de que, apesar de hoje a questão do preconceito e da desigualdade estar mais presente na mídia do que há 20 anos, ainda existe um forte abismo social no Brasil: </p>
<p class=MsoNormal>“E a discriminação racial está diretamente associada à social. Vejo alguns cartuns que produzi há 20 anos que continuam super atuais, principalmente quando se fala da pouca presença de negros na propaganda e na televisão”. </p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>Lendas africanas</p>
<p class=MsoNormal>O conceituado escritor e historiador Joel Rufino dos Santos relança “Gosto de África &#8211; Histórias de Lá e Daqui”, uma reunião de lendas que abordam desde mitos africanos, tradições negras e afro-brasileiras, como o bumba-meu-boi, até personagens da História do Brasil como Luis Gama, figura-chave da campanha abolicionista.</p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>“São histórias que eu gostaria de ter lido quando criança e que eu decidi reinventar. Literatura é uma criação livre em que você narra o que está no fundo da sua psique, o que está no seu inconsciente, então não é deliberado. Eu simplesmente larguei meu espírito solto e aí apareceram as histórias”, conta o autor. </p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>O mito do Leão do Mali (sobre o filho de um rei africano que, por ser aleijado, é renegado pelo pai, mas acaba construindo o reino de Mali), que o autor ficou conhecendo durante uma de suas viagens à África, é uma das histórias contadas no livro. </p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>Para Santos, o negro brasileiro geralmente não tem histórias com as quais se identificar, e acaba se apropriando de outras. “Uma das coisas mais interessantes no Brasil é uma identificação que o negro tem com o índio. Sendo um escritor negro, eu sempre expresso e projeto minha negritude no meu trabalho direta ou indiretamente”, avalia o autor, que por muitos anos publicou histórias na revista infantil “Recreio”. </p>
<p class=MsoNormal>&nbsp;</p>
<p class=MsoNormal>Santos destaca que, mesmo que o afro-descendente às vezes não conte com modelos com os quais se identificar, a cultura popular brasileira tem base essencialmente na cultura negra:</p>
<p class=MsoNormal>“Tem uma frase do Gilberto Freire que é: ‘O brasileiro é negro nas suas expressões sinceras’ e eu concordo. O brasileiro, além de ser negro jogando futebol, é sempre negro quando ri e anda”.</p>
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